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Guarani: afinal, qual Leonel merece sair?

03 nov

Está na moda bater no presidente Leonel Martins de Oliveira. Eleito como a causa de todos os males do Guarani, agora vive sob a ameaça de cassação de seu mandato. Os motivos estão a vista de todos: atraso nos salários, problemas em pagar fornecedores e um isolamento político que nunca se viu em tempo algum no Guarani Futebol Clube. Mas existem horas que a cautela é recomendável. Uma análise apurada é melhor caminho para detectar erros e apontar soluções. No caso do Guarani, é preciso ser claro de qual presidente está sendo perseguido.

Sim, porque o personagem pode ser dividido em três atos. O primeiro abrange o seu primeiro mandato de 1970 a 1977. Era jovem, destemido e com sua gestão calculada e responsável, abriu de certa forma o caminho para que o Guarani conseguisse o titulo brasileiro de 1978.

Ao retornar ao poder anos depois, o Guarani era outro. Forte, temido e ameaçador até para os clubes da capital. Leonel quis implantar a mesma metodologia mas ficou envolvido com a guerra política com Luiz Roberto Zini. Os opostos eram claros: de um lado, Leonel pregava um passo de cada vez; do outro, Zini, autêntico boleiro e pronto para colocar o Guarani entre os gigantes.

As brigas tomaram uma proporção tão grande que um vácuo politico permitiu o surgimento de José Luis Lourencetti, acusado por muitos como o verdadeiro causador dos males bugrinos. Sua gestão gerou um sentimento saudosista e Leonel novamente foi chamado as pressas.

Talvez esse seja o drama bugrino: os mesmos nomes com métodos idênticos. Pode parecer que não, mas Leonel governou bem o Guarani em tempos de turbulências democráticas na vida civil, pouca participação das verbas de televisão no orçamento dos clubes e negociação dos atletas realizadas por intermédio da venda do passe. Hoje, o quadro é diferente e nem precisamos nos estender.

Para exemplificar os equívocos do atual presidente, basta citar sua resistência em formar parcerias com empresários, atualmente detentor da vida de 90% dos atletas. Detalhe: ele teima sem possuir na retaguarda uma categoria de base forte e com produção de novos talentos em profusão.

A conclusão que se chega é que Leonel poderá sair do cargo por sua relutância em aceitar o presente e querer insistir com métodos administrativos considerados ultrapassados. Seria o mesmo de comprar um filhote de elefante e leva-lo para casa dentro de uma camionete. Tempos depois, o animal cresceu, está pesadíssimo e mesmo assim a teimosia do motorista persiste. Não há como dar certo.

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Publicado por em 3 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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