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O Homem que sabe decidir é dono do seu tempo

09 set

Após vários meses encontrei um tempo no último sábado para ir ao cinema. Entre as opções disponíveis no Shopping Dom Pedro escolhi o “Homem do Futuro”, dirigido por Cláudio Torres, filho da atriz Fernanda Montenegro. Confesso não fui conferir com grande entusiasmado, apesar de saber que Wagner Moura estava no papel principal. Ao final da projeção, diria que a obra provocou dois efeitos, que foi a de gerar reflexão e entreter.

A história é simples: um físico frustrado e amargo, prestes a perder o emprego faz uma máquina de energia e descobre que, na verdade, a geringonça é uma máquina do tempo. Como na hora do teste ele pensava na garota de sua vida – e foco de sua grande decepção -, ele é transportado para o dia 22 de novembro de 1991, exatamente o dia da festa da faculdade de física. Ali, ele ganha a chance de mudar o rumo da sua história e permanecer com a sua garota. Pena que nem tudo sai como planejado.

Independente do final, foi interessante como o filme aborda a questão de como lidamos como as opções que fizemos na vida. E como as vezes nem temos conhecimento de que maneira os fatos vão impactar nosso futuro. Lamentamos muitas vezes a nossa sorte, mas não conseguimos pensar que a culpa, de certo modo, é inteiramente nossa, porque no momento em que fomos chamados não conseguimos atender as expectativas.

As duas de projeção do filme ficaram na minha mente. Pensei que quando eu entrei para a Faculdade de Jornalismo, em 1991 (olha o ano mágico de novo…) decisões e resoluções adotadas naquela época até hoje geram dividendos ou prejuízo na minha vida. As amizades que escolhi naquele pátio de faculdade não foram descartáveis ou algo fora de época. Criaram vínculos para a vida inteira. Por outro lado, talvez motivado por um certo romantismo de alguns professores, até hoje está impregnado na minha pessoa a busca pela prática de um jornalismo nem vou dizer imparcial (porque todos nós, jornalistas e proprietários dos meios de comunicação temos nossos interesses), mas que seja pelo menos digno e voltado mais ao interesse público do que ao puro entretenimento. A semente foi plantada ali, há 20 anos. E não me arrependo desses caminhos trilhados. Posso não ser rico, famoso, conhecido, mas tenho um patrimônio valioso no jornalismo atual: dignidade. E foi ali, há 20 anos que esta semente foi plantada.

Ao juntar minha própria experiência de vida com a história lançada pelo filme posso dizer com segurança: pense duas vezes em qualquer decisão que tomar na vida. As consequências para você e aqueles que estão ao seu redor podem ser maiores do que imagina. Acredite. 

Obs: para quem não compareceu ao cinema, coloco um clipe de “Tempo Perdido”, de autoria de Renato Russo e interpretado por Aline Moraes e Wagner Moura. Se você escutar com atenção, a música é um belo recado de como exercer a sabedoria. Seja qual for a idade…

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Publicado por em 9 de setembro de 2011 em Uncategorized

 

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