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Arquivo mensal: abril 2011

São Paulo 0 x 2 São Paulo: uma vitória com o dedo de Muricy

Se Ganso comemorou seu gol e mostrou futebol espetacular no segundo tempo é porque Muricy Ramalho mudou seu poscionamento. Técnico ás vezes decide…
 

Sou daqueles que acreditam no papel do craque na definição de partidas e campeonatos. São eles responsáveis em destruir retranca e fomentar lendas. Mas o técnico possue papel decisivo, especialmente quando detecta cenários propícios para o aparecimento do talento. A vitória do Santos sobre o São Paulo por 2 a 0 não pode ser creditada apenas a eficiência Paulo Henrique Ganso, Neymar e Elano. Muricy Ramalho justificou ontem a badalação em torno do seu nome.

Antes da bola rolar, tinha dúvidas se escalava força máxima. O duelo pela Libertadores contra o América do México será desgastante. Se retirasse os atletas, não haveria como contestar. A rivalidade, no entanto, falou mais alto e o que se viu no primeiro tempo foi um anfitrião atuando com força e velocidade para inaugurar o placar e o Santos com lampejos, mas longe de dar as cartas.

No vestiário, Muricy operou uma mudança simples: tirou o inoperante Zé Eduardo e colocou Bruno Aguiar. Montou um 3-5-2 e automaticamente liberou Ganso e Neymar para atuar com liberdade. Os zagueiros do tricolor paulista podem até ser técnica, mas são lentos. O estrago estava feito.

O Santos utilizou a velocidade e em dois contra ataques proporcionou conclusões certeiras de Elano e Paulo Henrique Ganso. Classificação garantida.

Muricy Ramalho não é um Rinus Michels. Longe disso. Mas ganhou fama de retranqueiro e adepto do futebol força em virtude de suas ideias e do cenário que encontrou nos lugares que trabalhou. No São Paulo, podemos dizer que teve um elenco estrelar apenas em 2006. Nos outros dois anos, como o presidente Juvenal Juvêncio não queria gastar, a comissão técnica fez o limão uma limonada. Que aliás, gerou outros dois títulos.

No Fluminense, os desfalques na reta final provocaram a utilização de revelações das categorias de base. Podemos dizer com segurança: por enquanto, é a primeira vez que qualidade e quantidade deparam-se diante dos olhos de Muricy. Por enquanto, fez aquilo que se espera: fortaleceu a defesa, posicionou melhor os jogadores e aposta no potencial dos craques. Receita com garantia de sucesso.

 

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Publicado por em 30 de abril de 2011 em Uncategorized

 

Apareceu a maioria mestiça do Brasil. Cidadania plena à vista!

O Brasil é um país pouco afeito a analisar suas características e com isso os dados do censo promovido pelo IBGE sempre ficam em segundo plano. Dados preciosos são revelados para descobrirmos as tendências futuras. Nas matérias publicadas nas edições de sábado dos jornais Folha e Estadão, dois pontos chamaram minha atenção e que merecerão artigos separados.

O primeiro é o fato dos brancos representarem 47,7% do total da população brasileira. Outros 43,1% se consideram pardos e 7,6% são negros, além de 1,1% de índios.

É uma noticia positiva porque o brasileiro começa a perder a vergonha de assumir sua miscigenação. Pense que no inicio do século passado, jogadores de futebol negros, para serem aceitos no Fluminense ou em outros clubes de elite chegavam a colocar pó de arroz no rosto para serem aceitos.

Por outro lado, problemas persistem. A sociedade brasileira tinha uma doença crônica, que é o preconceito velado. Ninguém admite preconceito contra o negro, mas você não vê representantes da raça negra nos comandos das grandes empresas, corporações e até em equipes de futebol. Pare e pense: quantos técnicos negros triunfaram na carreira de técnico ou gerente de futebol. Ser negro no Brasil é encarar a possibilidade de ouvir desculpas como a de que o preconceito é apenas algo existente na cabeça dos próprios negros. É ser ponderado o suficiente para suportar as criticas contra as cotas e no mesmo instante não escutar qualquer programas que reparem anos e anos de preconceito iniciado na escravidão. Um aviso: o blogueiro não tem posição conclusiva sobre cotas. Acha salutare e urgente aplicação do programa, mas lamenta a falta da inclusão de fatores. Mas não descarta a discussão, preceito ignorado por vários atores na sociedade.

