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Arquivo mensal: maio 2011

Copa 2014- Temos que fazer nossa parte. E pronto

Ainda bem que os craques dos gramados compensam nossas frustrações nos bastidores…
 

A semana foi agitada no futebol mundial. Ricardo Teixeira e João Havelange foram acusados de participar de um esquema de propina por um canal de televisão inglesa e a Fifa produziu recados duros ao Brasil na questão da organização da Copa do Mundo de 2014. Nada fora do mundo. Os bastidores do futebol realmente produzem episódios constrangedores e que geralmente gera descrença na imprensa e nos torcedores. Mas acredite: politica, economia também possuem seus males. Por isso, adotar medidas intempestivas não resolvem.

Por exemplo: vejo muitos amigos e companheiros de trabalho defendendo que o Brasil não conseguirá sediar a Copa do Mundo e a hipótese mais provável é que outro país assuma a competição.

Não consigo pensar nesta hipótese. Até porque caso seja realidade, daríamos uma demonstração de fraqueza coletiva. Pense por um instante: se você contratasse um pedreiro, pedisse para que ele fizesse uma obra e depois de um tempo, com a obra em andamento ele falasse que ele não poderia continuar? Mesmo se um substituto estivesse á mão, o sentimento de frustração seria inevitável. Essa é a missão destinada ao Brasil. Não adianta pregar que é a quinta economia do mundo. É preciso provar na prática. Caso contrario, fica só no discurso.

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Publicado por em 28 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Código Florestal: e se Marina estivesse no Planalto?

Dizem que Dilma não sabe negociar. E Marina Silva sabe?
 

A votação do Código Florestal dividiu o congresso e explicitou entraves na base de apoio do governo Dilma. O deputado Aldo Rebelo bancou o seu relatório e, mesmo contra a vontade da presidenta conseguiu passar a proposta que foi encaminhada ao Senado Federal. O Palácio do Planalto, por sua vez, considera que a hipótese de vetar integralmente o texto caso seja aprovado. Até porque já existe o compromisso estabelecido com 20 ex-ministros do Meio Ambiente, que consideram o texto um absurdo em todos os sentidos. Na edição de sábado do jornal O Estado de São Paulo, um texto no primeiro caderno avisa de que alguns parlamentares queixam-se da falta de habilidade de Dilma Roussef para negociar e afagar os aliados. Que não existe o cenário desenhado por ela, que é de admitir ou recusar certos pontos do texto.

Bem, não sou ambientalista, mas posso afirmar com certeza que o cenário apresenta possibilidade de reversão, especialista se Lula, um animal politico por excelência entrar no processo. Seus toques e conselhos podem abrir os olhos de Dilma e encontrar um modo mais palatável de conduzir o tema.

Agora, pensam por um instante: e se a presidenta fosse Marina Silva? Sim, porque aquela que foi cantada em prosa e verso como a queridinha da mídia e da classe média é conhecida por seu radicalismo. Aliás, a sua saída do governo Lula ocorreu por falta de diálogo entre ela e a então titular da Casa Civil, Dilma Roussef. Na atual conjuntura, não haveria espaço para conversas, negociações ou cessão de espaço. Seria a visão dela e ponto. O impasse estaria estabelecido.

Deixo claro: sou contra toda e qualquer artigo que incentive o desmatamento. Por outro lado, estamos em uma democracia e os setores tem que serão ouvidos. Queiramos ou não. Resumo da ópera: poderia ser pior. Muito pior.

 
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Publicado por em 28 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Campinas, uma cidade azarada

Ninguém sabe se os suspeitos serão julgados ou condenados. Algo, porém, é certo: Campinas convive com uma geração mediocre de políticos

 

Campinas é uma cidade sem sorte. Desde a sexta-feira passada convive no Palácio dos Jequitibás com um governo moribumdo. Mesmo se escapar da cassação, o prefeito Hélio de Oliveira Santos é um cadáver politico. Não tem credibilidade para encaminhar ou exigir demandas. Seu primeiro mandato parece fato do passado após a revelação do suposto esquema de corrupção com contratos da Sanasa. Mesmo se o vice-prefeito Demétrio Villagra for acionado, a insegurança também permeia  o clima. Apesar de solto, ele ainda precisa explicar porque guardou R$ 60 mil em sua casa. Ou seja, até outubro de 2012, Campinas viverá clima de luto.

