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Arquivo mensal: janeiro 2012

Carro + alcóol +status= confusão na certa!

Vejo nos jornais de hoje que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quer formular um projeto de lei para endurecer os motoristas que são pegos alcoolizados. A suspensão da carteira poderia atingir dois anos e a multa poderia ficar acima de R$ 3,8 mil. Sua intenção é exterminar com o cenário de hoje, em que muitos infratores se recusam a fazer o teste do bafômetro e assim evitar que produzam provas contra si, um dispositivo vetado pela constituição.

Nas argumentações contra e a favor, você certamente ouviu falar que tudo passa por educação no trânsito, disciplina na hora de dirigir, etc, etc, etc

Existe um conceito mais profundo e cujo o condutor não deveria ser o Ministério da Justiça e sim da Educação. Explico: boa parte dos acidentes com motoristas embriagados tem o sexo masculino como protagonista. E sabemos que o carro para homem não é apenas um meio de transporte. É um status, uma forma de poder, de intimidar e se impor sobre as pessoas.

Pegue a memória e relembre: você já deve ter circulado com alguma pessoa que dirigia em alta velocidade pois queria se mostrar ou fazer um “racha” virtual com qualquer veiculo que estivesse ao seu lado.

Muitos motoristas também consideram um sinal de fraqueza entregar a direção para outra pessoa. Conheço pessoas que dirigem mesmo em total de embriaguez para que não exibam fraqueja diante de um amigo, namorada, marido, parente…É babaca? Claro que é! Mas esta é a sociedade brasileira.

Transformar o carro em mero meio de locomoção seria o primeiro passo para diminuir os acidentes e inibir a presença no álcool combinado com o volante. Duro é constatar que a mente de muitos motoristas brasileiros estão despreparados para um conceito tão simples.

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Publicado por em 31 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

Geraldo Alckmin quer fugir de protestos. Até quando?

Reportagem na Folha de São Paulo desta terça-feira relata que funcionário do Palácio dos Bandeirantes estão incumbidos de monitorar qualquer resquício de manifestação contra o governador Geraldo Alckmin e automaticamente tirá-lo deste constrangimento.

Lógico que ninguém é bobo de pensar que tais medidas não tem relação com os acontecimentos em Pinheirinho, em São José dos Campos. Mas o drama é mais profundo: revela como a atual safra de políticos brasileiros é  dotada de espirito público fraco diante das adversidades. De certa forma, eles não confiam que podem dar a volta por cima. Que ninguém se iluda: tal quadro encontra-se em todos os partidos.

Nesse contexto, não há como esquecer de Luiz Inácio Lula da Silva. Hoje celebramos o ex-presidente como uma personalidade impar e um líder político incontestável.

Só que nem tudo foram flores. Durante a investigação do mensalão, uma revista semanal chegou a ostentar uma capa em que vaticinava sua queda. Nada aconteceu e ele deu a volta por cima.

No segundo tempo, Lula engoliu uma chuva de vaias na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Teve paciência para continuar seu trabalho no Rio de Janeiro e posteriormente ajudar na reeleição de Sérgio Cabral e na vitória em segundo turno de Dilma Roussef na Cidade Maravilhosa.

Lula encarou o adverso e venceu. Geraldo Alckmin e outros menos cotados parecem que não contam com a mesma disposição.

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

Futebol brasileiro perde força na Europa. Você não vê?

O futebol brasileiro, apesar das lambanças de seus dirigentes, ainda continua no domínio do Planeta Bola. Mas houve queda de influencia. Pesquisa divulgada pelo Centro Internacional de Estudo do Esporte atesta que existem 528 brasileiros em 500 clubes europeus. Mas na temporada anteior, os brazucas eram 567. Se levarmos em conta as ligas que realmente interessam, que são as da Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França, o contingente caiu de 154 para 123 brasileiros.

Esqueça e não acredite quando as pessoas dizem que o bom momento da economia brasileira ajudou a montar o cenário. Afinal, conseguimos repatriar nos últimos anos jogadores da estirpe de Ronaldo, Adriano, Vagner Love e Luis Fabiano e mantivemos uma jóia rara como Neymar.

Infelizmente, esta é uma parte da verdade. O futebol brasileiro não admite que vive uma entressafra terrível. Os garotos santistas se constituem em honrosas exceções (ao lado de Lucas do São Paulo), pois o que impera na maioria dos clubes são categorias de base que produzem atletas medianos na parte técnica e são ávidos em formar zagueiros e volantes muito mais na sala de musculação do que no gramado.

Hoje, temos alguns trunfos para esconder a crise de valores. Um dia a conta chegará. E temo que o futebol brasileiro não tenha cacife para pagar.

 
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Publicado por em 31 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

Domingos e Renato Cajá: amados e odiados no futebol campineiro

Existem jogadores que nascem com estigmas e que precisam provar dia após dia que possuem valor, mesmo que tenham perfis e qualidades distintas. Exemplo disso verificou-se nas vitórias de Ponte Preta e Guarani na rodada deste final de semana.

