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Arquivo mensal: novembro 2010

Dilma e Palocci: quem diria…

No primeiro mandato de Lula, os dois personagens protagonizaram uma leal queda de braço. Agora, estão de braços dados...É roda da política...

 

Incrível como a política dá voltas. No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva a economia era comandada com mão de ferro por Antonio Palocci. Taxas de crescimento tímidas foram registradas e a chiadeira só não pior porque o carisma do metalúrgico tratou de ajeitar a fúria da população. Com a queda de José Dirceu do ministério da Casa Civil e a ascensão de Dilma Roussef os desenvolvimentistas ganharam um aliado poderoso no coração do governo. E os embates entre os dois personagens foram inevitáveis. Com a denuncia do caseiro Francenildo – que diga-se, Palocci foi inocentado no Supremo Tribunal Federal – , a então ministro ganhou Guido Mantega como parceiro e implementou a marca de ousadia na segunda gestão de Lula.

Palocci, porém, continuou no seu caminho discreto como deputado federal. Mas eis que as eleições deste ano mudaram a configuração. Sem traquejo para conversar com políticos, empresários e o mercado financeiro, Dilma obedeceu e Lula colocou Palocci para fazer a interlocução. Deu certo e Dilma receberá a faixa em primeiro de janeiro. Com Palocci na Casa Civil. A pergunta que fica é a seguinte: ele será um ministro poderoso. Sim, mas acredito que em outro perfil. Assim como o general Golbery do Couto e Silva construiu a direção do governo Geisel sem ofuscar a autoridade do presidente e agindo de maneira discreta, Palocci tem tudo para ser uma sombra tênue para Dilma. Quanto menos aparecer, mais forte ficará. E o governo deslanchará. E Dilma agradecerá.

 

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

Fluminense com a faca e o queijo na mão…

Arranjos, corpos moles e malas brancas á parte, não há como negar a competência de Corinthians, Cruzeiro e Fluminense para decidirem o Brasileirão na última rodada. O tricolor carioca tem toda a conjuntura favorável: atuará em casa, enfrentará o fraco, limitado e rebaixado Guarani e de quebra contará com todos os astros à disposição. Só que nunca é demais lembrar: a defesa não foi vazada graças ao trabalho de Muricy Ramalho e não pela competência de Leandro Euzébio ou de Gum, bons no jogo aéreo e fraquíssimos com a bola no chão. Mesmo assim, é difícil imaginar que sofra gol de um ataque que balançou as redes 33 vezes em 37 rodadas.

O Corinthians também não tem do que reclamar em termos. Vai atuar no estádio Serra Dourada contra o Goiás, também rebaixado. Mas com uma diferença: a equipe esmeraldina está entusiasmada por decidir a Copa Sul-Americana. Se Ronaldo retornar, será um trunfo importante.

Em relação ao Cruzeiro, não há o que se preocupar: o Palmeiras está desmotivado e em ritmo de férias. Deverá abrir passagem para Roger, Montillo e companhia.

A verdade nua e crua é que o futebol brasileiro mostra na formula de pontos corridos inimaginável em outros locais do planeta. Se alguns optam pela malandragem, a solução é punir quem deseja dar uma de espertinho. E não expurgar um dos poucos sistemas que premia a justiça e o mérito no Brasil.

 

 

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

 

Enquanto a Libertadores e a festa do titulo correm solta, Vitória (BA) e Atlético (GO) lutam contra o inferno

A disputa do titulo não será o único atrativo na rodada final da divisão de elite do Campeonato brasileiro. Dois jogos terão motivações diferentes e serão geradoras de fortes emoções. No estádio Olímpico, o Grêmio (RS) joga por um empate contra o Botafogo para sagrar-se detentor do quarto lugar e possuir o direito de torcer por um tropeço do Goiás na final da Copa Sul-Americana. Assisti in loco as duas equipes e posso dizer que o tricolor gaúcho tem melhor técnica. Lúcio e Douglas fazem boa parceria na armação e os atacantes Jonas e André Lima combinam velocidade e boa colocação. Por outro lado, a Estrela Solitária não pode ser desprezada. A equipe de Joel Santana é limitada, mas dotada de um comovente espírito guerreiro. Apesar da necessidade de vitória, tenho convicção de que atuará no contra-ataque e buscará um lance isolado para a conclusão de Edno ou Loco Abreu. Corre por fora, mas não pode ser descartado.