Aliás, uma sensação que não sai da cidade desde 1988, quando encerrou-se o mandato de Magalhães Teixeira, que exerceu o seu mandato integralmente e saiu com altos índices de popularidade.

A seguir, veio Jacó Bittar, cujo governo foi conturbado e o seu então vice-prefeito, Antonio da Costa Santos, rompeu durante o mandato e denunciou um pesado esquema de corrupção. Magalhães Teixeira retornou em 1993, mas sem o brilho anterior e de quebra foi abatido por um câncer que lhe matou em pleno exercício do mandato.

Edvaldo Orsi completou o mandato e abriu espaço para o veterano Chico Amaral, protagonista do maior caos urbano da história da cidade. Foi nessa época que surgiram os chamados perueiros e o parque Oziel, cuja reivindicação justa por moradia não encontrou ressonância na administração, que preferiu os moradores como marginais. Péssimo.

Antonio da Costa Santos assumiu com a intenção de promover uma revolução urbanista e de costumes. Em nove meses, reduziu o valor de licitações, forçou investimentos das empresas de ônibus e tinha um relacionamento claro com a sociedade. Até que veio o dia 10 de setembro de 2001. Sua vice, Izalene Tiene, inexperiente, ficou refém das lutas das tendências petistas e no final fez um governo desastroso em quase todos os aspectos. Para salvar, apenas o bom trabalho na rádio Educativa. Agora, vivemos a epopeia de Doutor Hélio e seus subordinados. Responda: Campinas é ou não é uma cidade azarada?

 

 
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Publicado por em 28 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Um pacto para o Kit anti-homofobia…

O Kit anti-homofobia deu o que falar. A presidenta Dilma Roussef mandou refazer o material por entender que ele insinuava sobre a necessidade de escolha de opção sexual. O Ministro da Educação, Fernando Haddad, já prometeu nova revisão e que o produto estará nas escolas a até o final do ano.

Por outro lado, especulações dão conta de que o assunto entrou na cota da barganha política para evitar a CPI contra o ministro Antonio Palocci. O alvo foi especialmente a bancada evangélica, que teria achado o material um absurdo. E destilaram comemorações pelo adiamento do empreendimento.

Pois bem, então como o poder executivo contentou pastores, parlamentares e militantes evangélicos (não protestantes, diga-se de passagem…), chegou a hora de cobrar a fatura.

Sim, a presidenta erra ao não cobrar uma contrapartida dos pastores que acharam um absurdo construir um material que luta contra o preconceito.

A proposta é simples: que os parlamentares, pastores e presbíteros redigam uma carta e mostrem indignação expressa pelos atos de violência sofridos pelos homossexuais em todo o país. Entendam: não estou sugerindo para que aprove a conduta. Se o pastor quer pregar contra uma conduta que ele pecaminosa, ele tem todo o direito e dever de adotar tal conduta.

Por outro lado, ele tem o dever e a obrigação de se levantar contra atos violentos contra qualquer pessoa, seja branca, negra, índio, heterossexuais ou homossexual. E o que vejo, infelizmente, é que muitos pastores aplaudem quando um grupo de intolerantes ou mesmo bandidos agridem e matam essas pessoas nas ruas.

Solidariedade não é seletiva. E vou esclarecer pela última vez: o que penso sobre a conduta das pessoas e minha visão evangelística sobre determinados assuntos não interessa quando vivo em um país cujo estado é laico. E se hoje fecharmos os olhos para atos de violência contra negros, homossexuais ou qualquer outro nicho da sociedade, estaremos abrindo a porteira para a construção de um país preconceituoso, intolerante, violento e sem solidariedade. Creio e espero que não é isso que deseja os líderes evangélicos do Brasil. Caso contrário, é o começo do fim.

