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Arquivo mensal: janeiro 2011

Amizades também decepcionam. O vital, no entanto, é jamais desistir…

Prometo utilizar este espaço para falar de futebol e politica, os focos desta página. Porém, de vez em quando precisamos abordar assuntos vitais ao ser humano. Há duas semanas, abordei aqui a relação fraternal e amorosa que tenho até hoje com meus amigos que estudaram comigo na PUC-Campinas. Coisa rara nos dias de hoje. Agora, uma pergunta fica no ar: e quando existe o reverso da medalha?

Sim, existem pessoas que somem por meses, anos e décadas e reafirmam: bastam cinco minutos é de conversa para tudo ser restabelecido. Com todo o respeito,é balela. Amizade, relacionamento e envolvimento requer tempo, investimento e principalmente mostrar que se importa com o próximo. Nesse quesito, todo mundo sente ás vezes um desperdício de tempo na vida. Ligar para as pessoas, perguntar como se encontram, quais seus desafios, saber de seus dramas  ou simplesmente ouvir. Algo que faz diferença nos dias de hoje. Infelizmente, a réplica é indiferença.

Juro que por meses e anos busquei uma explicação. Queria entender como pessoas te consideram como quase irmãos um período da vida e no seguinte te desprezam. Ou colocam sua foto 3×4 em um canto da gaveta, pronta para adquirir toneladas e toneladas de pó. Alguns consideram o casamento como divisor de águas. As obrigações com o cônjuge impedem a atenção com os amigos. Quando precisa-se cuidar de uma criança, então, a situação piora. Compreendo que para os casais com filhos recém-nascidos e até com dois anos de idade é impossível administrar a atenção de uma benção concedida por Deus com as demandas dos amigos de outrora. Mas, desculpem-me, nos outros casos, é complicado entender.

Não gosto de adotar modelos acabados, mas meus amigos gerados a partir da faculdade de jornalismo da Puc-Campinas me deram um exemplo. Todos tinham filhos das mais diversas faixas etárias. Crianças em época de amamentação, crianças com quatro, cinco ou seis anos. Mas nenhuma delas virou desculpa para justificar uma ausência no churrasco de confraternização. Pelo contrário. Foi um instante de celebração em relação a  tudo aquilo que Deus fez após tantos anos de lutas, vitórias, decepções e reviravoltas. Não foi apenas ali que tive demonstrações de afeto. Nos ambientes profissionais em que frequento também é comum o apreço e a palavra amiga nos instantes difíceis.

Agora, pare e pense: é incrível que, as mesmas pessoas protagonistas do desprezo e da indiferença são, na maioria das vezes, vitimas de sacanagens no serviço, na família e até em outros ambientes sociais. Chumbo trocado não dói, poderiam dizer.

Calma, não para por ae. Existe um cenário ainda mais dolorido: a amizade fast food. É aquela de envolvimento superficial, de poucas palavras e que renega qualquer tipo de discurso mais brando. Não quero atacar ou criticar ninguém, mas quem frequenta uma igreja católica, evangélica ou qualquer religião sabe do que falo. É às vezes, você é a vitima no domingo e vira o vilão na semana útil. Diversas vezes cometi o lapso de esbarrar em pessoas que frequentavam a mesma igreja que eu e solenemente ignorava. Errei? Lógico, é muito. Mas era um ato de defesa, cujo centro  era: eu tenho desatenção em 100% e também vou devolver na mesma moeda. Uma estupidez. Mas qual ser humano não comete atos insanos? Atos gerados a partir do cansaço. Por anos e anos fui um militante telefônico. Daqueles que perdia cinco minutos no dia que fosse para saber o estado e a necessidade de amigos dos mais variados graus de intimidades e existentes em diversos ambientes sociais. Mas com o passar do tempo, confesso que cansei. E começo adotar infelizmente um versão do DJ Thaíde: “Eu só gosto de quem gosta de mim”. Admito, é totalmente anticristão, mas se pensar um pouco, verá que as vezes cansa apanhar  “virtualmente”.