Já no Barradão, o Vitória (BA) joga por um empate para permanecer, construir um BA-VI em 2011 e afundar o Atlético (GO) do bom técnico Renê Simões. A equipe baiana é aguerrida, bem comandada por Antonio Lopes, mas deposita todas as suas fichas nas jogadas pelos lados para a aparição de Junior. Muito pouco. Já o adversário tem trunfos interessantes, como o meia Elias, a versatilidade de Robston no meio-campo e o faro de gol de Marcão. Minha aposta? Posso me enganar, mas acho que a Bahia só terá um representante na divisão de elite em 2011. Infelizmente.

 

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

Rio de Janeiro: polícia na rua é bom. Mas é pouco…

Que a violência no Rio de Janeiro precisa de um combate forte e regido, disto ninguém duvida. Investimentos pesados em sistemas de inteligência e equipamentos para se contrapor ao arsenal dos bandidos é gênero de primeira necessidade, algo que ficou provado nesta invasão à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão. Mas existe aspectos nebulosos sem resposta e que podem se constituir como passaporte a uma perigosa mudança ideológica no país.

Explico: durante os meses que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva investiu em programas sociais nas áreas carentes do Rio de Janeiro, todos os comentaristas da mídia corporativa diziam que eram atos eleitoreiros. Ou seja, era luxo construir rede de água, esgoto, postos de saúde, escolas. Quando qualquer pessoa minimamente sensível sabe que a ausência do estado nas favelas cariocas era o principal chamariz de domínio dos traficantes. Pois bem. Agora, eis que as ações da Polícia Militar, do Bope e do Exército ganham ares de heroísmo nas televisões. A Rede Globo derrubou sua programação para transmitir oito horas da operação do Complexo do Alemão. Detalhe: nem uma letra ou linha sobre as condições de vida enfrentadas no bairro. O que interessava era transformar em espetáculo os tiros desferidos pelas forças do bem. E que são bem intencionadas mesmo.

De certa forma comungo da opinião do blogueiro Rodrigo Viana. Devemos apoiar incondicionalmente a ação no Rio de Janeiro. Por outro lado, devemos cobrar a continuidade das obras do PAC e também pedir uma cobertura, digamos, mais “social” da imprensa e enfocar o básico: a violência é uma das conseqüências de um povo aprisionado pela carestia, miséria e falta de infra-estrutura.

 

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

Acabou a Série B. Agora, é planejar o futuro…

Que Coritiba, Bahia, Figueirense e América (MG) não sofram da síndrome da gangorra. Não é mesmo Guarani!?

Terminou a Série B do Campeonato Brasileiro. Coritiba, Bahia, Figueirense e América (MG) estarão no pelotão de elite em 2011 enquanto que Brasiliense, Santo André, Ipatinga e América (RN) terão o dissabor de participar de uma terceira divisão de calendário apertado e com parca infra-estrutura. Agora, a pergunta que fica agora é única: qual a colaboração que os novos promovidos concederão ao futebol nacional? Existem modelos distintos.

A maior expectativa vai recair sobre o Bahia. Proprietária de uma torcida fanática e com o estádio de Pituaçu como autêntico caldeirão deverá apostar em garotos e em boas contratações para buscar a manutenção em 2011. Manter o técnico Márcio Araújo não é medida salutar. É preciso buscar um profissional de ponta e com capacidade de fazer a diferença. Assim como ocorreu com o Ceará na atual divisão de elite.

