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Cesarianas na berlinda

20 nov

A Folha de São Paulo deu uma importante contribuição ao fazer na sua edição dominical uma reportagem sobre o crescimento da quantidade de cesarianas no Brasil. Segundo a matéria, 52% dos partos ocorridos no brasil acontecem por intermédio de intervenção cirúrgica. E no setor privado, o quadro é ainda mais alarmante: 80% das pacientes que se dirigem aos hospitais para sentir a emoção da maternidade precisam se submeter a uma cirurgia.

A matéria é elucidativa porque dá voz aos personagens, que são claros: os médicos recusam-se a fazer o parto normal porque o plano de Saude não remunera adequadamente. E mais: na cesárea, após 90 minutos, o médico está liberado, sendo que no parto normal, o trabalho poderá durar até 12 horas.

O lado positivo é que tanto a Agência Nacional de Saúde Suplementar e o Ministério da Saúde estão atentos ao problemas. Mas penso que é o caso de colocar os médicos na discussão. Eles precisam explicar em pormenores porque seguiram esse caminho e o que pode ser feito para amenizar o quadro. Porque o quadro atual é alarmante. Basta comparar com o Chile, em que apenas 40% das crianças nascem por meio de cesarianas. Seria de bom grado reverter esse quadro. A saúde da mulher brasileira agradece.

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Publicado por em 20 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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