Nós culpamos Lula, FHC, Serra, Dilma, Aécio, Michel Temer por todos os males que nos acometem o dia a dia. Na realidade, a culpa é inteirinha nossa. Somos incapazes de exercer amor cristão em plena carga, adotamos uma verniz de solidariedade com um conteúdo egoísta e gostamos exercer o Cristianismo apenas quando nos é conveniente. Conheço pouco de Biblia, admito, mas sei que existe um versículo que diz: “amar o teu próximo como a ti mesmo”. A segunda parte da frase gostamos de exercitar as 24 horas do dia. Já a parte inicial decidimos apagar da memória. Mesmo que isso signifique magoar a pessoa que um dia esteve do seu lado. Quem isso muda um dia. Se Deus não desistiu do ser humano, por que tomarei o caminho inverso? Pense nisso.

 

 

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Dilma não quer entender de esporte. Quer mudar o setor…

Dilma Roussef não falou durante a Campanha eleitoral sobre os seus planos de politica esportiva. Não havia perspectiva daquilo que faria especialmente em relação ao trabalho de preparação aos Jogos Olimpicos e das Olimpiadas. Ansiedade também é justificada porque passamos oito anos com um presidente que gostava de esportes e virava e mexia sempre dava seus pitacos.

Em apenas três semanas já foi possível vislumbrar alguma linha de conduta para os próximos anos. O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, foi ao encontro da presidenta e levou Marta a tiracolo. Dilma reverenciou a craque mas pediu um nova audiência para conhecer Paulo Henrique Ganso e Neymar. Uma atitude que mostra a disposição da Presidencia da República em homenagear os talentos que propagam o nome do Brasil. Pode parecer pouco, mas não é.

Por outro lado, em nenhum momento Dilma deixa sem resposta os anseios e demandas dos preparativos para a Copa do Mundo. Quer agilização das obras e cobra de seus ministros de modo implacável.

E critérios políticos não será moeda de troca para os eventos que catapultarão a imagem do Brasil no exterior. Prova disso é a noticia veiculada pela Veja de que Henrique Meirelles poderá designado como Autoridade Pública Olimpica. Ou seja, o profissionalismo será colocado em evidencia para transformar a olimpíada em realidade. Medidas salutares, no entanto, geram consequências: uma atenção especial terá que ser dada ao PC do B, certamente insatisfação pela desidratação de poder do ministro Orlando Silva Junior. Por outro lado, Carlos Artur Nuzman, sempre dotado de atitude imperial, não vai querer ser sabatinado por uma pessoa independente. Será que não vai criar empecilhos e soltar reclamações que atrapalhem o clima politico? O futuro mostra desafios para Dilma. E ela mostra disposição para encará-los. Não é pouco. Hen

 

 
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Publicado por em 30 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Para colocar FHC no seu devido lugar…

A charge acima ilustra perfeitamente FHC: um professor até renomado, mas que nunca teve sensibilidade para verificar as demandas e anseios de um povo sofrido e louco por um gesto de carinho...Ou seja, faltou alma ao governo federal no periodo de 1995 a 2002

 

Leio nos jornais que o PSDB será o primeiro a inaugurar o horário eleitoral das quintas-feiras. Sua meta é promover a reabilitação do governo de Fernando Henrique Cardoso e de seus feitos. Querem defender o legado das privatizações, apesar dos Procons colocarem as empresas de telefonia como as campeãs de reclamações. Ou as tarifas de energia elétrica se constituírem em motivo de arrepios.

Lamento decepcionar os fãs dos tucanos, mas podem veicular cinco dias de propaganda e nada adiantará. Como já disse anteriormente, o problema não é de legado escondido e sim de postura perante a população. Vamos aos fatos: alguns podem contestar, mas o grande mérito de Lula era sua proximidade com o povão, a disposição de quebrar o protocolo e sempre abraçar e ouvir o sofrimento e os anseios das pessoas. Lembro até hoje de um debate presidencial em 2006 quando perguntado sobre o problema das enchentes, Lula disparou: “Disso posso falar porque já senti na pele”. Então, por mais que a imprensa reclamasse de sua ausência em grandes tragédias, de certa forma a população entendia.

Com FHC é diferente. Ele até podia ser caloroso no ambiente privado com parentes e amigos próximos. Mas a imagem que vendeu como Presidente da Republica nos seus oito anos foi a de um executivo até com certa competência, mas incapaz de compreender o sofrimento individual. Aposentados em certa época viraram “vagabundos”. Os índices crescentes de desemprego não se podia fazer nada apenas “lamentar”. Movimentos sociais como o MST e as centrais sindicais eram tratados com olímpico desprezo.  Fernando Henrique Cardoso também nunca foi veemente em questões seculares, especialmente o preconceito racial.

