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Circulo do ódio: o veneno que mata aos poucos o Guarani

08 set

Leonel Martins de Oliveira odeia Beto Zini. E vice-versa. José Luis Lorencetti é odiado por todos. A torcida do Guarani não quer ver nenhum dos antigos dirigentes nem pintado de ouro. Os jogadores estão inconformados com o atraso nos salários. Enquanto isso, a classificação mostra a proximidade do rebaixamento.

A situação do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro não é dramática apenas na pontuação ou pela falta de recursos financeiros. Existe um circulo de ódio que arrebenta com o ambiente do clube e tira a esperança de dias melhores. Pior: gera uma cegueira que impede de ver que é possível sim fazer um bom trabalho no departamento de futebol mesmo com dificuldades financeiras. Botafogo, Náutico, Góias…o país está cheio de times que conseguiram se reerguer mesmo em situação dramática.   

Faço uma comparação: no nosso cotidiano conhecemos centenas de famílias que passam por sérias dificuldades financeiras e que ás vezes, mesmo em quadro calamitoso conseguem levar uma vida digna, especialmente porque possuem união para transformar o tostão em um saboroso milhão. Gente que baixa a guarda, pede ajuda quando é necessário e toma as decisões corretas.

Como sempre dizem que existe “a família bugrina”, posso dizer com toda a certeza de que ele está rachada e destruída. Não há dialogo, tentativa de acordo e a única solução á vista do patriarca é vender a casa para pagar o cheque especial, as dividas e depois ver se sobra um pequeno troco para comprar uma casa na periferia. Leonel, assim como o chefe da casa, corre o risco de fazer tudo isso e depois ficar sozinho nas dependências da nova residência.  

Cair para a terceira divisão não é o pior dos mundos. O mais dramático é perceber a falta de dialogo e disposição de paz de ambas  as partes. O  presidente Leonel Martins de Oliveira deveria chamar para conversar alguns representantes de torcida. Se ele não quer avalizar as torcidas organizadas, por que então não organiza uma grande assembleia com os participantes do programa de Sócio Torcedor para trocar ideias, dirimir dúvidas e quem sabe, encontrar uma outra saída? O exercício do poder é feito de símbolos e a impressão que passa hoje é que atual diretoria não quer ouvir e quem tem algo a sugerir simplesmente não sabe nada.  A torcida, desesperada, usa o protesto como válvula de escape. Mas sabe, que no fundo, não vai adiantar porque o atual mandatário não quer escutar.

Do jeito que está, o Guarani corre o risco de vender o seu patrimônio e mesmo com o novo estádio transformar-se em um time insignificante. Sem união e otimismo, não há como colher bons frutos.

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Publicado por em 8 de setembro de 2011 em Uncategorized

 

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