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Guarani: um clube centenário destruído pela ambição dos homens

27 nov

O Guarani encerrou ontem a sua participação na Série B do Campeonato Brasileiro e respirou aliviado após ganhar do Goiás por 2 a 0 e conseguir sacramentar a 12ª posição com 52 pontos. Mas diante do caos administrativo e dos cinco meses de salários atrasados, o torcedor bugrino não consegue fugir da pergunta inetivavel: porque um clube centenário chegou a situação tão calamitosa? Infelizmente, é duro constatar, mas a vaidade humano está colaborando para destruir o patrimônio de uma agremiação detentora do único titulo de campeão brasileiro obtido por um clube do interior.

Ao contrário de novelas, pode-se dizer que nesta história bugrina, não há mocinhos. Infelizmente, os sentimentos nobres ficaram em segundo plano e os culpados aparecem em análise apenas superficial.

O primeiro personagem é Luiz Roberto Zini, presidente no período de 1988 a 1999. Ninguém contesta sua capacidade ímpar de montar times e de ter sustentado o futebol em uma época pobre em cotas de televisão e de verbas publicitárias. Vender jogadores naquela ocasião era necessária a para sobrevivência. Mas Beto Zini cometeu um erro capital: sufocou lideranças e impediu a formação de novos quadros no clube. A oposição na época tinha uma atuação praticamente inexistente. Diante desse monopólio de ideias era difícil o surgimento de alguém novo e com vontade de mudar o rumo dos fatos.

Tamanha negligência abriu espaço para o surgimento de José Luiz Lourencetti. Dirigente de 1999 a 2006, sua gestão foi marcada por rebaixamentos, péssimas performances no gramado e atraso constantes nos salários, além de dividas trabalhistas até hoje. Nem sua colaboração ao integrar o Guarani ao Clube dos 13 serve como consolo. Afinal, não podemos esquecer das parcerias obscuros e promessas vazias que geraram um espolio negativo que inviabilizou o funcionamento da agremiação da maneira correta como conhecemos.

Leonel Martins de Oliveira chegou em junho de 2006 com ares de salvador de pátria. Mas junto os erros dois presidentes anteriores. No plano político, em nenhum momento mostrou disposição de diálogo com os contrários. Apesar da penetração de Beto Zini no mundo da bola, recusou seu apoio nas últimas eleições e não fez qualquer esforço para reintegrar lideranças mais jovens como o ex-diretor comercial Álvaro Negrão.,

Ficou pendurado na venda do estádio Brinco de Ouro como única salvação enquanto esquece de detalhes fundamentais: Campinas é uma das cidades mais ricas do país, local de cérebros privilegiados em qualquer área de atuação e que poderiam oferecer saídas. Nada disso. Sua rotina foi a de reclamar, reclamar e reclamar. Na área financeira, autorizou a contratação de 44 jogadores e não teve recursos para cumprir aquilo que prometeu. Lamentável.

Ao juntar esses três perfis chega-se a uma conclusão: o Guarani ainda é viável, mas a vaidade e as ambições desmedidas de três pessoas transformaram uma potente agremiação em uma caricatura de si mesmo. Triste.

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Publicado por em 27 de novembro de 2011 em Uncategorized

 

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