RSS

Arquivo mensal: julho 2011

Ponte Preta perda da Portuguesa. Mas não é o fim do mundo!

Nos ultimos anos, o filme parece sempre o mesmo: em determinado momento, a arrancada é fulminante, os adversários são trucidados e no primeiro instante de oscilação um instinto de pânico instala-se e dai para a crise é apenas um pulo. O roteiro vivido pela Ponte Preta nos últimos anos chega a irritar o seu torcedor e compromete toda e qualquer iniciativa de acesso na Série B do Campeonato Brasileiro.

Neste ano, não é diferente. O time treinado por Gilson Kleina faz ótima campanha, é vice líder com 26 pontos e mostra futebol sólido e convincente. Mas as derrotas para Bragantino e Portuguesa, em pleno Majestoso instalaram um sentimento de desconfiança. De repente, é como se o torcedor imaginasse algo de pior pode acontecer.

Quem pensa assim está errado. A Série B do Brasileirão tem 38 rodadas e pelo menos oito a dez candidatos ao acesso. É praticamente impossível imaginar em campanha linear e arrebatadora. A exceção foi o Corinthians de Mano Menezes em 2008 e ainda assim por causa do poderio econômico, que permitiu a contratação de atletas de Série A. De resto, a irregularidade faz parte de qualquer concorrente.

O que se deve fazer então? Simples: a Macaca não pode perder a cabeça. Deve pensar no campeonato no aspecto geral, não pode tomar uma parte e abraçar como se fosse uma avaliação definitiva. Exemplo pratico: no jogo contra o Americana não é de bom lançar-se ao ataque de modo kamikaze. Deve pensar no empate como resultado adequado para quem deseja faturar uma das quatro vagas.

Se você é pontepretano e encontra-se nervoso, pegue o elenco da Ponte Preta e compare com os rivais. A conclusão será simples: o que agora é um momento de turbulência, mas como a estrutura é sólida é passageira, certamente uma hora vai passar e a regularidade passará a fazer parte do cotidiano do estádio Moisés Lucarelli.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Dilma ignora Ricardo Teixeira. Que bom!

Confesso que não acompanhei na íntegra o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo. Acompanhei aquilo que interessa, que era o discurso das autoridades e algo ficou claro: Dilma Roussef não quer se misturar com a banda da Fifa. Ela se comporta como uma autentica dona de buffet que aluga o espaço, oferece todas as condições, supre as necessidades, mas não quer intimidades.

Prova disso foi que, em seu discurso, Dilma fez questão de exaltar o embaixador honorário da Copa do Mundo, Pelé, e fazer um cumprimento apenas protocolar ao presidente da Fifa e do Cômitê Organizador, Ricardo Teixeira.

Com esses pequenos gestos, Dilma demonstra que não aceita o papel reservado ao poder público, de dizer apenas amém aos caprichos da Fifa. Não é para menos. Se ela patrocina faxina no Ministério dos Transportes porque não haveria de reclamar de estádios que deveriam custar R$ 300 milhões e agora estão avaliados em mais de R$ 1 bilhão?

Se eu fosse Ricardo Teixeira, mudaria meus conceitos e métodos em relação á Copa do Mundo. Conceder poder a Pelé e ao poder público na condução da organização seria medida salutar. Por outro lado, Dilma poderá fazer um favor ao povo brasileiro caso continue com sua atitude pouco amistosa com Ricardo Teixeira. O presidente da CBF precisa entender de uma vez por todas: ele não é dono da Copa do Mundo e nem do futebol brasileiro. Se tanto, pode reivindicar o comando da CBF. Vamos acompanhar os desdobramentos desta novela, que tem tudo para exibir instantes emocionantes.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Um time gigante + um narrador épico= emoção pura. Isto é Osmar Santos!

Existem momentos que é dificil encontrar um assunto para o blog. Simplesmente pelo excesso de opções. São jogadas geniais, tramoias politicas nos bastidores e fatos que mexem com o nosso cotidiano, que simplesmente não temos tempo para para pensar, refletir e escrever sobre o tema. Mas alguns temas ultrapassam a atualidade.

Mesmo que tardiamente, queria usar este espaço para relembrar o aniversário de Osmar Santos, comemorados na quinta-feira. Aos 62 anos, está fora de combate desde o final de 1994, quando um estupido acidente de carro afetou suas funções neurológicas.

