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Arquivo mensal: dezembro 2010

Dilma: a principal política de 2010 precisa fazer a diferença em 201

Lula superou preconceitos, barreiras e governo o país por 8 anos. Agora, chegou a vez de Dilma...

Os posts colocados logo abaixo farão uma reflexão sobre os melhores do ano nas áreas abordadas pelo blog. Vamos começar pela política, e, lógico, sua cabeça deverá ficar sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que entra para a história a partir deste sábado ao transmitir. Mas não. Minha escolha recai sobre Dilma Roussef. Se você parar e pensar, independente de sua orientação ideológica, verá que os desafios transpostos pela mineira com alma de gaúcha não foram poucos. Quando as eleições começaram, a escolha de Serra era tida como favas contadas. Governador do estado mais poderoso do país, enfrentaria uma candidata neófita em eleições e que mostrava como trunfo apenas o apoio de um presidente com oito anos de mandato. Popular, idolatrado, mas desgastado, algo natural na estrutura de poder.

Os debates e entrevistas começaram e Dilma aos poucos mostrou o perfil de gerente afeita ao poder público e com capacidade para tocar o legado de Lula em frente. Teve como trunfo positivo a própria anomalia da oposição que não respondeu uma pergunta básica: se o bolsa família, o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos são programas tão ruins, o que colocar no lugar? Se a corrupção alastrou-se no governo, que garantia o PSDB daria se o seu parceiro era o DEM de José Roberto Arruda? Dilma aos poucos utilizou a incompetência oposicionista para apresentar-se ao eleitor e adquirir sua confiança. O discurso foi tão eficiente que a fatura quase foi liquidada no turno inicial. O escândalo de Erenice Guerra, a postura bélica de uma parte da imprensa e a avalanche de votos em cima de Marina explicam o segundo turno.

Nos primeiros dias da rodada final, talvez Dilma ultrapassou o grande obstáculo: as informações de subterrâneo, as calúnias e os ataques no campo moral e ético. Ao jogar o assunto do aborto para a esfera moral e religiosa e jogar na lata do lixo o problema do assunto em relação a saúde pública, as eleições quase fizeram o Brasil regredir a idade média. Mas algo foi fundamental. O debate na Rede Bandeirantes mostrou uma Dilma agressiva, forte, destemida e pronta ao combate. Acuou Serra e virou a pauta com as privatizações. Venceu e convenceu de que pode ser uma boa presidente.

O ministério agradou? Aqui e ali foi uma decepção, mas não podemos esquecer: o Brasil terá pela primeira vez após anos e anos, uma presidente que se entregará de corpo e alma as funções do executivo. Irá cobrar e assumir as rédeas quando for necessário. Ou seja, não faltará vontade em acertar. Tomara que o destino faça a sua parte.

 

 
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Publicado por em 31 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

José Serra e Marina Silva: muitos votos, destino incerto

José Roberto Arruda, Indio da Costa, César Maia. Com tanta gente sem sensibilidade ao povo brasileiro, a candidatura de Serra virou missão impossível...

Final de ano é o período ideal para reflexões. E traçar cenários e perspectivas. Não é difícil traçar o destino de alguns personagens. Dilma Roussef será a presidente, Aécio Neves deverá ser o provável líder da oposição e o PMDB vai azucrinar como sempre, algo corriqueiro desde a redemocratização em 1985. Agora, uma duvida paira no ar: o que farão José Serra e Marina Silva? Sim, não podemos desprezar os votos despejados em cima desses políticos, que encontram-se como jogador de futebol no banco de reservas: está uniformizado, vislumbra a bola passando ao lado mas não joga, porque falta o essencial: cargo.

Marina Silva talvez faça trabalho em um instituto e política pelo Partido Verde. Terá a obrigação de fornecer agenda e fatos durante o inicio de um governo cercado de expectativa. Não pode ser uma oposição raivosa para não cair no papel da traidora e ressentida. Afinal, saiu do governo e do PT devido a divergências com a nova presidente. Ao mesmo tempo, terá que incutir na população a prioridade ao meio ambiente. Para completar, o PV pode ser bonzinho, bem intencionado, mas está longe da infra-estrutura dos partidos gigantes, no caso, o PT, PSDB, PSB, DEM e PMDB. Missão dura para quem atraiu a atenção de 20 milhões de eleitores.

Quanto a Serra, a perda de prestigio é notória. Certamente boa parte do seu eleitorado escolheu não por causa de suas idéias, mas por repugnância a turma de Lula. Ao não reagir sobre os ataques a vida pessoal de Dilma, o ex-governador de São Paulo diminuiu de estatura. O enredo trágico ganha novos contornos ao perceber o corte de Geraldo Alckmin no novo secretariado e a possível saída de Gilberto Kassab ao PMDB. Com um cesto de votos. Porém, sem base partidária e rachado com os líderes de seus partidos. Serra tem tudo para virar um político “elefante branco”: grande e que não serve para nada.

