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Musica gospel no Brasil: Nada pessoal. São apenas negócios

26 nov

lha de São Paulo em sua edição dominical sobre a explosão do mercado gospel, eis que o portal da Revista Veja segue pelo mesmo caminho. Já deixou exposto neste espaço minhas resistências, a linha editorial da revista, mas a matéria é correta sob o ponto de vista jornalístico e dá uma pista ainda mais clara dos tempos em que vivemos. A matéria pode ser conferida aqui.

Vamos começar pelo Be a bá: quem frequenta igreja evangélica sabe que um cantor ou grupo que larga os afazeres profissionais para seguir tal trilha pensa em primeiro lugar a propagação da palavra de Deus e os rendimentos ficam em segundo plano. Lógico, ninguém vai trabalhar por um tostão furado, mas esse não é o objetivo. Quando muito, levar uma vida de classe, como já observei aqui.

Pois bem, a matéria conversa com vários artistas e existe até um desdobramento para um canal que transmite músicas evangélicas e os únicos temas são faturamento, volume de venda, pirataria, etc, etc,etc. Nada contra, mas onde está conceitos básicos como conversão de drogados, resgate dos perdidos, oração pelos enfermos, pelo país, etc? Por favor, nem venham com a história de que o jornalista deturpou a matéria. Quem trabalha em reportagem que é a fonte que dita o ritmo e o enfoque da matéria. Se ele quiser falar de outro assunto, não há repórter mal intencionado que dê jeito.

Os chamados artistas top de linha da música gospel exibem uma incoerência profunda: eles falam durante três anos sobre dinheiro, venda de CDs, volume de audiência e frases feitas contra grupos minoritários (nem preciso dizer qual é). Em contrapartida, quando vão aos programas de televisão normais (me recuso a adotar seculares. É um passo pro preconceito…) nada de falar evangelização, cidadania, meio ambiente, conceitos morais. Nada. Quando a música acaba e o microfone é aberto, é um deserto de ideias que dá pena.  Só que chega a eleição presidencial, posam de arautos da moralidade, pregam vota em fulano, arrebentam com ciclano e depois nunca mais se ouvem falar deles a respeito do tema. Quem deseja influenciar o semelhante, precisa possuir coerência não por um minuto ou dois, mas por todo o ano.

Após ler as duas matérias, lembrei de frase dita por Roberto Justus quando comandava o “O Aprendiz” na TV Record e que se casa muito bem com o atual momento da música gospel. “Não é nada pessoal. São apenas negócios”. É isso.

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Publicado por em 26 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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