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Uma sociedade que pede paz crentes respondem com intolerância…

24 ago

O Twitter é uma arma poderosa. Em 140 caracteres temos o poder de sintetizar ideias, transmitir conceitos e iniciar reflexões. De todas as vertentes. Sigo várias pessoas e acompanho durante o dia suas curtas explanações. E hoje à tarde uma chamou minha atenção. Junior Alvarenga postou o seguinte: “Ateu é crente frustrado. Somos responsáveis pelo aumento deles”. Pela leitura superficial poderíamos dizer que o camarada está certo, mas o conceito está totalmente equivocado, apesar de conter uma verdade.

Em primeiro lugar, o ateu não é crente frustrado. Talvez o grande problema de nós, crentes e evangélicos, é que não aceitamos a opção religiosa de cada um. Queremos colocar o nosso dogma goela abaixo dos outros. Para ser mais especifico, o ateu não é um crente frustrado. Ele apenas fez uma opção diante de sua experiência de vida, conhecimento e reflexão sobre a vida e sobre Deus. Ele não acredita? Parece incrível eu precisar dizer isso em pleno século 21, mas é direito dele sim, ser ateu, agnóstico, espirita ou qualquer religião que ele queira. Pluralidade é básico em estado laico. E a Biblia Sagrada, apesar de ser esplendoroso é a saborosa, inteligente e dotada de força espiritual, também pode ser desprezada. É o direito de escolha. Ou livre arbítrio, que tantas vezes como muleta.

Agora, a segunda parte da frase ela complementa uma ideia errada e equivocada, mas o seu teor é correto. Infelizmente, o crente brasileiro não consegue administrar a adversidade. Não sabe trocar ideias e entender que as pessoas possuem conceitos e ideias diferentes. Diante disso, dá-lhe preconceito contra as outras religiões e opções sexuais. Julgamos sem dar chance de defesa.

Pior: o representante do povo evangélico, hoje, é um pastor que fala aos quatro cantos seguir o discurso do amor, mas o que sai de sua boca é apenas violência verbal contra diversos nichos da população. E tem gente que acredita que é amor…O nome? Nem precisa citar…

O que acontece é simples e dolorido: quem segue a ferro e fogo a cartilha propagada pelos pastores conservadores e retrógrados (sim, existem pastores progressistas. Mas isso é tema de outro post futuro) gera apenas afastamento no dia a dia de outros nichos da população. Perceba: convive apenas com os adeptos desse cristianismo e chega a tal ponto de isolamento, que acaba ridicularizado.

Tenho orgulho da minha fé cristã, sou protestante,  mas ao tempo tenho consciência que respeitar a opção alheia é o mínimo que se espera de uma sociedade democrática. E a doutrina que seguimos nada mais é do que o vestibular da vida: cada assinala a resposta que considera certa. O gabarito, no entanto, só depois que fecharmos os olhos.

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Publicado por em 24 de agosto de 2011 em Uncategorized

 

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