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Arquivo mensal: agosto 2011

Sindicato dos Dirigentes de futebol faz convênio com governo federal e dinheiro não é usado. E isso não interessa a imprensa esportiva???

Assim como faço em todas as manhãs, procuro passar os olhos e ler as principais matérias dos jornais brasileiros. Mas de vez em quando a pressa em cumprir os compromissos do dia faz com que a gente deixe escapar algumas noticias relevantes. Foi o que aconteceu hoje em relação a manchete do jornal “O Estado de São Paulo. A noticia é fria, cruel e direto: o Ministério dos Esportes fez um convênio, sem licitação, com o Sindicato dos Clubes de Futebol, para promover um recadastramento das organizadas. Preço da brincadeira: R$ 6,2 milhões.

O dinheiro, liberado em abril, repousa sobre uma conta de responsabilidade de Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras e dirigente máximo do Sindicato. Não há perspectiva do convenio ser colocado em prático. Motivo: o sindicato, que anteriormente tinha emitido um documento atestando sua capacidade técnica para a tarefa, agora prefere “analisar” a situação. Detalhe: na reportagem de página inteira, não existe qualquer explicação de Mustafá em relação ao destino do dinheiro caso seja constatada a incompetência para o cumprimento da tarefa. Para completar a comédia pastelão, o assessor responsável no Ministério do Esporte em autorizar o projeto não foi encontrado. Dureza…

Para ser sincero, o que me espanta nem é a falta de cumprimento do programa. Ou a postura de Mustafá Contursi, em achar natural um dinheiro daqueles ficar repousado na conta corrente por quatro meses. O que me deixa espantado é a certeza de impunidade em relação ao fato. Recursos são aplicados de modo errôneo e ninguém fala nada.

Agora, a grande vergonha, para nós, jornalistas esportivos: os autores da reportagem são da área de politica. Sei que no Estadão existem muitos coleguinhas competentes na editoria de esporte. Como tenho consciência de que Antero Greco, o editor responsável não faz parte do time dos fanfarrões e que trocam tudo por um merchan. É sério, honesto, critico, bem humorado e competente.

Mas é triste verificar que a mídia esportiva não queira embrenhar-se nos bastidores do futebol. Prefere seguir o versículo 1 da Biblia Tiago Leifert e achar que futebol é entretenimento. E que o público não precisa se aborrecer com esses assuntos. Temos que nos qualificar. De modo urgente. Para que farras como essas protagonizadas por Mustafá Contursi sejam descobertas a tempo.

 
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Publicado por em 31 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

Ponte Preta pode sonhar com o título da Série B. É só querer…

 

A rodada da Série B só gerou boas noticias a Ponte Preta. A vitória sobre o ASA (AL), nos minutos finais, assegurou a vice-liderança com 38 pontos e de quebra aumentou a distância ao quinto colocado, que agora é de cinco pontos. Dois personagens, por outro lado, exibiram que são confiáveis e decisivos na planificação do técnico Gilson Kleina: o goleiro Julio César e o centroavante Ricardo Jesus.

Enrolamos, discutimos, mas não apagamos o inevitável: um bom goleiro e um centroavante matador asseguram pontos preciosos.

Vamos a retrospectiva. A Macaca jogava até bem, com formação diferente, mas tomou o gol no primeiro tempo. Empacou na marcação do time alagoano e foi cheio de dúvidas para o segundo tempo. A bola voltou a rolar e em um lance de oportunismo Ricardo Jesus deixou tudo igual. Posteriormente, Leandro Silva demonstrou que, apesar de experiente, ainda vacila no bote aos atacantes adversários. Cometeu pênalti e foi salvo pelo companheiro de gol, autor de defesa decisiva. O gol de Lucio Flávio, aos 46min, foi apenas consequência.

