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Arquivo mensal: dezembro 2011

Adriano: o Palmeiras pode ser o lugar de sua redenção!

Confesso que encontro-me angustiado por ver a céu aberto o desperdício de um talento raro. Jogador de força, velocidade, faro de gol raro no mundo da bola, Adriano poderia ser o sucessor de Ronaldo e a grande esperança para conduzir o Brasil ao sexto titulo mundial. Mas o que se vê é o rapaz envolvido em uma confusão atrás da outra. A poucos dias do natal, outra cilada: uma garota recebe um tiro na mão dentro de seu carro e a dúvida é saber se ela atirou por conta própria ou se Adriano ou algum outro acompanhante dele cometeu a atitude absurda.

Enquanto isso, o Corinthians pensa em rescindir o seu contrato por considera-lo que ele já se meteu em muita confusão. Confesso que não tenho esperanças de uma recuperação total. Mas diante do quadro desesperador, se fosse o seu conselheiro Gilmar Rinaldi, aceitaria na boa a rescisão e tentaria uma última cartada: um contrato com o Palmeiras.

Sim, porque existem dois fatores que poderiam tirar Adriano do fundo do poço e coloca-lo no rol dos protagonistas. Em primeiro lugar, o Palmeiras precisa desesperadamente de um ídolo, alguém que possa canalizar as ansiedades. Valdivia decepcionou, Marcos está para pendurar as chuteiras e Kleber foi embora sem deixar saudades. Adriano seria um investimento de médio prazo, feito com carinho e capitaneado por Luis Felipe Scolari. Esse sim, seria fundamental. Com seu estilo sargentão, mas dotado de uma postura paternal, poderia ganhar a confiança de Adriano e fazer com que ele entrasse em forma e focasse na feitura de muitos gols. Não podemos esquecer: o último treinador que arrancou bons resultados de Adriano foi o ex-volante Flamenguista Andrade, que não podia ser um gênio da tática, mas sabia possuir coração e uma atitude paternalista que cativaram Adriano. Além disso, como é inteligente, Felipão poderia emplacar junto a torcida do Palmeiras, que eles, torcedores, poderiam ajudar a recuperar alguém desprezado pelo rival. Se a conquista fosse obtida, o sabor certamente seria inesquecível.

Se fosse outro atleta comum, penso que até seria o caso de desistir. Mas Adriano é especial, talentoso e alguma fórmula precisa ser montada para salvá-lo. Por incrível que pareça, o Parque Antártica pode ser o lugar da redenção.

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Publicado por em 26 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

As alianças do PT e sua luta para controlar a sede de poder

O esforço do PT em aliar-se ao PMDB tem uma explicação lógica: nunca o PSDB esteve tão fragilizado em termos eleitorais…Basta aproveitar a oportunidade…
 

É incrivel como o mundo politico não consegue parar nem nas festas de final de ano. Reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo mostra que o PT está disposto abrir mão da cabeça de chapa em várias capitais e cidades acima de 150 mil habitantes para aliados estratégicos, inclusive o PMDB e o PSB. Está no cardápio a montagem de um palanque para as eleições de 2014, especialmente porque o Partido dos Trabalhadores vislumbra que apesar dos 44 milhões de votos recebidos em 2010, a oposição continua desarticulada, especialmente o PSDB, envolvido em brigas internas.

Mas existe um obstáculo para que todo esse plano dê resultado: a sede de poder do PT. Nunca escondi minha opção política, mas isso não quer dizer que vou fechar os olhos para defeitos crônicos.

Infelizmente, o PT só abriu espaço para parceiros políticos nos últimos tempos por conta da mão de ferro de Lula. No DNA do partido, infelizmente está o monopólio da virtude, pois acham que apenas o partido basta para conduzir os destinos de uma cidade, estado ou país. Quando chegam ao poder, se o acordo não estiver bem amarrado, o resultado é só confusão e racha.

Para variar, o jeito será torcer para Lula recuperar-se o mais rápido possível e começar a operar de uma forma que o PT abra espaço aos parceiros e que a coalizão vira uma realmente um fato concreto e não peça de ficção. Se deixarem alguns politicos sedentos tomarem conta do processo, o fracasso tem boa chance de acontecer.