Com o resultado do censo, podemos constatar que o papel finalmente está sintonizado com as ruas. Mas para a cidadania pleno tem um longo caminho a percorrer.

 
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Publicado por em 30 de abril de 2011 em Uncategorized

 

IBGE fornece cidadania aos casais gays

É assunto delicado. Ninguém gosta de debater. O censo populacional de 2010 do IBGTE teve coragem, colocou a cara para bater e trouxe o dado: 60 mil casais do mesmo sexo decidiram assumir sua condição. Lógico, a questão religiosa muitas vezes impede uma discussão saudável e positiva do tema. Padres, pastores e frequentadores das igrejas católica e evangélica preferem detonar uma campanha de perseguição sem trégua.

Sou protestante, mas quero que meus “conterrâneos” me perdoem. Tenho minha opinião moral sobre o assunto  e este não é o mote do artigo. Aliás, esse tipo de conceito é algo que interessa somente ao autor do texto e a mais ninguém. Porque respeitar a diversidade e as opções alheias é passo fundamental na formatação da democracia. Analises individuais sobre a opção sexual não podem servir de argumento para se aplaudirem agressões, mortes, assassinatos ou preconceitos contra essas pessoas. Já presenciei pastor dizendo que ao ver uma manifestação desse grupo populacional, teve vontade de jogar o carro em cima deles. Terrível.

Em tal cenário, salta aos olhos a urgência do Estado brasileiro assumir sua condição de provedor para tal nicho da população. Por causa de dogmas religiosos, os governos em suas diversas esferas estão impedidos de atuar para beneficiar a todos.   

Definido como laico (ou seja, não tem religião), o estado brasileiro tem a obrigação de encaminhar a essas pessoas serviços dignos de saúde, educação, transporte e abertura para o exercício pleno de sua cidadania. O que vemos hoje é ao contrário. Pior: são nesses espaços que ocorrem as atitudes mais bizarras e descaradas de preconceito.

O fato de casais do mesmo sexo decidirem viver sobre o mesmo teto não autoriza ninguém, absolutamente ninguém, a promover caça ás bruxas e forçar o Estado brasileiro a promover uma “perseguição branca”, cujo os resultados sabemos decor e salteado: pessoas desprezadas e colocadas à margem da sociedade.

Infelizmente, o povo brasileiro comete erro mortal: não sabe separar Estado de religião. Acredita que algo coletivo – o governo federal – deve tomar para si posições individuais. Enquanto persistirem esses conceitos, não podemos apontar a igualdade de chances como uma das características positivas do Brasil.

 
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Publicado por em 30 de abril de 2011 em Uncategorized

 

Futebol:um mundo traiçoeiro e de ilusão

O futebol brasileiro virou o mundo do faz de conta. Teorias e medidas consideradas definitivas são jogadas no lixo na primeira oportunidade. E ninguém aparece para conceder uma explicação. Exemplos são dados aos montes. Pegue os campeonatos regionais. Todos afirmam a plenos pulmões que os campeonatos não valem nada e que o verdadeiro campeonato é o Brasileiro, marcado para maio.

Essa é a teoria. Na prática, Tite tem o seu cargo ameaçado se perder do Palmeiras neste domingo. Apesar de reconhecer a importância da Libertadores, Muricy Ramalho, viveu dias de angústia em virtude de decisão de poupar ou não jogadores para o clássico com o São Paulo. Estamos na reta final dos torneios regionais e não tenho medo em cravar: vários técnicos perderão seus empregos antes do inicio das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Acreditaram nas promessas dos cartolas e viram o compromisso ruir após o primeiro revés.

Na Copa do Mundo, não fica atrás. As autoridades promovem que São Paulo está garantida na festa e por enquanto o estádio do Corinthians não passa de sonho. Sem contar clubes ávidos em afirmar a saúde de suas contas financeiras e o choque com os fatos, em que o mês chega a durar 50, 60 dias.

Talvez o problema do futebol brasileiro não seja a falta de craques, profissionais competentes ou de jogos eletrizantes. Talvez seja a falta de verdade mesmo. Triste.

