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Humildade, reflexão e mobilização: a receita para o acesso da Ponte Preta

12 nov

A desconfiança tomou conta do torcedor pontepretano. Perder de virada para o Boa Esporte por 2 a 1 parece ser um sinal de que tudo vai desandar. É nesse momento de apreensão que fatos fundamentais não podem ser esquecidos e que asseguram que as chances da Ponte Preta ficar fora da divisão de elite em 2012 são mínimas.

Não há como ignorar o trabalho bem conduzido desde janeiro. Os dirigentes e o técnico Gilson Kleina sabem onde querem chegar e de que forma deve acontecer. É fato. Além disso, a Macaca tem o terceiro melhor ataque da competição, conta com um artilheiro de respeito – Ricardo Jesus, com 16 gols – e de quebra tem o talento de Renatinho e Renato Cajá para desequilibrar. Não é pouco.

Por outro lado, a semana de preparação para o embate com o ABC deve servir de reflexão. Alguns erros devem ser evitados. Renato Cajá rende mais como meia armador e coloca-lo como um meia atacante é erro estratégico. O jogo também ficou marcado pelas alterações equivocadas de Kleina. Como o Boa atuava fechado e não oferecia alternativas, a melhor opção seria a colocação de Tiago Luis, jogador de força e velocidade para bater os zagueiros lentos do time mineiro. Compreendi sua intenção ao colocar Dario Gigena, mas um detalhe: o argentino está fora de forma e tecnicamente fraco. Para completar, Caio entrou mal e alguns estiveram em noite péssima, como o lateral-esquerdo João Paulo.

Mas ao lado da reflexão e do reconhecimento de suas virtudes, a Ponte Preta precisa tomar medidas para viabilizar a vitória contra o ABC. Como é um jogo decisivo, diminuir o preço do ingresso seria de bom tom. Ao mesmo tempo, na semana de treinamentos, o clube deveria ser levado para um lugar isolado e automaticamente evitar a pressão de torcedores mais exaltados.

Outra medida seria o controle das entrevistas por parte de dirigentes. Nesse instante, qualquer falha ou vacilo pode ser fatal. Dar munição motivacional ao oponente a essa altura do campeonato seria um desastre.

O clima não deve ser de desespero e sim de serenidade, humildade e de mobilização. Porque um trabalho tão bom, para o bem do futebol, não pode terminar de maneira desastrada.

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Publicado por em 12 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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