 
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Publicado por em 26 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

Dilma gasta e recebe críticas; Dilma economiza e é reprovada. E agora?

 

Cada um tem o direito de escolher o seu caminho. Agora, não custa perguntar: por que tamanha implicância com Dilma Roussef e complacência e desprezo pelas acusação contidas no livro "Pirataria Tucana"? Vai entender...

 

 

Eu juro que as vezes tento entender a lógica de alguns órgãos de imprensa. Senão vejamos: Dilma Roussef ao ser confrontada com a crise internacional precisou fazer uma opção e colocou freio nos investimentos públicos. Tentou poupar dinheiro, elevar o déficit primário e automaticamente não comprometer ainda mais a meta de inflação. Todos os veículos de comunicação aplaudiram a medida e chegaram até a usar o artificio como uma possibilidade de racha com o antecessor.

Pois bem. Qualquer dona de casa minimamente zelosa, sabe que quando aperta-se o cinto, é inevitável a paralisação de alguns investimentos. As melhorias ficam em segundo plano e o foco fica apenas fechar no azul. Se isso é usado no cotidiano, é lógico que será estendido a esfera pública.

Mas eis que me deparo na manhã de hoje com uma reportagem da Folha de São Paulo e que critica algumas decisões da atual presidenta e que paralisaram o cumprimento de promessas de campanha. Outros colunistas do mesmo jornal chegam afirmar que seu primeiro ano foi tímido, especialmente em assuntos relacionados a saúde e educação. E que, na visão do jornal, uma de suas únicas promessas em andamento é a construção de dois milhões de moradias. Detalhe: um projeto que depende essencialmente de aporte de dinheiro do FGTS e da Caixa Econômica Federal.

Oras, a critica deve ser exercida pela imprensa e apontar os erros é dever de todo e qualquer repórter. Mas o que imaginavam os nobres colegas quando Dilma passasse a tesoura? Que dinheiro sairia do chão e tudo seria cumprido? Tem hora que sinceramente fica muito difícil entender…

 
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Publicado por em 26 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

Campinas só fala de corrupção. E o resto, não importa?

Campinas é considerada a terceira praça bancária do país e um importante centro de tecnologia. Abriga uma das mais importantes universidades da América Latina e hoje conta com mais de 1,2 milhão de habitantes. Mesmo com tantos aspectos positivos, dá para afirmar sem medo de errar: a cidade faliu em termos de cenário político.

Cassar Demétrio Vilagra, Hélio de Oliveira Santos por corrupção e posteriormente aprovar um aumento de 126% nos salários fizeram com que vereadores e políticos em geral caíssem em total descrédito perante a população.

População, aliás, que diga-se de passagem tem boa parcela de culpa. Não pesquisa a vida dos candidatos, não participa continuamente do processo político e contenta-se com explicações vagas e vazias.

Outro problema é que os ditos formadores de opinião público só falam de corrupção e esquecem do resto. Digamos que todos sejamos obrigados a encampar o discurso de que o prefeito de Campinas conduziu uma turma de gafanhotos e assaltou os cofres públicos. E que o roubo foi o maior da história. E que a agora a limpeza será feita de modo maravilhoso e exemplar. A pergunta que fica é: o que vamos fazer com obras e empreendimentos iniciados por Hélio e que eram pedidos históricos da cidade? Vamos jogar na lata do lixo?

O que quero dizer é que o facebook, twitter e outras formas de comunicação são usados por eleitores e jornalistas para cobrar que os futuros governantes não cometam atos de corrupção. Mas reparem: nesses dias de crise política, nenhuma alma teve coragem de pedir e reivindicar que os partidos apresentem planos para continuar obras de Hélio e Vilagra, que queiram ou não, beneficiaram milhares de pessoas. Ou seja, corremos o risco em 2013 de sairmos de um prefeito populista e suspeito de corrupção para um mandatário honestíssimo, mas extremamente incompetente e sem sensibilidade para as demandas da periferia. Sabe o que é pior? A culpa será inteiramente da população de Campinas, que ainda imagina possuir apenas 250 mil habitantes e parece querer viver um conto de fadas eterno. É hora de virar a página. Antes que seja tarde.