As novas gerações não sabem o que perderam. Osmar Santos simplesmente foi o melhor narrador de futebol de todos os tempos. Combinava rapidez de raciocionio, clareza, vocabulário rico e uma série de bordões que entraram para a história.

Nunca vi Osmar Santos pessoalmente. Mas de certa forma ele colaborou para que adotasse o caminho do jornalismo esportivo. Na década de 1980, meu pai trabalhava em uma fábrica de pneus e como bom operário na época, pegava o fretado pago pela empresa e chegava em casa por volta das 17h30. Após uma conversa com minha mãe, ele tomava um banho e dirigia-se ao armário. Ali, existia um rádio amarelo, da marca Motorádio e que pegava até ondas curtas.

Era sagrado ouvir o Globo Esportivo com a apresentação de Osmar Santos e os comentários de Carlos Aimar. Uma dupla perfeita. Um era irreverente e criativo. Outro era critico, ácido e com argumentos na ponta da língua.

No domingo, o ritual começava mais cedo, por volta das 14h. As jornadas esportivas da Rádio Globo eram épicas, com as descrições do Osmar Santos cativando os corações dos torcedores.

Por isso, procurei algo que pudesse sintetizar o que foi Osmar Santos. E encontrei uma coleção de áudios da época de seu trabalho na Jovem Pan, a emissora que lhe projetou. Era 05 de dezembro de 1976. Semifinal de Campeonato Brasileiro. O Corinthians, guerreiro e ávido por títulos encarava a máquina do Fluminense no estádio do Maracanã. O vídeo tem aproximadamente oito minutos. Exibe a narração do Osmar Santos na entrada da equipe, no gol anotado por Ruço e na cobrança por pênaltis. Não vou falar mais nada. Ouça, confira e fique emocionado.

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Seleção Brasileira: Ainda não é a hora de Ronaldinho Gaúcho

A imprensa carioca está em polvorosa. Comemora a atuação de gala de Ronaldinho Gaúcho e pede que Mano Menezes reconsidere sua posição e o convoque para a Seleção Brasileira. Afinal, Paulo Henrique Ganso falhou na missão de conduzir o escrete canarinho na Copa América. Não temos ninguém para envergar a camisa 10, especialmente porque Kaká está aos poucos readquirindo a forma física e Douglas, como todos sabem, falhou em um jogo importante e paga o preço com o esquecimento. Assim como Elano.

Ato mais simples do mundo é pedir a convocação de Ronaldinho Gaúcho. Técnico, habilidoso, rápido na conclusão e gênio por causa de autoria de jogadas imprevisíveis, é o típico atleta que todo time gostaria de possuir. O garoto que encantou no Barcelona em 2004 e 2005 entrou para a história.

Mas alto lá. Ronaldinho Gaúcho ainda precisa provar que deseja levar a carreira profissional a sério. Que vai comparecer aos treinamentos, adaptar-se aos métodos de trabalho de Wanderley Luxemburgo e também exibir um desempenho regular no Campeonato Brasileiro.

Sua atuação foi espetacular contra o Santos? Com certeza. Mas não podemos esquecer das falhas dos zagueiros santistas e do sistema de marcação que estava frouxo. Isto facilitou sua missão.

Caso Ronaldinho Gaúcho sobreviva as 38 rodadas e mostre uma regularidade e conduza o Flamengo ás primeiras colocações, ai sim, poderemos comemorar o retorno do mito ao futebol e a Seleção Brasileira. Por enquanto, temos que celebrar um espasmo, uma boa atuação de alguém que já foi gênio e esteve inserido em um jogo histórico. Só.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Bola com música: Wilson Simonal tem razão. O Brasil é o país do futebol!

Em noite de futebol de tamanha qualidade exibido na Vila Belmiro e também no estádio Couto Pereira, nada melhor do que homenagear a modalidade com um mestre do oficio: Wilson Simonal.

Esqueça os problemas decorrentes de sua atuação. Pense no cantor que arrastava multidões na década de 1970 e que possuía um gingado único, original e imprevisível.