 

 
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Publicado por em 31 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

Neymar e Paulo Henrique Ganso: uma usina de sonhos em 2010

Talento em alta voltagem: a dupla foi a melhor notícia do futebol brasileiro em 2010

 

O futebol ofereceu grande variedade na escolha dos melhores do ano. Na Copa do Mundo, a Espanha exibiu um futebol eficiente e destemido. Com Diego Forlan, o Uruguai saiu da periferia do futebol. Os meninos da Alemanha, conduzidos por Ozil, encantaram e quase levantaram a taça. Mas na concepção deste humilde blogueiro, dentro do gramado, a grande noticia do ano foi a dupla Paulo Henrique Ganso e Neymar.

Sim, coloco os dois no mesmo patamar. Ganso reacendeu a esperança de formar armadores clássicos, capazes de dar um toque na bola e mudar o destino de uma partida ou de um campeonato. Neymar correspondeu a expectativa depositada desde as categorias de base. É rápido, habilidoso, imprevisível, dotado de conclusão letal. Pisaram na bola? Com certeza, especialmente quando foram influenciados por pessoas de espírito negativo. Mesmo assim, a obra realizada no gramado justifica a premiação deste blog.

Por outro, a dupla santista coroa o trabalho realizado nos bastidores e que foi iniciado por Chico Formiga com a primeira versão dos Meninos da Vila em 1978. Tal trajetória deveria servir de exemplo aos outros times do Brasil, que só pensam em brucutus e zagueiros ou volantes parrudos. Neymar e Paulo Henrique Ganso mostraram especialmente no primeiro semestre, quando ganharam o Paulistão e a Copa do Brasil, que a arte ainda colhe frutos no competitivo futebol atual. Que a lição seja aprendida e assimilada em 2011.

 

 
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Publicado por em 31 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

Muricy Ramalho e Dorival Junior honraram o futebol em 2010

 

A coroa de melhor técnico do futebol brasileiro em 2010 deveria ser dividida entre dois profissionais: Muricy Ramalho e Dorival Junior. Sérios, compenetrados, estudiosos, trabalhadores ao extremo, os dois se constituem nos grandes vencedores da última temporada. Tanto um como outro enfrentaram adversidades.

Após fracassar no Palmeiras, Muricy tinha metade da receita de sucesso no Fluminense: contava com um elenco de qualidade, mas tinha uma infra-estrutura caduca e sem força para recuperar jogadores em tempo recorde. Tanto isso é verdade que não contou com Fred e Deco em boa parte do Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, superou as adversidades e faturou o seu quarto caneco, apesar da torcida pelo Corinthians no ano do seu centenário. Em pontos corridos, é incontestável. Se vencer a Libertadores de 2011, começa a trilhar o caminho da unanimidade.

Já Dorival Junior tem dois méritos. O inicial foi extrair o máximo de um elenco recheado de jovens como o do Santos e produzir um futebol de sonhos. Ganhou o Paulistão e a Copa do Brasil com direito a derrota nos jogos finais. Ou seja, talento joga com o regulamento quando há necessidade. Após a briga com Neymar, aceitou o desafio de tirar o Atlético Mineiro do rebaixamento. Motivou um grupo cheio de veteranos, impôs disciplina e no final comemorou a sensação de alivio. Agora, terá todo o tempo do mundo para fazer história em Belo Horizonte. Moral da história: Mano Menezes que se cuide. A concorrência ficou acirrada.

 

 
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Publicado por em 31 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

FHC e a dificuldade em reconhecer os méritos de Lula

Ele adora apontar os defeitos do Lula. Como se ele tivesse perfeito na Presidência da República...

Até que demorou, mas Fernando Henrique Cardoso desandou a falar. Compareceu a um programa de televisão e disse que não entende o raciocínio da presidente eleita Dilma Roussef e que o sucesso de Lula deve-se ao fato de que ele aproveitou as bases estabelecidas em seu governo.

Vamos ser claros. O notório FHC tem um mérito incontestável: ajudou a construir e colocar em prática o plano Real, que exterminou a inflação e produziu estabilidade monetária. Isso nem o PT soube reconhecer no devido tempo.

Agora, alguns erros grosseiros não há como colocar embaixo do tapete. Antes da sua reeleição, em 1998, FHC fez de tudo para segurar a paridade do dólar com o real. Não podemos esquecer: o câmbio e não era flutuante. No ano seguinte, foi obrigado a executar a operação, o que provocou uma desvalorização monstro da moeda e a saída de milhões de dólares na reserva. E não adianta colocar a culpa em Lula, porque não havia eleições no horizonte. Arminio Fraga entrou, consertou mas o estrago na economia estava feito.