 
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Publicado por em 23 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

Paulo Henrique Ganso e suas trapalhadas

Fiquei intrigado que a final do Mundial Interclubes não tenha gerado nenhum vilão após a derrota de4 a0 para o Barcelona na final do Mundial de Clubes. Pena, mas Paulo Henrique Ganso parece disposto a encarnar o papel. Dentro de campo, ficou longe, muito longe do jogador cerebral, inteligente e sagaz dos seus primeiros toques na bola no time profissional. Foi presa fácil da marcação do time catalão.

Fora de campo, comete uma lambança atrás da outra. Em pleno preparativo para o Mundial, detonou a diretoria do Santos que não exerceu a preferência de compra de 5% dos seus direitos econômicos. Anunciou aos quatro ventos que revendeu o percentual ao Dis, que administra a sua carreira. Sem querer ou de maneira voluntária, criou um clima péssimo em terras japoneses. Só que agora, em época de natal, recebemos a informação de que Ganso não tinha enviado a correspondência para que o Santos exercesse a preferência e que a carta chegou as mãos da diretoria santista apenas na quarta-feira.

Uma lástima.

Na atual conjuntura, apesar da inevitável perda técnica, a melhor saída é vender Ganso. Infelizmente, o garoto exibe sinais de que é altamente influenciável e que não tem um plano de carreira sólido. Pior: arrumar tumulto virou especialidade. Neymar colhe os frutos por saber o momento certo para negociar e barganhar uma melhoria em seu salário. Já Ganso, por sua vez, ainda terá muito dissabor pela caminho que decidiu trilhar, que é da divisão e do confronto. Pena.

 
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Publicado por em 23 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

Querem transformar o futebol em jogatina. Que perigo…

Quando menos se espera os cartolas e o governo federal tentam tirar o nosso humor no final de ano. Matéria publicada na edição desta quinta-feira do jornal Folha de São Paulo revela a intenção de permitir apostas em cima de jogos de futebol. Tudo sob a benção da Caixa Econômica Federal, hoje responsável pela Loteria Esportiva e pela famigerada Timemania, que virou mico após sua implantação.

Os dirigentes e os funcionários públicos fazem juras de amor a honestidade e transparência e garante que a fiscalização será forte.

Duvido. A década de 1980 já trouxe dissabores quando a revista Placar colocou na sua capa a Máfia da Loteria Esportiva, que detonou a credilidade da loteria devido a manipulação de resultados. Alguém, em sã consciência, duvida que isso poderá acontecer de novo?

Sinceramente, as vezes cansa verificar o discurso dos dirigentes sobre profissionalismo, planejamento, modernização. No fundo, no fundo, o que todo mundo quer é dinheiro fácil. E dane-se a credibilidade. A última esperança é que alguém convença a presidenta Dilma Roussef sobre a insanidade da medida.

 
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Publicado por em 22 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

Um destino ao estádio do Pacaembú

Palmeiras, Corinthians e São Paulo entram em uma nova era do futebol mundial com a construção de suas arenas. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo o custo estimado é de R$ 2 bilhões para modernizar dois estádios e terminar com o drama corintiano de isolamento. Mas uma pergunta tem que ser feita: e o Pacaembu? Qual será o destino do estádio mais charmoso e chamativo do futebol paulista? Sim, porque não dá para contar que a toda hora e todo momento o Santos irá querer utilizá-lo.

Não sei se já coloquei neste blog, mas não custa reforçar: o Pacaembu deveria ser o novo estádio de Wembley, ou seja, usado apenas para ocasiões especiais. Sugestão: a final do Campeonato Paulista poderia ser disputada em partida única e ali ser o palco, independente dos times envolvidos. A Copa São Paulo de Juniores também deveria continuar abrigar as finais no Pacaembu e a CBF, em um gesto de boa vontade, poderia instituir para valer o Campeonato Brasileiro Sub-20 e as finais serem disputadas sempre no Pacaembu e em locais de alcance histórico, como por exemplo, São Januário.

Claro, o Museu do Futebol e outras atividades ali nunca deixarão o Pacaembu inativo. Mas ele foi feito para o futebol. E isso não pode morrer. Jamais.

 
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Publicado por em 22 de dezembro de 2011 em Uncategorized