 
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Publicado por em 30 de abril de 2011 em Uncategorized

 

Eu ou nós? O dilema dos evangélicos no Brasil

Os tempos mudaram o pensamento da camada da população evangélica no Brasil. Antes considerados a margem da sociedade e até de certa forma ignorados, adquiriram uma parcela de poder que gerou consequências desagradáveis: líderes tomam atitudes vergonhosas, igrejas são acusadas (justo ou não é outro papo) de trafico de influência e até de lavagem de dinheiro e para encerrar o cardápio macabro, estruturas familiares são arrebentadas com casos e mais casos de separação.

Poderíamos escrever um livro para tentar entender porque chegou-se a esse estágio deplorável. É difícil chegar a uma conclusão plausível sobre a perda de confiança das igrejas evangélicas. Para quem não sabe, basta dizer que o Ibope disse 44% dos seus entrevistados não confiam em tais instituições. É caso de UTI.

Lógico, não sou sociólogo, pastor ou cientista social. Mas ao contrário de alguns, presto atenção em tudo que vejo nas ruas e nos ambientes que frequento. Posso dizer que toda a certeza:as debilidades não são de agora. O quadro de hoje não é causa e sim consequência.

Sejamos francos: apesar de encarar problemas de atração de fieis, a Igreja Católica calcou seu discurso em duas pernas: a ênfase da pessoa ser fiel e temente a Deus. Ao mesmo tempo, o aspecto coletivo é valorizado, mesmo que aos trancos e barrancos. Talvez as comunidades eclesiais de base sejam a sua tentativa mais forte de afirmação desse conceito. Alguns costumes positivos, em minha opinião, estão arraigados nos cristãos católicos. Preste atenção: o católico praticante  diz frequentar a missa da Igreja localizada em tal endereço. Nunca entra na frente o nome do padre ou da banda que faz o louvor. Os padres de cunho popular, de certa forma, tiveram que se afirmar praticamente descolados do seu ninho. Pergunte a cada 100 admiradores do trabalho de Padre Marcelo Rossi ou de Fábio Mello se eles sabem o local que eles ministram a missa dominical. O índice de acerto não será alto.

No mundo evangélico o quadro é diferente. Para pior. Antigamente, os protestantes apareciam nos cultos da Presbiteriana, Batista, Metodista, Assembléia de Deus, etc. Com o aparecimento da televisão e dos pastores pop, a personificação atingiu índices alarmantes. Ninguém afirma vai ao culto para adorar a Deus e sim para assistir a pregação de fulano de tal. O mesmo se aplica as bandas de louvor. As vendas são alucinantes, os show se assemelham a grandes produções de rock e muito dinheiro circula. Admiro, de verdade, a determinação de Ana Paula Valadão de centrar fogo no aspecto espiritual. Mas infelizmente, a mensagem não é entendida pelas pessoas. Eles admiram vitórias que transmitam aspectos individuais. Porque, no fundo, desejam viver aquilo. Sem ligar para o que está ao lado.

Neste universo de celebridades evangélicas locais, regionais, estaduais e nacional, parece um pouco obvio valorizar o individualismo. Por isso, os fatos são esfregados na nossa cara. É chique chegar com um carro importado. Porém, é brega demais ceder uma carona ao irmão sem transporte.

É chique ostentar uma casa de oito dormitórios em bairro nobre de qualquer metrópole, mas para essa turma é de extremo mau gosto receber pessoas, estabelecer vínculos sociais e ouvir aflições. Dentro desta mesma casa.

Interessante observar como as pregações dos templos evangélicos adotam apenas o pronome “Eu” como foco. Claro, temos as nossas aflições individuais. Mas sem a presença do semelhante, não dá para armar um plano bem sucedido. Os frutos dessa receita são previsíveis. Exemplo: verifique como as simpatias ideológicas são destinadas aos defensores de partidos que pregam o capitalismo selvagem a qualquer preço. E como Lula é combatido sem cessar por esses líderes. O motivo é simples: por mais defeitos que apresente, o ex-presidente incutir involuntariamente o conceito na sociedade de que todos merecem atenção. E que construir algo ao lado de uma, 10, 20 pessoas, as chances de êxito são maiores. Idéias que se chocam com o “evangelismo de resultados” reinante no Brasil.

