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O problema de Campinas não é falta de prefeito. É ausência de opção

05 nov

Qualquer habitante de Campinas deve encontrar-se atordoado. Afinal, são cinco trocas de prefeito em pouco mais de três meses. Hoje, é Demétrio Vilagra. Amanhã, ninguém sabe. E fico ainda mais espantado pela reclusão de Hélio de Oliveira, o que foi primeiramente cassado. Sinal de que não encontra mais forças para reestabelecer sua parca credibilidade política.

Agora, em mais de quatro meses de crise política em Campinas, um fato chama a atenção: ninguém, absolutamente ninguém, seja do PT, PSDB ou PDT aproveitou a ocasião para projetar-se e ganhar uma estatura politica maior. Todos estão do mesmo tamanho. Ou até diminuíram.

Sinal claro de que enquanto discutimos o sexo dos anjos, a cidade de padece de problemas muito maiores. Temos uma Câmara sem força e credibilidade para impor mudanças e mesmo os pré-candidatos não exibem qualquer confiança ao eleitorado.

Senão vejamos: como o PT pode bancar Demétrio Vilagra após tudo que aconteceu? Quem toparia fazer campanha no PT apoiado por ele? Esclarecimento: não condeno o atual prefeito, mas a sucessão de fatos trouxeram desgaste. Ponto. Nome novo? Poderia até funcionar, mas acho pouco provável. Qualquer pipoqueiro do Largo do Pará sabe que Lula e o PT em Campinas sempre viveram um caso de amor e ressentimento. Dificilmente a guarda seria baixada agora.

PSDB? Esqueça. Posso até quebrar a cara, mas figuras como Artur Orsi, Carlos Sampaio, Célio Leão e outros menos cotados, no máximo, conseguem falar para bairros abastados da cidade.

Por incrível que pareça, o quadro no PSB não é confortável. O deputado federal Jonas Donizete tem a presidência da Comissão de Desporto na Câmara dos Deputados. O natural seria o seu nome aparecer direto e reto no noticiário relativo a Copa do Mundo e as olimpiadas. E o que vemos? Os holofotes todos direcionados à Romário, deputado pelo Rio de Janeiro, cuja atuação já faz seu nome ser cogitado para disputar a prefeitura da Cidada Maravilhosa. Isso é normal?

Alguém no fim da fila poderia citar Pedro Serafim (PDT). Afinal, é típico político que a elite gosta: transita na elite e tem estampa. Mas cá entre nós: em toda a sua legislatura, você conseguiu ouvir alguma ideia relevante do nobre vereador? Sente na cadeira e não tenha pressa em esperar a resposta. Se ela aparecer.

Resumo da ópera: Campinas não deveria lamentar o fato de não saber quem é prefeito e sim, chorar por encontrar-se sem rumo e sem destino.

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Publicado por em 5 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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