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Cristianismo perde fôlego e influência. E seus líderes não querem admitir seus erros

21 dez

Ao dar uma navegada pelo blog do jornalista Luis Nassif, dei de cara com uma noticia que gera reflexão: em termos proporcionais diminuiu o número de cristãos no planeta. Em 1911, o contigente era 35% da população total e agora está em 32%.  A noticia publicada no blog do jornalista você confere aqui.

Lógico que o crescimento na América do Sul e no continente deve ser celebrado, mas por outro existem quedas significativas no Continente europeu e nos Estados Unidos. Bem, a solução mais simples seria em pegar a Biblia e dizer aos quatro cantos que o resultado era esperado porque os dias são maus e o ser humano não está nem ae para Deus. OK, pode até ser realidade isso, mas existe um ponto fundamental: nós, crentes, estamos falhando na propagação da palavra. Não afirmo que a falha esteja no conteúdo. Longe disso. Mas o tom é totalmente fora de esquadro.

Perceba: nenhum pastor evangélico tem a dimensão do padre Marcelo Rossi. Posso contestar sua formação e o conteúdo de suas pregações, mas existe um dado fundamental: ele fala com as pessoas de forma respeitosa, doce, sem agredir ou qualquer ranço de autoritarismo. Quando fala com as pessoas, é como se suas palavras quisessem abraçar sua alma. É impossível não ficar comovido. Sou contra o empreendimento em si, mas não fico espantado quando o Padre anuncia a construção de um templo para 100 mil pessoas. Reflexo de sua postura agregadora.

Por outro lado, pegue alguns pastores televisivos (desculpe, não vou citar novamente seu nome. É perda de tempo). Suas pregações são sempre em tom de raiva, revolta, ameaça. É como se tentasse agredir com as palavras. Pior: existem centenas e milhares de evangélicos que seguem sua filosofia. Não sabem discutir, apenas agredir e tentar deixar o interlocutor abaixo de zero. Acham que com isso vão conquista-lo. Balela.

Resultado: para cada 10 convertidos, existem 10 que saem fora da igreja e outros 10 que passam até a duvidar da existência de Deus. Não por culpa do criador, mas dessas figuras nefastas.

Existe possibilidade de reversão? Não sei. A cada dia que convivo nas igrejas evangélicas brasileiras sinto que o que prevalece, até entre alguns amigos, é o discurso da raiva, da violência, do destempero verbal, da intimidação e da ameaça para arrebatar seguidores. Conseguir alguns até consegue, mas uma palavra doce e de sabedoria é mais eficaz, transmite paz e atrai um maior número de pessoas. Aliás, Jesus e o apostolo Paulo na Biblia recomenda que não faça determinado pecado. Ninguém pede para exterminar os ateus, homossexuais, minorias e ímpios. É, começo a desconfiar que a bíblia de alguns crentes brasileiros foi editada. Para pior.

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Publicado por em 21 de dezembro de 2011 em Uncategorized

 

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