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O futebol do interior paulista reclama, reclama, reclama…e não sai do lugar!

23 out

O Jornal “O Estado de São Paulo” traz na sua edição dominical uma extensa matéria sobre o trabalho nas categorias de base dos clubes brasileiros. Os repórteres detectaram uma mudança de conceito: saem os brucutus, entram os jogadores de talento. O rumo tem inspiração clara nos bons frutos colhidos por Santos e Barcelona, que investem milhões (claro, dentro da realidade de suas respectivas moedas) e recebem em contrapartida craques do quilate de Neymar e Lionel Messi.

Agora, o que me chamou a atenção foi uma das matérias e cujo enfoque foi o quadro no interior paulista. Ali, o presidente Marco Antonio Abi Chedid afirma com todas as letras que hoje faz parceria com os clubes de São Paulo e pega, digamos, a xepa da safra. Estabelece uma partilha de 50% dos direitos ao Bragantino e paga salários de, no máximo, quatro mil reais mensais. Coloca os jogadores na vitrine e fatura um bom bocado. Foi assim, segundo ele, que conseguiu revelar Lincon e Romarinho, duas estrelas da Série B.

Com todo o respeito que merece o mandatário do Braga, quero discordar de sua posição. Não penso como ele que acredita todos os males das categorias de base a Lei Pelé. Em primeiro lugar porque os problemas de gestão nos clubes do interior paulista existiam antes mesmo da lei aparecer. Segundo que os garotos desde os tempos da idade da pedra sempre preferiram arriscar a carreira nos clubes grandes. Os do interior não eram descartados, mas eram colocados em segundo plano. Mesmo Ponte Preta e Guarani.

O que falta, na minha opinião, são duas coisas: criatividade e vontade política. Não posso negar que no primeiro quesito o presidente do Braga ganha de braçada dos concorrentes. Mas poderia, porque não, fazer associação com investidores, empresas e que por um preço mais baixo que os gigantes de São Paulo poderiam investir nas categorias de base, especialmente na infra-estrutura e futuramente ganhar o lucro. Diga-se de passagem: a Ponte Preta também ensaia mudanças na filosofia de trabalho, porque ultimamente o que se vê no Majestoso é apenas a fabricação de atletas de nível médio, como o volante Tinga, do Palmeiras. A alvinegra pode e deve lutar por mais.

 Mas no outro ponto, todos os clubes do interior falham. Afinal, você já tomou :conhecimento de um movimento forte, consistente e direcionado para apresentar projetos de lei que modificassem os fundamentos da Lei Pelé? Se existiu ou está na praça, já peca por um defeito: falta de divulgação.

Estamos em uma democracia e os fatos só acontecem com discussão, mobilização e negociação. Se continuarem de braços cruzados no aguardo de uma solução por parte da Federação Paulista, a partir daí, com certeza, nenhuma categoria de base não resistirá.

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Publicado por em 23 de outubro de 2011 em Uncategorized

 

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