 

 
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Publicado por em 28 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Minha mãe, vitima de um cristianismo (com C minúsculo mesmo) hipócrita

Alguns textos são difíceis de escrever. Em certas ocasiões, expressar decepção e amargura por acontecimentos que fogem de nossa alçada é algo difícil de descrever. O fato se agrava quando envolve parentes próximos. Você agarra-se com afinco a fé que você possue em Deus e espera contar com ombros que Ele determinou que estivesse ao seu lado..

Minha mãe está doente. Guerreira, lutadora, crente até o último fio de cabelo, está internada desde terça-feira no Hospital Samaritano em Campinas. Com diabetes, hipertensão e uma perna amputada devido às consequências da doença, ela exibiu sintomas estranhos, como a da dificuldade de se comunicar e montar frases complexas e coerentes. Desde então, cada visita do médico, cada diagnóstico realizado é um sopro de esperança para que ela retorne aos bons tempos, quando não tinha medo de sair a luta e criar com determinação dois filhos, dar suporte ao meu paí e de quebra pagar dois cursos superiores. Isto no tempo que não existia Pro Uni, bolsa de estudos, etc e tal. Ao mesmo tempo, ela nunca deixou de passar conceitos cristãos, de frequentar a igreja e passar uma ideia básica: vale a pena ser honesto em um país marcado pela ambição desmedida, individualismo e falta de amor próprio.

Nunca a vi criticar qualquer líder religioso ou mesmo a instituição igreja. Pelo contrário. Guarda Cristo no coração mesmo quando está muda. Tenho certeza de que sua fé está intacta. Diante disso, sinceramente, minha expectativa era que existisse um mínimo de retribuição por tanta dedicação. Não por parte Dele, que conhece o coração de todos e tem o galardão dela separado. Porém, nutria a expectativa de que uma centelha de solidariedade existisse nas almas que frequentam as centenas e milhares de igrejas espalhadas pelo país. Quebrei a cara.

Desde que nosso drama começou, posso dizer que posso contar com minha esposa, Elaine, minha irmã (uma guerreira ao desdobrar-se para cuidar do meu pai, que também necessita de cuidados e do meu sobrinho) e de uns poucos parentes fiéis e solidários.

Olho para minha mãe e fixo a alma na porta do quarto do hospital, na esperança da presença de um pastor, missionário, guia leigo…não sei, qualquer coisa. Uma visita que durasse nem que fosse cinco minutos, mas trouxesse consolo e conforto para pacientes e parentes em instante difícil. Nada acontece. Nem uma visita ou qualquer sinal de solidariedade. Mandei mensagens, recados para amigos e conhecidos e as vezes penso que pecado ela, minha mãe, cometeu para receber em troca tamanho desleixo e desprezo. Ou passo a refletir sobre onde errei. Sinceramente, eu trocaria todos os churrascos, festas de aniversários e confraternizações com pessoas da igreja por um único gesto de compaixão. Faria uma diferença tremenda. Tratamento médico não se faz com remédios e diagnósticos sombrios. Amor conta e muito.

Tenho sentido na pele o conceito de que a alegria é coletiva e o sofrimento é solitário. Mesmo assim, as pessoas dizem que miro minhas criticas na instituição igreja. Que não sou dotado de flexibilidade para entender que os homens falham e que Deus é perfeito.

É a pura verdade e confesso que ás vezes exagero e passo da conta. Mas aquilo que sinto e vivo não é reflexo de noticias de jornal, rádio ou televisão. É uma simples constatação: em pleno século 21 vamos à igreja atrás de riqueza, prosperidade, construção de casamento, emprego de alto quilate ou poderes extra-sensoriais. Ou simplesmente aparecer no programa de televisão pago pela denominação. Não queremos nos envolver com problemas, doenças, sofrimentos, decepções e frustrações alheias. Frequentamos à igreja para sermos super heróis e não pessoas dotadas dos sentimentos nobres perpetuados por Cristo como solidariedade, amor, mansidão, etc…Nesse cenário, os mais frágeis ficam desemparados. Entendam: não quero paparicação ou grude em minha mãe, uma senhora que nos áureos tempos desdobrava-se em dois empregos para ajudar no orçamento da casa. Minha súplica e apelo é único: que nos ambientes com ar condicionado, bancos estofados, homens engravatados, mulheres bem vestidas e carros importados na garagem, ela passe a existir. Que o conceito de comunhão seja pleno em toda a qualquer circunstância.

