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Aumenta o contingente dos evangélicos “sem rumo”. De certa forma, eles têm razão

16 ago

As demandas impediram uma atualização mas alguns temas merecem ser abordados. Na sua edição de segunda feira, o jornal Folha de São Paulo traz dados de uma pesquisa familiar patrocinada pelo IBGE e exibe um quadro mais atualizado do movimento evangélico brasileiro. Alguns dados não são novidade, como o domínio dos pentescostais e da diferença colossal para os adeptos do catolicismo, que somam 63% do total da população. Mas o que talvez ninguém esperasse é constatar que 14% do total de evangélicos no Brasil não tenham ligação com qualquer denominação. Detalhe: na pesquisa anterior, esse contingente não passava de 4%.

Um crescimento desse naipe não pode encontrar explicação apenas e tão somente no sincretismo religioso do povo brasileiro. O dado é um aviso de que alguns preceitos e comportamentos precisam mudar, antes que os evangélicos passem a ser considerados apenas um movimento sem qualquer conteúdo e foco.

Nas entrevistas realizadas para a realizadas, um dado chamou minha atenção, a de que todos consideravam que o individualismo reinante e pregado nas igrejas evangélicas colabora para esse quadro. Bingo.

Quem cresceu e acompanha o movimento evangélico no Brasil sabe que existiram duas fases bem distintas. Na primeira, até por volta das décadas de 1970 e 1980, como as denominações eram alvo de preconceito e de chacota na sociedade, a solução era unir-se aos seus semelhantes. As amizades retringiam-se ao convívio da igreja e o trabalho ou o bairro que residia era apenas um rito de passagem. Era um mundo fechado e exclusivo, o que gerava distanciamento daquilo que a sociedade vivia.

Atualmente, vivemos um quadro exótico: nós, protestantes, queremos impor nossos conceitos e dogmas na sociedade. Por outro lado, não temos paciência e tempo para conviver entre nós. Os encontros estão restritos, na maioria das vezes, aos domingos, e durante a semana, pouco se fala ou se quer saber da vida do chamado irmão. Isso acontece entre crianças, jovens, adolescentes, adultos, casados e idosos.

Culpa em parte das lideranças, incapazes de ministrar temas essenciais para diminuir esse fosso, como a comunhão. Então, veja: se você, domingo após domingo, escuta do seu pastor, ou sobre pecado, culpa e prosperidade e quase não vê abordagem sobre comunhão, como pedir vida em sociedade? Na verdade, seria de bom tom abrir a bíblia e aplicar na prática uma frase simples mas eficiente: “amar ao teu próximo a ti mesmo”. Seria um bom começo.

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Publicado por em 16 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

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