Do Figueirense, espera-se uma campanha mediana. Tem estrutura, uma torcida atuante e nunca passou sustos. Só foi rebaixada há dois anos por causa do equilíbrio da divisão de elite. O mesmo quadro pode ser aplicado ao Coritiba, apesar de que o time paranaense pode fazer um bom papel porque Ney Franco deixou uma base e o elenco conta com bons jogadores.

Já o time mineiro, por sua vez, terá que refazer tudo. Saiu da terceira divisão e com gastos modestos e chegou graças ao trabalho de Mauro Fernandes, especialista em campeonato de pontos corridos. Seria de bom grado formatar uma parceria com empresário e montar um time competitivo. O Paraná adotou tal expediente nesta década e chegou até a comemorar classificação á Copa Libertadores.

Quanto aos rebaixados, Santo André e América (RN) farão falta por tradição e alcance do torcedor. Em relação a Ipatinga e Brasiliense, não existe nada a lamentar. Apenas o fracasso do técnico Andrade, que no ano passado foi campeão com o Flamengo na primeira divisão. Nada como um dia após o outro.

 

 
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Publicado por em 27 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

Mano Menezes fala pouco. Mas quando abre a boca…

O futebol arte sempre merece comemoração quando Ronaldinho está em campo...

 

Gosto de Mano Menezes na Seleção Brasileira. Sabe do espinhoso cargo que ocupa e busca cravar opiniões que acrescentem na dinâmica do futebol brasileiro. Em primeiro lugar, o comandante comunga da opinião do blogueiro e defende a fórmula de pontos corridos e automaticamente o remanejamento dos clássicos nas últimas rodadas e assim evitar os famosos “arranjos brancos”.

Mano Menezes também surpreendeu ao afirmar que não usará Ronaldinho como produto descartável. Afirmou que dará um período de seis meses para que o meia apresente o seu futebol já demonstrado no Barcelona e até na própria Seleção Brasileira.

É uma aposta correta. Em primeiro lugar, porque o Brasil não conta com nenhum jogador do seu quilate no meio-campo. Douglas é típico jogador de clube, Alex, atualmente no futebol turco, perdeu espaço e mesmo Kaká, convive com dores insuportáveis no púbis e compromete o seu desempenho. No Campeonato Brasileiros, os meias que se destacam são os argentinos Montillo, D´Alessandro e Conca. Todos argentinos. Paulo Henrique Ganso? Pode ser titular, mas todo elenco precisa de reservas de qualidade. Assim, na pior das hipóteses, Ronaldinho merece um crédito de confiança.

 

 

 

 
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Publicado por em 27 de novembro de 2010 em Uncategorized

 

Palmeiras brinca com a ética. Pena…

É incrível como o futebol brasileiro tem capacidade de gerar surpresas ininterruptas. O Palmeiras caiu fora da Copa Sul-Americana e entrou em crise profunda. Na reapresentação dos atletas, os dirigentes do Palestra Itália reclamaram no vestiários e já começam a analisar a possibilidade de conceder férias antecipadas aos principais astros. Tudo para não cometer novo vexame no Campeonato Paulista.

Para piorar o clima, as torcidas organizadas já avisaram que não aceitam vitória diante do Fluminense, o que automaticamente proporcionará a oportunidade do Corinthians assumir a liderança, caso vença o Vasco da Gama.

Já abordamos por diversas vezes a urgência da CBF mudar o calendário da divisão de elite e reservar os clássicos para as rodadas finais. Mas é preciso, antes de tudo, uma mudança de atitude do torcedor. Rivalidade não pode cegar a ponto de atrapalhar o espírito esportivo. Vencer e perder faz parte e aceitar o triunfo do rival é o primeiro passo na construção de um período de bonança. Pena, mas o futebol virou uma simulação de guerra.

Ao final da rodada de domingo, podemos presenciar uma cena lamentável: vascaínos e palmeirense lamentando as derrotas de seu time e dirigentes adotando uma postura de desleixo em relação ao principal campeonato da América latina.

 

 
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Publicado por em 27 de novembro de 2010 em Uncategorized