O que dizer então da política energética? FHC passou anos ignorando a necessidade de diversificar as matrizes de energia (eólica, termoelétricas, etc). Não tomou providência e a falta de chuvas e a consequencia falta de reservatórios nas hidrelétricas gerou o racionamento. Detalhe: o único estado na ocasião que não entrou foi o Rio Grande do Sul, que dispunha de alternativas graças ao trabalho de uma certa Dilma Roussef…

Para arrematar, Fernando Henrique Cardoso extinguiu a expressão reajuste salarial por oito anos do vocabulário do funcionalismo público. Não digo apenas daqueles com grandes salários e sim daqueles com rendimentos, de no máximo, R$ 1 mil ou R$ 2 mil. Se constituem na maioria, podem acreditar.

E o principal defeito de FHC não se constitua na questão administrativa. Ao tomar posse, ficou em posição imperial no cargo e fazia questão de emparedar certa distância de contato com o povo. Tal conceito pode agradar muito na Inglaterra, Espanha ou Portugal, países cuja população tem outra relação com os políticos. Aqui, é diferente. Sem identificação com as massas, não há como entrar sem ferimentos na história. Pena, mas FHC não compreendeu algo tão óbvio.

 

 
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Publicado por em 29 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

Futebol brasileiro: irresponsabilidade sem limites

A chegada de Tevez inaugurou a era das contratações bombásticas e irresponsáveis do futebol brasileiro. E parece não ter hora para terminar...

Ronaldinho Gaúcho no Grêmio ou no Flamengo. Luis Fabiano na mira do Corinthians. Adriano disputado por dirigentes do Parque São Jorge e do Parque Antártica. O atual campeão brasileiro tem dividas de aproximadamente R$ 350 milhões, o que dá uma prévia para penúria vivida pelos clubes brasileiros. Mesmo assim, eles continuam sonhando alto e fazendo propostas mirabolantes e tentam emplacar contratações de impacto.

Fico preocupado e pensativo ao imaginar de onde vai se tirar tanto dinheiro. Não, por favor, não vamos comparar a situação de Ronaldo. Seu acordo foi comercial e ajudou a trazer para patrocinadores, que de certa forma ajudaram a pagar a conta também do lateral-esquerdo Roberto Carlos. Robinho também foi um flash devido a participação especifica de um patrocinador para bancar seus vencimentos. Esse quadro certamente não acontecerá nos exemplos citados acima. O caixa dos clubes serão utilizados para bancar astros em baixa no continente e que não abrem mão de redução salarial. Como os dirigentes agem mais com a emoção do que com a razão, a tragédia é eminente.

O blogueiro defende uma regra infelizmente impossível de ser implantada no Brasil: o teto salarial e a responsabilidade fiscal. Utiliza-se as finanças do clube para pagar determinada quantia. Acima disso, os patrocinadores seriam os responsáveis. A NBA faz isso há décadas e o resultado é altamente positivo. Caso isso não seja feito, a realidade continuará triste: o sonho de contar com um craque pode virar um terrível pesadelo.

 

 
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Publicado por em 29 de dezembro de 2010 em Uncategorized

 

Lula repartiu o dinheiro da publicidade. E a imprensa reclamou por 8 anos…

Como os caixas estavam debilitados, o jeito era constranger o governo federal. Seja qual fosse o assunto...

A Folha de São Paulo decidiu realizar um processo de transparência e de mea culpa na reta final do governo Lula. E na edição de terça-feira trouxe a manchete que poucos queriam reconhecer: o governo federal, nos últimos oito anos, usou o dinheiro da publicidade oficial para agraciar 8.014 veículos de comunicação. Na gestão de Fernando Henrique Cardoso, o clube não passava de 499 integrantes.

Ou seja, ficou escancarado, que além das divergências políticas, o que movia os meios de comunicação nos últimos anos era pura e simplesmente um desfalque sério nas suas contas.

Como o governo federal não estava interessado em turbinar o caixa dos grandes grupos de comunicação, a retaliação foi imediata. Por outro lado, mecanismos como a coluna do presidente Lula em jornais do interior e os anúncios em veículos de médio e pequeno porte abriu espaço para que Lula justificasioqse suas ações de governo até os grotões, um público que Globo, Folha, Estadão e Revista Veja jamais pensaria alcançar. Com dinheiro público, Lula involuntariamente promoveu a democratização dos meios de comunicação. Mídias regionais ganharam fôlego para investir no noticiário local e aprofundar o espaço do debate nos pequenos e médios centros.

Não há qualquer sinal de que Dilma Roussef vá mudar esse panorama. Com certeza, o bolso desfalcado continuará a gerar pouquíssimas criticas justas, um caminhão de ataques infundados e um posicionamento ressentido dos grandes órgãos de comunicação. A conferir.

 
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Publicado por em 29 de dezembro de 2010 em Uncategorized