Nessa letra simples, de ritmo contagiante, o cantor revela como nossos corações e mentes são mobilizados quando a bola no gramado. Wilson Simonal tem razão: apesar de Ricardo Teixeira, aqui é o país do futebol. Que o diga Santos 4 x 5 Flamengo.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 28 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Santos 4 x 5 Flamengo: por que não é sempre assim?

Afirmam aos quatro ventos que o futebol brasileiro é o melhor do mundo, mas o êxodo de atletas impede a realização de jogos maravilhosos. Mais: que o campeonato de pontos corridos traria tédio e partidas burocráticas, sem a chance de vislumbrarmos atuações esplendorosas. Pois eis que aparece Neymar, Paulo Henrique Ganso, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves e colocam tais teorias por água abaixo. A vitória do Flamengo sobre o Santos por 5 a 4 foi uma celebração ao futebol. O torcedor deve se perguntar porque algo tão épico não se repete em outras oportunidades. Especificamente o confronto desta quarta-feira teve ingredientes raros e dificilmente encontrados. Vamos a eles:

Técnicos ousados: Luxemburgo e Muricy Ramalho rasgaram a cartilha e partiram ao ataque  cada um ao seu modo. O Santos na base do toque de bola e da criatividade. O rubro negro com disciplina tática e jogadas treinadas. Dedo dos técnicos…

Conjuntura: O Flamengo sabia que não poderia perder pois a distancia para o Corinthians poderia ficar inadministrável. O Santos, por sua vez, ainda tinha ambições de titulo. Tinha que vencer já, sob pena de sofrer na reta final até para se sustentar na zona intermediária da classificação. Ou seja, retranca era péssimo negócio aos dois.

Os craques: Neymar, Ganso, Ronaldo Gaúcho e Thiago Neves. Deivid e Borges como coadjuvantes. Qual jogo no atual futebol brasileiro reúne tantos atletas de qualidade? Isso ajuda. E como…

Vilões: o confronto também precisa de antagonistas. Apesar de terrível problema particular, Elano desempenhou tal papel com exatidão. Dá um tempero ao confronto…

Gramado: A Vila Belmiro tem um dos melhores gramados do futebol brasileiro. Tal fator é decisivo. Aliás, como explicar que alguns locais no futebol brasileiro padecem por falta de manutenção. O palco era perfeito para os craques e eles não decepcionaram.

Teremos outra oportunidade de presenciarmos espetáculo parecido? Sinceramente, acho difícil. Mas não custa sonhar. O futebol sempre nos surpreende. Ainda bem.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 28 de julho de 2011 em Uncategorized

 

Ponte Preta e Guarani são punidos pelo STJD. Vão aprender?

Fica até chato, após um jogo épico como esse de Santos x Flamengo, comentar sobre os atos de violência no clássico entre Ponte Preta e Guarani. O STJD decidiu punir as duas equipes com multas e perda de mandos de 10 jogos cada um. Correm o risco de disputarem boa parte do segundo turno da Série B com estádios vazios e com déficits cada vez maiores. Mas o resultado do julgamento mostra algumas lições.

Primeiro, minha considerações: as punições foram justas, mas além da medida necessário. Penso que a Macaca deveria perder mando de um ou dois jogos e o Guarani ser punido com a perda de quatro jogos. Mas o tribunal queria encontrar alguém para dar o exemplo e o futebol campineiro ofereceu-se como um prato cheio.

Agora, o triste é pensar que o cenário poderá repetir-se. Infelizmente, como já escrevi anteriormente, tanto dirigentes como imprensa e torcedores encaram o derbi de modo imaturo. A rivalidade exacerbada é apenas fruto de um posicionamento equivocado dos dois clubes.

Ponte Preta e Guarani deveriam utilizar suas marcas para angariar recursos e buscar novas parcerias. Infelizmente, o que prevalece é a postura de alguns torcedores de ambas as partes, que não pensam em outra coisa senão a de criticar de modo veemente o oponente e avalizar atos de violência. Enquanto essa visão provinciana prevalecer, o STJD terá muito trabalho a realizar.

Jogo de torcida única? Sou a favor, porque infelizmente ninguém consegue encarar o jogo de modo correto. Mas ainda tem jeito. Basta maturidade por parte dos protagonistas.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 28 de julho de 2011 em Uncategorized