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Como explicar a hegemonia do futebol carioca?

17 out

Nas edições iniciais do campeonato brasileiro por pontos corridos, era corriqueiro um time carioca disputar a rabeira da classificação e conviver com o fantasma do rebaixamento. Alguns, como o Vasco da Gama, sentiram o drama e precisaram entrar em reciclagem para não morrer. Eis que 2011 reserva um cenário diferente: dos cinco primeiros, quatro são cariocas. O pelotão da frente tem como único intruso o Corinthians, que aos trancos e barrancos tenta se segurar no sonho do titulo. Os torcedores devem se perguntar nas ruas e avenidas: o que aconteceu para essa transformação virar realidade? Os dirigentes tomaram juízo?

Nada disso. O Flamengo ainda vive as turras com suas guerras politicas; o Fluminense continua dividido entre a Unimed e seus dirigentes loucos para tomar conta do futebol; o Botafogo ainda equilibra-se entre dividas astronômicas e um orçamento enxuto enquanto que o Vasco ainda tenta superar o trauma da passagem de Eurico Miranda.

Mas existe um diferencial: bem ou mal, esses clubes contam com homens que deram uma pitada de profissionalismo e com um mínimo de planejamento. No tricolor, verifica-se nitidamente que Abel Braga fechou com o grupo e não abre mão de comandar e direcionar o rumo. Veja que Fred parou com as polêmicas e faz apenas aquilo que interessa: gols.

Na Estrela Solitária, existem dois pilares: um presidente responsável (Mauricio Assumpção) e o técnico Caio Junior, culto e acima da média e que soube domar estrelas e prima donas como Loco Abreu.

O Flamengo, apesar de não contar com ele em plenitude, ainda aproveita da experiência de Wanderley Luxemburgo para administrar um time em torneio de pontos corridos. Sem contar sua tarimba em lidar com estrelas. Ronaldinho Gaúcho, Deivid e Thiago Neves talvez não estivessem rendendo sob as ordens de outro profissional com tamanha credibilidade entre a boleirada, apesar de sua defasagem tática dos últimos anos.

Para o Vasco. Seu segredo do sucesso reúne um presidente que conhece a alma do clube e que já vestiu sua camisa; um gerentão de futebol, Rodrigo Caetano, que concede um toque de sabedoria nos instantes de turbulência; e para completar, o elo sentimental entre os jogadores e o técnico Ricardo Gomes, ainda em recuperação de cirurgia. Moral da história: dinheiro (em abundância no futebol paulista) é importante, mas homens fazem a diferença.

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Publicado por em 17 de outubro de 2011 em Uncategorized

 

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