É duro dizer, mas, apesar de protestante, não consigo vislumbrar espirito solidário e coletivo na instituição como um todo. Temos bons exemplos? Sim, mas são apenas focos de resistência. Que aos poucos perdem as forças. Antes que me perguntem: trabalhos de evangelismo em favelas, comunidades carentes e até presídios são muito legais. Claro, desde que as necessidades individuais sejam encaradas como demandas coletivas. Que ocorra realmente amor ao próximo.

Na atual conjuntura, o povo evangélico valoriza apenas o individualismo. E seu destino, se nada mudar, é falar para as paredes. Deus é poderoso, mas uma ajuda terrena certamente Ele agradeceria.

 
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Publicado por em 28 de abril de 2011 em Uncategorized

 

Futebol na Televisão: aqui, torcedor é anexo!

O Senado Federal fez o que parecia impossível a primeira vista: colocou frente a frente nesta terça-feira o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff e o mandatário da CBF, Ricardo Teixeira, para discutir a situação das transmissões de televisão no Brasil. Além de escancarar a possibilidade de guerra jurídica a partir de 2012, a audiência pública realizada na comissão de educação do Senado Federal expôs uma face cruel, a ausência no interesse público no debate.

Não é uma teoria descabida. O futebol é um esporte de alcance nacional e em muitas regiões do Brasil se constituem na única diversão para as populações carentes. Economizar dinheiro, pegar um ônibus lotado e tomar um lanche singelo é o roteiro vivido por torcedores em diversas partes do Brasil. Por quase quatro horas, todos os envolvidos pensaram em diversas maneiras de lucrar cada vez mais com o futebol. Não se exibiu um único argumento de inclusão. Nem que seja pela televisão.

Exemplo prático: porque apenas a transmissão de dois jogos por televisão aberta durante a semana? Como considerar normal o Brasil exterminar de seus estádios os setores de geral e arquibancada e cobrar um ingresso que em alguns casos bate na faixa de R$ 30 ou R$ 60? Fábio Koff disse que o caminho é incrementar o pay per view. Pode até ser. Mas será que a esmagadora maioria da população, que ganha um salário mínimo por mês, poderá pagar R$ 60 em um contrato para ver o seu time do coração? A verdade é única e doída: o Brasil tem um público pobre que adora e ama futebol. Mas seus dirigentes parece que se encontrar na Liga Inglesa ou na Espanha. Pena.

 
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Publicado por em 27 de abril de 2011 em Uncategorized

 

A oposição e seu excesso de rumo

Eles conversam, falam palavras rebuscadas, mas definitivamente não se entendem...

Pode parecer incrivel, mas a incompetência da oposição em fazer alguma proposta decente chegou a tal ponto que um sentimento de pena tomou conta do mundo politico. De maneira correta, analistas ponderados começam a refletir que o contraponto é fundamental para estabelecer um ambiente de debate democrático e que produza frutos.

Mas está duro em pensar em dias melhores. Senão vejamos: José Serra para virar candidato a presidente da República, em 2002 passou por cima de Tasso Jereissatti. Quatro anos depois, abriu espaço para Geraldo Alckmin, mas na sua campanha para governador nunca fez questão de pedir votos ao companheiro que almejava chegar ao Planalto. Alckmin deu o troco em 2008 e foi candidato a prefeito contra a vontade de Serra. Gilberto Kassab venceu, mas as sequelas foram plantadas. Na eleição presidencial de 2010, o candidato tucano, obcecado pelo cargo, quase não teve apoio de Alkcmin e do próprio Aécio Neves, agora eleito senador e com a imagem arranhada após a blitz no Rio de Janeiro.

Agora, em 2011, Gilberto Kassab funda um novo partida, desidrata o PSDB e José Serra não pronuncia uma silaba sequer. As duvidas ficam no ar: ele vai embarcar na nova aventura? Quer fugir da pecha de partido de direito que está sendo colocado no PSDB? Por outro lado, o atual governador de São Paulo exibe cada vez sua intenção de concorrer a Presidência da República. Se perder em 2014, com certeza tem caminho fragmentado. Enquanto isso, Fernando Henrique Cardoso escreve artigo sobre os rumos da oposição. Eu queria dizer ao nobre ex-presidente que o drama da oposição é o excesso de rumo. Todos atiram para lados diversos. Assim fica difícil.

 
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Publicado por em 27 de abril de 2011 em Uncategorized