Ao se retirar, seguiu o caminho de dar palestras em grandes universidades e fincar raízes no elitista bairro de Higienopolis. Não se tem notícia de visitas do ex-presidente a comunidades carentes, movimentos sociais. Com Lula, podem apostar, isso será rotina. Tem gente que gosta de FHC? Sim, até pobres, aliás. Mas certamente a maioria é de pessoas calcadas no revanchismo, no individualismo e que consideram políticas sociais um estaleiro de folgados. Isso não faz um páis crescer e ser justo. Talvez isto até FHC reconheça. Diante disso, confesso estranhar o entusiasmo com que lideranças evangélicas abraçam suas teses. Cristo era individual na concessão da salvador, mas sempre pensou no bem estar coletivo. Algo distante de um ex-presidente que não nutre simpatia pelo Salvador.

Ou seja, FHC diz que fez pelo povo, mas quer distância dele, preceito também adotado por José Serra na última Campanha Presidencial. Então, um recado para Aécio Neves, postulante a candidato a 2014: sem uma genuína preocupação com o sofrimento alheio, ocupar a grade de programação para fazer propaganda não adiantará nada.

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Em governo progressista e socialista também trabalha-se. E como!

Sou um jornalista que ando pelas ruas, converso, vejo fatos e analiso o comportamento das pessoas. Nada melhor do que o ambiente de um centro comercial para mostrar a face do seu povo. Até dos seus amigos. Pois bem. Às 17h de sexta-feira corri de modo desabalado  para participar de uma entrevista coletiva. No farol, o esbarrão com uma velha conhecida. Papo vai, papo vem, celebramos a estabilidade obtida por um amigo nosso, agora na Petrobras. Disse para ela que respeito e comemoro as conquistas de cada um, posso até mudar de ideia no futuro, mas minha sina é sentir o cheiro do povo, ouvir histórias, relatos, dramas e de certa forma ser usado como canal de insatisfação ou de jubilo. Seja por causa de um politico incompetente ou por causa da derrota de seu time na véspera.

Ela discordava. O salário polpudo, as mordomias oferecidas pela empresa eram motivos suficientes para abandonar qualquer tipo de vocação. No caso do jornalismo, a transição não seria dolorida. Bastam alguns frilas e toda a insatisfação estará aplacada. Citou o exemplo dela que uma amiga que executa viagens em nome da empresa e com todas as facilidades possíveis.

Sou progressista, de esquerda e voto nesse campo político desde que me conheço por gente. Mas passou da hora de combatermos algo venenoso no nosso cotidiano, que é a busca do jeito fácil. Ou da destruição do conceito de trabalho. Em nome da estabilidade monetária, todos querem trabalhar pouco (ou nada) em troca de conta bancária recheada. Estabilidade, filhos, busca por bens materiais…vale tudo para justificar a mamata, especialmente no serviço público.

É uma distorção tacanha. O Brasil só cresceu nos últimos anos porque Lula ofereceu condições para as empresas expandirem seus negócios e gerar empregos que demandam dedicação e suor. Não há como sonhar em ser Japão querendo atuar como se estivesse em uma colônia de férias em Miami. Apesar de todos os riscos imbutidos,  é salutar viver em um país com boa quantidade de pessoas que atuam com prazer em seus locais de trabalho. A “moleza profissional” só traz beneficio em curto prazo. Para o país, é um desastre.

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Os novos “sócios” do Brasil…

Já passavam das 22hde sexta-feira  quando embarquei no ônibus em direção a minha casa. Localizado em Sumaré, é o típico bairro de periferia de qualquer metrópole. Gente sofrida, disposta a lutar e a contar suas conquistas e decepções. Quando passamos nas proximidades do Aeroporto dos Amarais – quem é de Campinas conhece a exata localização – uma dupla de amigas entrou no veiculo. Tinham acabado de cumprir a jornada em supermercado de médio porte. Antigamente, talvez a forma de passar o tempo seria a de lamentar as broncas do patrão ou o dinheiro escasso. Nada disso. A dupla falava e para todo ônibus ouvir que o dia tinha sido legal, os filhos estavam bem, etc e tal. Detalhe: tudo repassado via telefone celular aos filhos, sobrinhos. Era novidade que não acabava mais.

