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Dérbi campineiro: a Ponte Preta é favorita. Mas não pode piscar o olho…

15 out

A Ponte Preta é vice-lider da Série B do Campeonato Brasileiro, tem 50 pontos e está a 14 pontos do acesso. O Guarani precisa somar mais 12 pontos para escapar do rebaixamento. Antes da bola rolar, é comum os repórteres e comentaristas saírem com a frase surrada de que derbi é derbi. Balela. Todo jogo tem um favorito, alguém com maiores recursos para ganhar. E hoje, a Macaca leva ligeira vantagem.

Explico: o trabalho no estádio Moisés Lucarelli é conduzido há 10 meses. O técnico Gilson Kleina ajudou a montar o elenco e formou uma espinha dorsal que pouco foi modificada. São dois laterais com apetite ao ataque, meias com boa dinâmica de jogo e dois atacantes insinuantes e com poder de desequilíbrio. Apesar de alterações pontuais, pode-se dizer que a Macaca tem o roteiro na ponta da língua. E solistas de primeira. No gramado, a técnica de Renato Cajá, a versatilidade de Ricardinho e o faro de gol de Ricardo Jesus. Se algo acontecer, ainda existe a opção de Renatinho no banco de reservas. Não podemos esquecer o trabalho de William Hauptman que faz o time correr de maneira uniforme os 90 minutos. Falhas? A colocação de Josimar e João Paulo II, dois volantes técnicos, ofensivos e mostram dificuldades em guardar posição como cabeça de área.

Talvez seja a única chance do Guarani. Devo reconhecer que o time melhorou no segundo turno e venceu adversários de porte como Náutico, Boa Esporte e Americana. Mas a espinha dorsal construída neste período de reação está desfeita, pois Renato Ribeiro encontra-se contundido e Marcelo Macedo, com quatro gols em cinco gols, está suspenso. Restam poucas alternativas ao alviverde: a bola parada com o lateral-esquerdo João Paulo, a luta de Denílson e a velocidade de Fabinho, que em dado momento do jogo poderá levar a melhor caso os volantes da Ponte Preta saiam ao ataque simultaneamente e deixem os zagueiros em quadro delicado, especialmente Leandro Silva, com notórios problemas de acompanhamento do atacante adversário.

Existem alternativas para um grande jogo. Mas que fique claro: uma derrota para qualquer um dos lados não será o fim do mundo. O máximo que poderá gerar são as piadas do amigo que torce para o rival. Isso faz parte e é graça do futebol.

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Publicado por em 15 de outubro de 2011 em Uncategorized

 

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