A alvinegra está no rumo certo e se Gilson Kleina definir o esquema tático de uma vez pode sonhar. Nos últimos dois jogos, o cerco foi intenso e foi possível sair da armadilha e conquistar quatro pontos relevantes. Por outro lado, a Portuguesa, favorito ao acesso, exibe sinais de fadiga e de oscilação. O que é normal em um campeonato de 38 rodadas. Mas abre-se espaço para a Macaca conquistar o título. Não é delírio. É só possuir consciência das limitações e evitar a perda de pontos bobos. Ganhar do Vila Nova (GO) seria um grande passo na conquista da desejada (e por enquanto, merecida) taça.

 
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Publicado por em 31 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

Guarani vence, mas ainda precisa dizer a que veio…

Se existe uma equipe eleita como o principal enigma da Série B é o Guarani. Trocou de treinador, dispensou e trouxe novos jogadores e mesmo assim patina na classificação e encontra-se na zona de rebaixamento. No jogo de terça-feira, contra o Criciúma, a decisão de escalar três zagueiros revelou-se temerária porque poucos treinos foram realizados e o time tinha nas costas as derrotas para Salgueiro e Goiás.

Quando a bola rolou, dois gols relâmpagos do Tigre era a prenuncia de tragédia. A partir daí, dois fatos mudaram o destino bugrino. Em primeiro lugar, a raça e a entrega do atacante Denilson, que exibe profissionalismo impar ao esquecer os problemas administrativos e dedicar-se de corpo e alma no gramado. Teve participação decisiva no gol de Felipe, presenciou o empate com Ailson e posteriormente perdeu duas chances claras de gol.

No segundo tempo, o volante Dadá foi o fator de desequilíbrio. Com arranques e jogadas insinuantes, fez um golaço e deu outro de bandeja para Dairo. Além da boa performance dos jogadores, é preciso exaltar a capacidade física do time bugrino, que bateu um adversário calcado na força física. Ponto para Walter Grassmann, que não aparece e evita propagandas. Mas o seu retorno é inegável.

Vencer o Criciúma deu perspectivas de dias melhores, mas isto vai virar realidade? É possível surpreender o Sport, sábado, na Ilha do Retiro? Não há como responder. Infelzmente, o Guarani não transmite credibilidade e atuações estavéis na Série B. Uma parte por culpa do caos administrativos e da falta de sintonia entre torcida, dirigentes, jogadores e comissão técnica. O técnico Giba também precisa fornecer sua cota de colaboração. É preciso definir um time, apostar nele e caminhar até o final, sob pena de encarar solavancos no segundo turno. O Guarani forneceu alento ao seu torcedor. Mas se fosse um paciente internado em hospital, não seria a hora de ir para o quarto. Ficar em observação é a melhor saída.

 
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Publicado por em 31 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

Uma visão ácida (e justa) do jornalismo esportivo brasileiro…

Nunca escondi minha resistência aos dirigentes de futebol. Considero, infelizmente, em sua maioria, vaidosos, individualistas e dotados de falta de preparo e de visão para as coisas do futebol. Mas existem exceções, especialmente nos clubes que abraçaram o conceito de modernidade. O ex-diretor de futebol do Internacional, Roberto Seligman deu uma entrevista corajosa ao Portal Sul21 e cuja integra pode ser conferida aqui.

Mas decidi separar especialmente a análise que ele faz da crônica esportiva. É cruel, ácido e verdadeiro. Apesar de algumas injustiças cometidas. Vou repartir sua declaração em algumas partes para tecer meus comentários. Confira: “Querem saber? Vocês não vão bater em mim? Eu acho a imprensa esportiva a mais desqualificada de todas. Para ser jornalista econômico, o cara deve saber algo de economia; para ser jornalista político, o cara tem que ter um conhecimento mínimo de como as coisas funcionam e as competências de cada setor e órgãos. Para ser jornalista esportivo é só o cara falar bem e saber que são onze contra onze. Porque de resto é só inventar ou embelezar os fatos.

Comentário meu: Ele está certo. O jornalismo esportivo hoje valoriza mais o entretenimento do que o conhecimento sobre a modalidade. Infelizmente, somos mais torcedores do que estudiosos no assunto. Achamos que o torcedor não deve conhecer a história, trajetória do clube ou os métodos de trabalho do treinador de plantão. Tudo caminha para ser superficial, descartável, com foco apenas no espetáculo. Com a benção de Tiago Leifert.

“Veja o rádio: temos três ou quatro emissoras que dedicam 60% de seus espaços com esporte. Não há tanto assunto. E em Porto Alegre só há dois clubes grandes. O que ocorre é a valorização da banalidade absoluta. Eu enfrentei o caso Índio no ano passado. Foi um massacre da imprensa para cima dele por causa daquele corte na mão. E eu bati de frente com a imprensa, blindei o Índio. Por quê? Ora, ele estava de folga. Não interessa se ele caiu em casa ou noutro lugar, temos que resguardar a individualidade, mas aquilo precisava virar notícia e escândalo.” Comentário meu: o que o ex-dirigente afirma é a constatação de que a banalidade venceu a guerra dentro do noticiário esportivo. Você, que lê estas linhas, não se engane: quando algum veiculo de comunicação coloca ex-jogador como analista, ele pretende alcançar alguns pontos: intensificar que o esporte seja diversão e entretenimento e ignorar qualquer vestígio de espirito critico. Exceções concedidas a Casagrande e Tostão. E só. Só discordo em um pouco: o jornalismo esportivo precisa de bom espaço no rádio e televisão sim. Existem assuntos relevantes a serem tratados. Se eles estão em segundo plano, a culpa é inteiramente nossa e não do mundo do futebol em si. Exemplo prático: por que preciso esperar um dito jornal sério cobrir atos de corrupção na Fifa ou na CBF? A resposta é simples: não cobrimos porque não estamos preparados.

(…)Eu só respeito o Ruy Carlos Ostermann, recém aposentado, que tinha uma visão de mundo que extrapolava os limites do futebol. Ele não se metia em fofocas(…)”Comentário meu: É lamentável que Ruy Carlos Ostermann seja exceção. Não peço que ninguém conheça os quatro cantos do mundo. Nada disso. Mas que esteja sintonizado com as demandas do mundo e esteja aberto à aquisição de conhecimento.

 
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Publicado por em 31 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

MMA ( ou UFC, como queiram) vai desbancar o boxe. Futebol é outra história…

Esperei alguns dias para formular meu pensamento. Pois reconheço que o tema é polêmico. E antigo. Afinal, existe uma busca incessante para colocar algum esporte no pedestal da preferência do brasileiro. O vôlei brasileiro ficou com medalha de ouro por vários anos e uma gestão profissional fomentou uma liga nacional com equipes equilibradas e talentosas. O único entrave é o fato de que tais times não nutrem a identidade verificada nos clubes de futebol. O basquete brasileiro vive crise técnica profunda. Agora, o que antes era chamado de Vale Tudo, agora ganhou as ruas e muitos corações. O MMA atrai adeptos e fanáticos pelo mundo todo. Anderson Silva é o herói que todo esporte desejaria possuir: carismático, talentoso e dono de uma potência nos golpes e socos que chega a assustar.

Confesso que não vi todas as lutas do UFC Rio no último sábado. Mas acompanhei com atenção a última com Anderson Silva. Tirei algumas conclusões e passei a entender o sucesso da modalidade.

As qualidades

Em primeiro lugar, é um esporte que explora todas as possibilidades oferecidas da televisão. As imagens são impecáveis, o enquadramento valoriza cada atleta e parece que você está realmente em uma arena nos moldes do império romano. Cada protagonista do espetáculo é apresentado de modo especial. Na hora do Anderson Silva entrar na arena (peço perdão, mas não sei escrever o nome do lugar), colocaram o atleta em um local em que foi valorizada uma tomada com uma tela de fios de nylon ao fundo. Era a valorização do seu apelido, “Spyder”. Belíssima sacada.

Na hora da luta em si, apesar de ser violentíssima, é interessante como as emissoras de televisão enfocam de um modo que tudo aquilo fica relativizado. Em certas horas, parece que você presencia um vídeo game em tempo real. É atraente aos olhos. Incrivel, mas você passa até a ignorar o adversário destroçado e as vezes com ferimentos.