Quando a conversa parecia cair no marasmo, eis que o cenário muda. Uma morena baixinha, troncuda, cabelo preso e disposta falar encontra as amigas. Com uma apostila nas mãos, celebra o fato de possuir dinheiro na obtenção da carta de motorista. Chama todos de Freneticas e mostrava dinamismo em enumerar as vitórias: mudou de emprego  três vezes em dois anos e sempre com salário maior; estava para dirigir seu próprio carro e comemorava a estadia da mãe paraibana em terras campineiras. Só lamentava o tempo exíguo para comprar uma passagem de avião e agora visitar seus parentes na Paraíba.

Desci do ônibus intrigado com aquela conversa. Em 2002, aquelas mesmas pessoas teriam motivos para desfilar sofrimento e resignação pelo salário baixo e o desemprego que passavam como fação dentro da alma e da dignidade. Lula apareceu, fez um bom governo, elegeu a sucessora e o caminho parece estar traçado: pobres não serão miseráveis, a classe média pode sonhar com dias melhores e as elites nunca ganharam tanto dinheiro. Então, queria uma explicação coerente porque cronistas, colunistas de imprensa e parte da classe média paulistana sente tamanho ódio por uma nordestina possuir dinheiro para pegar um avião e visitar seus parentes, possuir um telefone celular para conversar com os amigos ou ainda verba para realizar o sonho da casa ou do carro próprio. Só concluir que essa gente se achava do país. Não é mais. Ainda bem!

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Está na hora de compreender o estilo de Dilma Roussef

As pessoas reclamam da postura de Dilma. Mas convenhamos, a situação poderia ser pior. O personagem acima poderia estar no lugar dela...

 

A presidente Dilma Roussef começa a causar desconforto com sua postura. Claro, ninguém é louco de questionar sua ideologia politica e sua ligação com o ex-presidente Lula. Mas é obvio que os apoiadores do PT não estão acostumados com o novo estilo da mandatária. Lula falava demais; Dilma só fala o necessário; Lula é próximo do povão e não nega suas raízes; Dilma é uma pessoa de extrema sensibilidade social, mas teve uma criação típica de classe média alta. Isso faz diferença. Tremenda.

Ao contrário de Lula, Dilma não faz do bate papo informal como arma de sedução. Vai direto ao assunto. Curto e grosso. Não é questão de dizer que um está certo ou errado. Os dois fazem o correto, mas com estilos diferentes.

Pegue o exemplo do salário mínimo. As centrais sindicais querem R$ 580 enquanto que Dilma não arreda pé e estipulou o valor de R$ 545. Em uma cerimonia no Rio Grande do Sul deixou clara a sua disposição de atender as reivindicações dos movimentos sociais, mas de também zelar pelas contas públicas.

A estratégia não é errada. Mas seria de bom tom colocar em campo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para administrar os insatisfeitos da base no Congresso e dos movimentos sociais. Enquanto não existir compreensão, os choques serão inevitáveis.

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2011 em Uncategorized

 

Dilma autoriza propriedade cruzada. Infelizmente…

O blogueiro e seu sócio Bira Dantas nunca esconderam dos interlocutores o apoio a governos progressistas. Especialmente quando o PT ocupa a cadeira do Palácio do Planalto. Mas quem senta ali está sujeito a erros. Infeizmente, a presidente Dilma Roussef comete tal atitude na questão no marco regulatório da comunicão.

Para que todos entendam: o jornal O Estado de São Paulo divulgou na quinta-feira a intenção do ministro Paulo Bernardo e da presidenta de efetuar uma mudança na lei de concessão. Quem conseguir leva de todas as mídias eletrônicas, o que sacramentaria a instituição da propriedade cruzada.

Se for levado em frente, será uma lástima. O Brasil precisa democratizar as suas comunicações até por  uma questão capitalista. Sim, porque não há como deixar na mão de poucos, os veículos responsáveis por informar e entreter o povo brasileiro. Exemplo prático: digamos que exista uma concessão de rádio e de televisão em disputa na região do ABC. Se as concessões forem encaminhadas de modo separado, os empresários vencedores serão obrigados a formular equipes independentes, o que produziria empregos e dividendos. Com a propriedade cruzada, quem conhece o mercado sabe: o jornalista que faz televisão fará a rádio e com isso diminuirá os custos do empresário. E os empregos serão exterminados.

 Ao invés de encaminhar ao congresso uma proposta fechada, Dilma deveria abrir uma audiência pública para discutir o marco regulatório. Em pouco tempo de conversa ela terá a consciência do mal que fará à democracia brasileira.

 
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Publicado por em 28 de janeiro de 2011 em Uncategorized