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Campinas celebra e comemora. E por que ninguém pensa no amanhã?

23 ago

Vislumbro Campinas hoje como uma típica festa realizada mulher que acabou de se separar do marido mala e para celebrar uma passagem resolveu tomar todas. A catarse foi enorme, todos comemoraram, mas agora fica a pergunta: e agora? Sim, porque um cenário é aquele transmitido pelos políticos e formadores de opinião pública. Penso singelamente que na realidade que a principal cidade do interior do Brasil vai encerrar 2011 sem saber o seu futuro político. Independente da saída ou não do Demétrio Vilagra.

Quem acompanha política com um mínimo de critério sabe que, em qualquer nível de disputa majoritária, uma candidatura vitoriosa não se constrói com seis ou sete meses de antecedência. É um processo que dura anos. Posso falar com propriedade que quando Toninho venceu as eleições de 2000, o processo tinha sido detonado em 1996. Para quem não sabe ou esqueceu, o então candidato petista tinha sido derrotado em 1996 e no minuto seguinte começou a construir sua nova candidatura. Sempre com dialogo, busca de apoio nos sindicatos e grupos políticos progressistas da cidade: não foi algo que surgiu da noite para o dia.

Ninguém quer falar, por medo ou vergonha, mas a verdade é que mesmo a vitória do Doutor Hélio em 2008, surgiu durante o seu primeiro mandato, com o relacionamento estreito com o então governo Lula.

Agora, deixe a paixão de lado, pare e pense um pouco: quem hoje na política campineira, excetuando-se Jonas Donizete, tem esse processo em curso? Vou além: quem, seja de PT, PSDB, PSB, PDT, tem clara noção dos problemas urbanos e sociais vividos por nossa cidade? Quem montou alguma estratégia para amenizar esse apartheid existente entre as regiões do Campo Grande, Ouro Verde com o restante da cidade? Faça um desafio: pergunte a qualquer um dos 33 vereadores – eleitos por nós, campineiros, diga-se – se possuem um conceito profundo, diagnosticado dos desafios colocados para o município.

Só uma recordação. Não houve impedimento, mas a degradação moral do governo Sarney foi tamanha que abriu espaço para Fernando Collor de Mello. Deu no que deu…Os atores políticos campineiros atuais são muitos bons para gritar, espernear e dizer palavras vazias. Quase que bordões. Que caberiam muito bem em programas humorísticos. Mas para cuidar da cidade a exigência é bem maior. É preciso capacidade, planejamento, ideias e conceitos urbanos atualizados e disposição para unir da cidade. E hoje, infelizmente, essa pessoa não existe. Resumo da ópera: temos e devemos falar de corrupção e de atos ilícitos. Discutir a cidade, no entanto, é fator fundamental.

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Publicado por em 23 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

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