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Neymar e o fracasso do “mundo evangélico” entre os jovens

11 nov

Não há como negar a onipresença na Neymar em todas as mídias. Propagandas, entrevistas, jogos, Seleção Brasileira…o que não falta é espaço para que o atleta mais valorizado do futebol brasileiro exponha suas ideias e postura. Na última semana, a foto mais comentada não fui uma jogada sua espetacular, mas um passeio de iate com amigos e belas garotas. Em primeiro lugar, nada contra. Pelo contrário. Deixar um garoto de 19 anos enclausurado é até pecado capital. E não há como recrimina-lo por encontrar-se em shows de pagode, rock ou eventos com celebridades. Durante a folga, Neymar tem que fazer o que bem entender.

Mas existe um dado que chama a atenção. Ao contrário de outros jogadores de futebol, Neymar não alardeia sua condição de jogador que crê no evangelho. Assim como Kaká e Zé Roberto, a sua família frequenta uma igreja na baixada santista e está sob os cuidados espirituais de um pastor. Tudo dentro do script.

O que é estranho é verificar que nenhum irmão ou frequentador de qualquer igreja tenha decidi-lo cornetá-lo. Ele faz o que bem entende e ninguém fala nada. A conclusão mais simples é dizer que as igrejas estão liberais, frouxas e todo mundo faz o que quer. Não é por ae. E antes que me recriminem: também não é por causa do polpudo dizimo que coloca na instituição que frequenta.

Neymar não é confronto com uma conduta que na visão de muitos, é “pecaminosa” por um único motivo: falta de opção para oferecer algo melhor no lugar.

Sim, essa é a triste e dura realidade. Infelizmente, a esmagadora maioria considera que basta promover um acampamento, uma reunião de oração ou reunir todos em uma mesa de bar aos finais de semana que tudo está resolvido.

Não está. O jovem atual tem várias opções, diversões que podem ou leva-lo ao caminho errado ou satisfazer apenas e tão somente a sua sede de diversão e de encontrar-se com amigos. Exemplo: garotos que se reúnem para jogar videogame, futebol ou para fazer uma festa entre amigos, com churrasco e uma boa música, não pode ser tachada de uma diversão mundana.

Resultado: o que vemos hoje é algo perverso nas igrejas evangélicas brasileiras: garotos bitolados, recalcados e limitados porque um belo líder um dia ousou dizer que tal diversão é pecado ou que tal livro não acrescenta. É, estou falando de Harry Potter. Aliás, não recomendaria a obra a ninguém, mas não posso negar sua bela estrutura de texto e a atração que seus filmes exercem. Resultado: quando vão para a vida civil, o que vemos são jovens desconectados, sem noção de tempo e de espaço e discriminados por seus amigos. Ás vezes por ter bloqueio de tomar atitudes que para qualquer seria singela. Diante disso, pergunto: você frequenta uma faculdade e seu melhor amigo, que não é crente, lhe convida para ir a um churrasco na sua casa. Com toda a família presente. Mesmo que você tome dúzias de guaraná, ainda existem líderes que proíbem você de encontrar-se ali. Simplesmente porque o amigo não é crente. Mas o mesmo pastor não faz nada para combater a discriminação que você sofre na igreja.

No caso de Neymar, o dinheiro que ganhou não serviu para dar um cala boca nos seus líderes, mas para comprar a liberdade de fazer o que lhe dá na telha, simplesmente porque dentro da casa de Deus, apesar de sentir-se bem, certamente não lhe oferecem coisa melhor. Mas nem todo mundo é Neymar. Infelizmente.

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Publicado por em 11 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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