Mas  existem os defeitos. Que não se referem ao esporte em si, mas aos símbolos que são transmitidos. O MMA é um esporte que enfatiza a individualidade ao extremo. Não há técnico, nutricionista, preparador físico…tudo é em torno da figura do lutador. Um sintoma da nossa sociedade atual, que premia apenas o valor individual e deixa o conceito coletivo em segundo plano.

A sensação que o MMA transmite a este blogueiro é que não existe solidariedade ou compaixão ao próximo em situações de extremo risco ao desafiante derrotado. É colocar o lutador ganhador no pedestal e ponto. Claro, não vou ignorar que existem atitudes solidárias. Mas não são valorizadas pelas transmissões televisivas, que é o que interessa. Vale o individuo. Mesmo no boxe, presenciei pela televisão lutas sangrentas em que assisti, existia um sentido de preservação por parte do vencedor. Mesmo com Mike Tyson nos seus grandes momentos.

Não gosto de tecer teorias, mas essa ênfase no individualismo explica a explosão na venda de pacotes de pay per view. Queremos heróis de carne e osso. Não aceitamos que fiquem restritos ao cinema e as histórias em quadrinhos.

No lugar do futebol?

Após esta explicação, o essencial: Dana White, dono da modalidade, está certo ao dizer que o futebol será ultrapassado pelo MMA, em 10 anos? A resposta é não!

Por uma questão simples: por pior que esteja o futebol atual, a preferência do brasileiro é fruto de uma história que envolve cultura e comunidade. Exemplo: você consegue imaginar um italiano ignorar o Palmeiras? Ou alguém que resida na periferia de São Paulo sem mostrar sua paixão pelo Corinthians?

Esses e outros clubes são frutos de uma paixão coletiva, construída com suor e que passam a fazer parte da identidade do povo. Por mais que a sociedade premie o individualismo. Exemplo prático: o dia que o Corinthians for campeão da Libertadores ou que o Santos vencer o Mundial, é bem provável que vejamos multidões acompanhando um caminhão do corpo de bombeiros. No caso do MMA, isso até poderá acontecer, mas em proporção menor.

MMA e seu lugar

Penso que o MMA vai sim, destronar o boxe, decadente, envolto em vícios na sua promoção e cujo campeões não gozam de qualquer credibilidade. Pergunte nas ruas quem é o atual campeão dos pesos pesados. Ninguém saberá responder. Nem eu. Mas você encontrará milhares de pessoas que sabem a carreira de Anderson Silva e de Minotauro na ponta da língua. O rebaixamento de valor do boxe é questão de tempo.

O futebol está em outro estágio. Para exemplificar isso relembro uma história vivida com Bebeto de Freitas, ex-presidente do Botafogo e que em 1995 treinava o time da Olympikus em Campinas. Em certo após um treinamento no ginásio do Taquaral, perguntei a ele como ele montava a hierarquia de preferência esportiva do brasileiro. Não pensou duas e vezes e disse que o vôlei estava em primeiro lugar, o basquete na segunda posição e que a Fórmula 1 completava o pódio. Não me contive e perguntei:

– Ué,  e o futebol?

Sua resposta foi precisa:

– Você pediu para falar de esporte. Futebol no Brasil é religião.

É, tem razão.

 Observação: esse artigo é apenas uma reflexão. Não tem a intenção de atacar qualquer fã ou apaixonado pelo esporte.

 
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Publicado por em 30 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

Dilma e a grande imprensa vão acertar os ponteiros?

O Jornal Folha de São Paulo exibe hoje uma matéria interessante: a presidenta Dilma Roussef decidiu privilegiar entrevistas exclusivas para rádios locais em detrimento da mídia nacional. No relato, o jornal tenta vender a versão de que os interlocutores sempre abordam a mandatária de modo simpático, sem fazer perguntas incomodas. Do outro lado, parece existir uma preguiça para a realização de entrevistas coletivas.

