RSS

Dérbi campineiro: a nossa responsabilidade é manter a chama acesa

15 out

Acompanho derbis entre Ponte Preta e Guarani desde a década de 1980. De certa forma, fui testemunha da época de clubes com categorias de base fortes e estádios até condizentes com as condições da época do futebol brasileiro. Hoje, sábado, quando as duas equipes entrarem em campo para disputarem o maior clássico do interior paulista, podemos dizer que foi apenas o jogo que restou de herança. Pior: um espolio administrado de modo equivocado pelo poder público, Polícia Militar e pelas duas torcidas.

Não quero dinheiro público em clube de futebol, mas nunca, em tempo algum, algum prefeito de Campinas abraçou os clubes como patrimônio e tentou fazer a intermediação para trazer empresas e investidores. Jamais. O que vimos em termos administrativos foram apenas mecenas ou pessoas com ideário individualista tocando o clube. O Guarani está as voltas com o atraso do presidente Leonel Martins de Oliveira, que tem como principal rival Luiz Roberto Zini. Fora disso, o clube padece de lideranças políticas. A Policia Militar, no entanto, também erra ao não realizar uma reciclagem nos últimos tempos e aplicar métodos modernos de segurança e prevenção de atos de violência. O resultado é o quadro caótico que verificamos a cada clássico…

Já a Ponte Preta foi contemplada (graças a Deus!) pela sorte com a presença de Sérgio Carnielli. Nunca é demais lembrar: Carlos Vacchiano foi um desastre, Lauro Moraes deixou a desastre em sua passagem na década de 1980, assim como Marco Antonio Chedid. Mesmo Nivaldo Baldo, que tinha boas idéias, não conseguiu colocá-lasem prática. Seuvice assumiu, injetou uma montanha de dinheiro e salvou o clube da falência. Mas criou outro drama: uma divida de R$ 78 milhões. E quando ele sair do poder? E quando ele não estiver por aqui? A dívida será cobrada? Haverá um acordo amigável? A Macaca tem poder financeiro para quitá-la? Hoje, o chão é sólido. Mas o caminho da Ponte Preta, em longuíssimo prazo é cheio de dúvidas.

E as torcidas? Infelizmente, alguns se recusam a preservar o patrimônio de um clássico quase centenário. Não se mais campanhas de arrecadação de alimentos. Ou até mesmo discussões sadias, provocativas, com boas frases de lado a lado. O que impera é violência, intolerância e atos impensados. Pior: as redes sociais refletem de lado a lado esse clima pesado. Ontem, ao verificar algumas discussões, vi que torcedores bugrinos e pontepretanos falavam que não adianta combater a violência porque sempre existiu e existirá confusão. Pena. Não que com idéias assim todos nós, torcedores, jornalistas, dirigentes colaboramos para exterminar do que resta do embate mais eletrizante do interior de São Paulo.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 15 de outubro de 2011 em Uncategorized

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: