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Arquivo mensal: novembro 2011

O novo presidente do COL não gosta de futebol. Pode?

Em 1998, a França escolheu Michel Platini como presidente do Comitê Organizador e a aposta foi coroada com a conquista do titulo mundial. Oito anos depois foi a vez de Franz Beckenbauer intitular-se presidente do COL e cometer a façanha de fazer-se presente em todos os 64 duelos do mundial vencido pela Itália.

Encurralado por denúncias de corrupção e sem prestigío no Palácio do Planalto, Ricardo Teixeira decidiu convidar Ronaldo Nazário para ocupar o cargo e todos dizem que a possibilidade de resposta positiva é enorme.

Sinto dizer mas a medida tem chance considerável de virar um fracasso. Em primeiro lugar porque existe um conflito de interesses. O ex-atacante do Corinthians é empresário de jogadores e está envolvido no mundo da bola até a espinha. Para ocupar a chefia do COL teria que se contentar com um salário de executivo (que não é pouco) e abrir de seus afazeres com atletas. Terá peito para fazer isso? Duvido. Se acumular as duas funções dará um tiro no pé.

O segundo é simples, singelo e importante. Os dois personagens citados na abertura do texto, confessadamente gostam de futebol e nunca tiraram o gosto do gramado, apesar da viagem nos gabinetes. Pergunta: como uma pessoa que disse não apreciar o esporte e sim, jogá-lo, poderá promover uma competição que comove o coração de bilhões de pessoas ao redor da terra? Infelizmente, Ricardo Teixeira não procurou um ex-jogador, mas alguém com sua mesma visão a respeito do futebol. Triste.

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

Marcelo Mingone quer distanciar-se de Leonel?

Incrível como a escolha de Marcelo Mingone para a presidência gerou desalento em boa parte da torcida do Guarani e até em uma parte da imprensa. Logo de manhã, ao conversar com um colega de profissão, ele considerou a escolha apenas um referendo sobre a continuidade da administração de Leonel Martins de Oliveira. Não tinha esperança de reviravolta e temia o rebaixamento tanto no Campeonato Paulista como na Série B em 2012. Já os torcedores nas redes sociais reclamam sobre a insistência de Leonel e seus aliados de acelerarem a negociação do estádio Brinco de Ouro.

Mingone assume a presidência em situação delicada: sabe que tem a obrigação de mostrar-se diferente de Leonel Martins de Oliveira todos os dias, não só nas atitudes como também na postura.

Para ninguém dizer que este blogueiro é pessimista vislumbra dois pontos positivos logo após a sua escolha: em primeiro lugar, o tom otimista de suas declarações em contraponto ao apocalipse sempre pregado por Leonel. Além disso, a sua vontade de nomear um diretor de futebol é algo muito bem vindo e que poderá trazer dividendos se for bem feito. Ponto para ele.

Mas uma tese eu comungo com torcedores e parte crônica esportiva: se quiser buscar o sucesso, Mingone terá que sair da sombra de Leonel, deixar no passado o discurso revanchista. Sugestão: que tal convidar os oposicionistas Horley Senna, Vicente Paulo Souza e Luiz Roberto Zini (que queiram ou não os detratores tem bons contatos no mundo da bola) para uma conversa e estabelecer um clima civilizado entre situação e oposição? Detalhe: o antigo presidente jamais fez isso em cinco anos de gestão.

O Campeonato Paulista bate às portas e o Guarani, antes de encarar os seus 19 oponentes precisa vencer algo muito maior: as suas divisões internas.

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

Gilson Kleina deve sair ou ficar na Ponte Preta?

Gilson Kleina fez história na Ponte Preta. Na contramão de muitos críticos, fez uma campanha regular e levou à Macaca á divisão de elite do campeonato brasileiro. Certamente passou a ser melhor observado pelo mundo da bola. E ficou diante de uma decisão difícil: continuar no Majestoso ou buscar novos rumos?

Motivos para continuar não faltam: conhece a cidade, tem credibilidade na torcida, goza da confiança da diretoria e pode se consagrar se vencer o Paulistão e beliscar uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Pode ganhar projeção idêntica ao atual técnico do Figueirense, Jorginho.

Por outro lado, um fantasma deve atormentá-lo. Se ficar e acontecer uma queda de produção no começo do campeonato (algo normal) tudo que construiu passará a ser contestado. Também parece uma sina de que quem consegue o acesso não emplaca boas campanhas na sequência e perde o lugar no banco de reservas. Márcio Araújo subiu com mo Bahia, mas não teve a chance de desgustar a divisão de elite. Certamente Kleina deve ponderar tal cenário.

Se a saída for a alternativa viável, qual clube escolher? Botafogo e Grêmio são boas opções. Porém, será que Kleina terá o respaldo suficiente para implantar seu trabalho? Pense: o time carioca teve suas limitações, Caio Junior tirou leite de pedra e foi demitido; no tricolor gaúcho, todos esqueceram que Celso Roth tirou a equipe do perigo do rebaixamento. Se fizeram com técnicos de grife, o que fariam com um emergente?

A diretoria pontepretana tem tudo para continuar com a atual comissão técnica. Basta renovar a filosofia de bancar o profissional independente do resultado. Gilson Kleina certamente não pensará duas vezes.

 
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Publicado por em 30 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

Caio Fábio: quando boas ideias sucumbem perante a ambição

No final da década de 1990, os pastores evangélicos não conseguiam espaço na sociedade. Eram conservadores, tinham um discurso estridente e na maioria das vezes eram ignorados em temas de promoção social e cidadania. Existiu uma pessoa que tentou quebrar essa barreira. Com um programa de televisão e um trabalho social no subúrbio do Rio de Janeiro, o pastor Caio Fábio D´Araujo Filho tentou estabelecer uma ponte entre esses dois mundos tão distintos. Não para que um coptasse o outro e sim para que em assuntos terrenos de suma importância, o comum acordo fosse buscado. Culto, inteligente, bem articulado e sem o discurso raivoso de outros companheiros de pastorado, Caio Fábio tornou-se um interlocutor confiável e sempre pronto a usar os conceitos do reino de Deus em favor da sociedade.

Duro é constatar que o acumulo de poder prepara armadilhas. Caio Fábio entrou na campanha eleitoral de 1998 disposto a influenciar. E fez da pior forma. Seja mentira ou verdade, o fato de ter apresentado o tal dossiê abriu espaço para que sua isenção fosse contestada. Daí, a destruição do seu ministério foi um pulo. Nesta terça-feira, os jornais mostram que ele foi condenado a quatro anos em virtude da suposta falsificação do dossiê. Pode recorrer, mas a mácula já está cravada.

Ele continua na ativa, tem um site e ainda mostra idéias interessantes e que fazem refletir. Mas a marca negativa ainda lhe acompanha.

Talvez, no entanto, o grande derrota seja o próprio mundo evangélico. Apesar do bom trabalho e conduta de homens como Ricardo Gondim, Ricardo Agreste, Ariovaldo Ramos e outros menos conhecidos, nunca mais tivemos uma pessoa com tamanha respeitabilidade e lastro para discutir mano a mano com os homens do poder.

Pelo contrário. O que está voga hoje é o discurso raivoso contra as minorias. Caio Fábio, sua queda não prejudicou apenas a você, mas aos protestantes que desejam transportar a vida para a sociedade. Uma pena.

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

Boni ajudou Collor em 1989. Qual a novidade?

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho é o executivo mais importante da história da televisão brasileira. Criativo, implacável, bom administrador e formulador do conceito de “padrão Globo de Qualidade” era o braço direito de Roberto Marinho nas decisões mais importantes. Agora, escreve um livro de memórias e para promove-lo esteve na Globo News, quando confessou sua participação na preparação do debate de Collor contra Lula. Sugeriu a roupa, os adereços, a forma de vestir e até se referir ao oponente. Um autêntico produto de propaganda. Suas dicas é inegável, foram predominantes para a vitória do candidato Collorido. Aliás, não me espanta o atual senador negar a assessoria dada por Boni.

Nesta história toda não me espanta a interferência de Boni. Talvez seja um episódio que explique porque a Rede Globo adotou uma postura critica ao governo Lula e agora a gestão Dilma. Aliás, que fique claro: é direito legitimo deles tomar tal atitude, especialmente por causa de um conceito chamado democracia. Mas pare e pense: em todos os governos militares e nas gestões de Sarney, Collor, FHC e Itamar, a Rede Globo foi protagonista e até nomeou ministros, como quando Mailson da Nóbrega foi sabatinado por Roberto Marinho antes de ser nomeado.

Hoje, apesar de todo seu poder e influência, a Globo é apenas um veiculo de comunicação e não uma fiscalizadora interna do poder. Algo que talvez não tenha espaço mesmo se um governante alinhado com seus ideais assumir o Palácio do Planalto.

 
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Publicado por em 29 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

A verdade nua e crua: Marina Silva nunca será Lula

Acompanho com atenção necessária a discussão e o debate sobre o Código Florestal. A bancada governista cedeu aqui, impôs acolá e no final de tudo atendeu alguns pedidos dos ruralistas. Ao mesmo tempo, entrevistas são concedidas por especialistas por meio ambiente e lógico que eles preveem uma tragédia de grandes proporções. Mas faz parte do debate. Diante disso, algo me intriga: por que Marina Silva não aproveitou o espaço concedido pelo tema para propagar aquilo que pensa?

Sim, apesar de não possuir cargo ou sentir falta de filiação política, Marina Silva é um personagem vital na discussão do meio ambiente em nosso país. Fez história ao lado de Chico Mendes e também no Ministério do Meio Ambiente nunca escondeu suas predileções e posturas. Talvez este tenha sido o motivo choque principal com a atual presidente Dilma Roussef.

Mesmo assim, ela mostra-se apagada e reservada em questão de projeção de mídia. Tenho um palpite. Não é falta de espaço e sim de traquejo político.

É só recordar. De 1990 a 2002, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve nenhum cargo público para ocupar. Pelo contrário. Carregou a pecha de derrotado de parte da mídia e não tinha os instrumentos para se fazer ouvir. Mas na maioria das vezes, Lula fazia do limão uma limonada. Era ouvido, dava entrevistas provocantes e com assuntos que sempre deixavam o seu nome na mídia. Sem contar o carisma dos palanques que lhe transformavam em um personagem único na história política do país.

Marina Silva tem uma linda trajetória política. Apesar de discordar de algumas de suas atitudes, não posso negar sua boa intenção. Mas para marcar história não basta apenas isso. É preciso algo a mais, como carisma, intuição, sensibilidade política e conhecimento das regras do jogo. Lula, queiram ou não seus detratores tem isso de sobra. Já Marina…deixa para lá.

 
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Publicado por em 28 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

198 anos para recuperar o investimento em um estádio…Esse é o Brasil…

Ricardo Teixeira disse a revista Piauí que gosta de futebol, mas na intensidade da maioria das pessoas. Duro constatar que o discurso morre na praia ao verificarmos uma noticia publicada na edição desta segunda-feira do Jornal Valor: segundo o escritório do dirigente esportivo José Carlos Brunoro, a Arena de Manaus, dada as condições do futebol local, vai demorar 198 anos para recuperar o investimento de suas construções. Mesmo a Arena de Itaquera, cantada em prosa e verso pelo presidente Andrez Sanchez tem o período de retorno calculado em nove anos.

Essa novidade pode assustar a nós, pobres mortais, mas não deveria gerar sentimento semelhante em quem comanda a organização da Copa do Mundo e quem fez a escolha dos estádios.

Como presidente do Comitê Organizador Local, o presidente da CBF claramente adotou critérios políticos e esqueceu de dados óbvios. Exemplo prático: se ele quisesse uma sede na região amazônica seria muito mais salutar bancar uma reforma (decente e sem extravagância nos gastos públicos) no estádio Olimpico de Belém. Como explicar então a ausência do Serra Dourada enquanto Cuiabá terá um estádio que não se conhece seu destino após a competição. Mesmo estádios tradicionais como o Maracanã e o Mineirão tiveram suas características deturpadas em nome de um chamado “Padrão Fifa”, algo que não está adaptado ao bolso do contribuinte brasileiro. Cá entre nós: tanto Dilma como Lula falharam ao não realizarem uma interferência forte no processo e determinar sedes que fosse viáveis economicamente.

O jeito é torcer para que a seleção conquista a taça em sua própria terra natal. Por que lucro que é bom, não veremos nesta Copa do Mundo.

 
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Publicado por em 28 de novembro de 2011 em Uncategorized