É novo capítulo do relacionamento do PT com a grande imprensa. É um tema que deve ser analisado por dois prismas. No primeiro, é salutar e positivo que a presidenta conceda entrevistas a diversas regiões do pais e que utilize o rádio. Dá prestigio a um veiculo pobre em verbas publicitárias, ganha tempo maior para expor suas ideias e de quebra esclarece pontos importantes. Sejamos francos: quem está em Brasilia não vai perguntar sobre problemas de âmbito federal existentes em Sergipe, Amazonas, Pará, Paraná…O motivo não é porque não queira. Simplesmente porque o foco é outro.

Agora, se o apresentador não está preparado para, mesmo de modo educado e cortês, fazer perguntas pertinentes, o problema não é da presidenta e sim que se submete a uma situação como essa. Em Campinas, cidade em que resido, existem dois ancoras, José Arnaldo e Walter Paradella, independente de suas posições políticas, tenho certeza que jamais fariam uma entrevista chapa branca.

A atitude de Dilma, por outro lado, é a prova cabal da desconfiança que ela nutre pela grande imprensa. Tenho certeza que ela enfrentaria de peito aberto toda e qualquer pergunta. Mas será que ela não tem receio de que seja tratada de modo grosseiro ou que suas respostas sejam distorcidas?

Sou muito sincero: o PT reclama da imprensa, mas já deu vários motivos para receber tratamento desigual, especialmente porque mistura no mesmo balaio a critica construtiva e a análise envenenada. Comete injustiças e colhe frutos amargos. Exemplo prático: Paulo Moreira Leite, da Revista Época, é exemplo de jornalista critico, independente, mas que não faz ilações ou acusações sem fundamento. Jânio de Freitas, da Folha de São Paulo, também está inserido no clube.

Enquanto isso, a imprensa, dona de papel fundamental no funcionamento da democracia, deveria incutir na cabeça que as ideologias deveriam encontrar-se nos editoriais. O noticiaria deve retratar os acontecimentos. Se for contra o PT, lamente-se. Se for a favor, não precisa bajular, mas ignorar também não dá.

Em resumo: se todos estiverem cientes de seus papéis no jogo democráticos, debates como esses não serão necessária. E a coletiva poderá transcorrer normalmente sem precisar ficar com inveja da rádio do interior Piauí que bateu papo no dia anterior com Dilma. Não custa sonhar…

 
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Publicado por em 29 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

Protesto contra Ricardo Teixeira “some” da Rede Globo

A Rede Globo demonstra competência em transmitir eventos esportivos e esse aspecto ninguém discute. Acompanha o lance de todos os ângulos, enfoca com maestria o esforço do craque em bolas perdidas e tem o poder até de forçar os torcedores a abrigarem cartazes que relembrem o narrador e mandar um abraço ou lembrança. Não é muito legal, mas é a realidade. O que não dá para aceitar, porém, é que a Rede Globo ignore a noticia quando passa debaixo do seu nariz.

Ontem a noite acompanhei boa parte do programa Troca de Passes do Sportv e também um bom trecho dos gols da rodada no Fantástico. Tanto em um como outro o foco ficou apenas naquilo que era abordado no gramado. Eis que tomo um susto ao clicar na Rede Globo e verificar o protesto existente nas arquibancadas contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Não eram gatos pingados ou pessoas isoladas. Pelo contrário. Multidões usaram faixas, cartazes e palavras de ordem contra o mandatário da CBF. Lógico, a Rede Record deu uma bela inflada no fato devido à perda dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de 2012. Mas o fato, em si, ocorreu. E a Rede Globo ignorou. Esclareço: posso estar equivocado e algum veiculo ligado a emissora ter registrado o protesto. Mas não foi essa a impressão que ficou.

Diante disso, fica a pergunta: como fica o cumprimento dos próprios editoriais das Organizações Globo? Ricardo Teixeira tem realmente razão e tem tratamento diferenciado? Será que esse tipo de atitude colabora para a mudança de estrutura do futebol brasileiro? Se para a Rede Globo, esporte é entretenimento, as acusações contra cartolas devem ser esquecidas? É aquela velha história: em certas ocasiões, o silêncio emite um ruído terrível.

 
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Publicado por em 29 de agosto de 2011 em Uncategorized