Por enquanto, minha mãe só não é uma vitima completa porque tem o amor dos filhos, parentes e de Deus. Tomara que isso seja suficiente. Por outro lado, que outras pessoas que dedicaram tanto sua vida a obra de Deus não recebam em troca o desprezo dos seus semelhantes.

 
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Publicado por em 28 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Afinal, o que faz Luiz Sérgio no Governo Dilma?

Colunistas não possuem mais qualquer pudor em pedir a saída do ministro Antonio Palocci. Não perdem tempo e criticam a postura da presidenta Dilma Roussef e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que saiu a campo para impedir a implosão do governo recém-iniciado. Lógico, o esforço é realizado em virtude do atual chefe da Casa Civil possuir papel fundamental na articulação política. É mestre da conversa ao pé do ouvido e de recados sedutores aos parlamentares ávidos por cargos e verbas. Sua saída seria um tremendo desfalque no governo federal. Mas diante de todo esse imbróglio realiza-se uma pergunta fundamental: afinal, por onde anda o ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio?

Quando seu cargo foi criado, no auge da crise da base aliada e após a escolha de Severino Cavalcanti para a Câmara dos Deputados, a meta era destacar um quadro do governo para conversar, negociar, entender e encaminhar as demandas do Congresso Nacional. Um profissional talhado para vislumbrar antecipadamente assuntos que seriam foco de votações polêmicas. Ou seja, tudo isso que Palocci tenta fazer. Luiz Sérgio virou uma rainha da Inglaterra.

Às vezes, o poder não é concedido, é sim conquistado. Jacques Wagner fez da pasta uma vitrine para alcançar o governo baiano. Se for inteligente, Luiz Sérgio deveria sair da defensiva e realizar um trabalho mais ativo. O que não dá é assistir é passividade, mesmo com uma oposição sem força. Lamentável.

 
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Publicado por em 26 de maio de 2011 em Uncategorized

 

Garotinho encurrala Ricardo Teixeira. Só falta a pressão midiática…

O ex-governador Garotinho não provoca suspiros em virtude de sua atuação politica. Pelo contrário. Mas é de se elogiar, seja qual for a intenção, sua obstinação de investigar as ações do presidente da CBF, Ricardo Teixeira como responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014. Primeiro tentou uma CPI e quebrou a cara porque uma parte dos 171 signatários retiraram suas assinaturas e deram um alivio ao manda chuva do futebol brasileiro. Dessa vez, a jogada foi inteligente: a instalação de uma Proposta de Fiscalização e Controle prevê pesquisa quando há verba pública envolvida. Como a iniciativa privada praticamente abandonou a Copa do Mundo, os frutos serão colhidos com um pouco de seriedade.

Agora, não adianta um belo trabalho parlamentar sem a pressão da sociedade. No Brasil, a vitrine dos parlamentares chamar-se mídia comercial. Para bem ou mal. Se cada passo dessa proposta não for acompanhada por jornais, rádios, televisões e portais de internet, toda a intenção irá por água abaixo.

Nesse caso, a Rede Globo de Televisão merece um capitulo à parte. Na única vez que adotou postura critica em relação à Teixeira, a casa quase caiu. Só relembrar as revelações de um Globo Reporter de 2001, realizado na esteira das CPI´s na Câmara e no Senado Federal.

Agora, o quadro é mais difícil, pois a chamada Vênus Platinada tem uma parceria com a CBF em relação á Seleção Brasileira e as competições nacionais, como o Brasileirão e Copa do Brasil. O barulho dos outros meios de comunicação terá que ser intenso para produzir algum intenso. Não custa sonhar.

 
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Publicado por em 26 de maio de 2011 em Uncategorized