Em Mogi Mirim, Renato Cajá deu passe para dois gols e fez um de pênalti e constitui-se em figura principal na vitória contra o Mogi Mirim. Estará livre de cobranças? Nada disso. As cobranças ficarão intensas e o meia terá que se acostumar a carregar o time nas costas. A torcida da Ponte Preta deveria aproveitar essa boa atuação de Renato Cajá e conceder um período de trégua. Compreender que em inicio de temporada, é muito fácil ocorrer altos e baixos, especialmente em atletas cujo aspecto físico fica em segundo plano.

Se Renato Cajá é cobrado pelo excesso de talento, o zagueiro Domingos é perseguido por seu passado de faltas bruscas e força física descabida.

Antes da bola rolar, parecia que Domingos seria um pesadelo ao torcedor bugrino. As primeiras jogadas pareciam denunciar a tortura eminente. Com o passar do tempo, no entanto, dentro do seu estilo tosco e voluntarioso, Domingos afastou toda e qualquer bola e foi fundamental especialmente para segurar o resultado no segundo tempo, quando o Guarani deu mostras de queda no rendimento físico.

Merece ser ídolo do Guarani? O tempo vai dizer. Tempo de trégua. Nem tanto. Porque ao contrário de Renato Cajá, qualquer cartão amarelo ou vermelho poderá colocar a dinastia de Domingos no Brinco de Ouro por água abaixo. Vamos aguardar.

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

Futebol brasileiro fatura R$ 1,5 bilhão. Um valor que pode virar pó…

Boa reportagem no estado de São Paulo sobre o potencial de faturamento do futebol brasileiro. Os números mais recentes indicam a cifra de R$ 1,5 bilhão, o que credenciou o país a ultrapassar a Holanda e a expectativa é passar a França até 2015 ou 2016. A permanência de Neymar, o retorno de Vagner Love e a batalha de Flamengo e Fluminense por Thiago Neves são sintomas claros de que o Brasil é o novo oásis do futebol mundial, certo!? Errado!

O futebol brasileiro é como aquele cara promovido recentemente em uma função de destaque em uma multinacional e que ao invés de gastar os R$ 10 mil do salário, ele compromete o cheque especial, atrasa o IPTU e ainda deve na quitanda.

Sim, porque apesar de serem milionários, poucos clubes no Brasil estão com todas as suas obrigações em dia. O Fluminense paga salários exorbitantes, mas é por causa da patrocinadora; o Vasco foi vice-campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil e passa o pires para quitar as obrigações no departamento de futebol; o Palmeiras está sem patrocinador na camisa e está desesperado em relação ao débito a ser quitado em fevereiro. O que dizer então de Ponte Preta e Guarani? O primeiro tem boa saúde financeira graças ao seu presidente e não se vislumbro futuro claro quando ele se retirar. Já o Guarani foi sugado e tragado após anos e anos de desmandos administrativos e uma guerra política que não houve qualquer vencedor.

Solução? O futebol brasileiro deveria aproveitar o momento de bonança e fazer um pacto de convivência entre os clubes. Estipular uma lei de Responsabilidade fiscal e que encaminhasse punições severas para quem não estivesse com impostos e salários em dia. Quanto aos rendimentos, assim como afirmei em posts anteriores, a chance de redenção seria fixar um teto geral e assim acabar com essa guerra que trucida o futuro dos clubes.

É aquela história: hoje os clubes brasileiros faturam R$ 1,5 bilhão. Mas se a farra continuar, o resultado vai virar pó em questão de meses.

 

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

O São Paulo quer mais. Leão conseguirá o feito?

O São Paulo vencer o São Caetano por 2 a 1 gerou mais duvidas do que certezas. Luis Fabiano saiu contundido, Dênis demonstrou insegurança em lances capitais e Lucas, apesar do belo gol, não foi o jogador efetivo que se espera. A solução mais fácil é crucificar a boleirada e considerar os atletas um bando de preguiços em inicio de temporada.

Não é por ae. Penso que a responsabilidade está mais sobre Emerson Leão do que qualquer outro personagem. Pense um pouco: qual clube brasileiro tem condições de fazer as contratações feitas pelo São Paulo? Quem teria cacife para trazer Oswaldo, o lateral-esquerdo Cortês e ainda com o atacante Nilmar? Certamente poucos.

Existem desfalques? É verdade. No entanto, é inacreditável pensar o esquema tacanho implementado por Leão. O tricolor tem jogadores habilidosos, mas o invés de tocar a bola ou usar jogadores para carrega-la ao campo de ataque, vive de bola esticada ou de lampejos individuais. Muito pouco. Acredito que antes de cobrar os jogadores, o ideal seria uma conversa ao pé de ouvido com Leão. Mas quem tem coragem???

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2012 em Uncategorized

 

Rio-2016: como acreditar de que tudo dará certo?

O jornal Folha de São Paulo publica hoje um interessante caderno sobre as revelações dos esportes olímpicos que podem estourar nos Jogos do Rio em 2016. Um serviço para que o leitor perceba até que ponto existem frutos na Lei de Incentivo ao Esporte.

Mas nem tudo são flores. Ao ler os perfis, pude me deparar com algumas características em comum: a descoberta sempre é fruto de um acaso, um acontecimento, algo que não estava previsto no roteiro. Não li todos os perfis, mas ainda não me deparei com algum perfil de um atleta forjado em campeonatos de colégio e que teve apenas o profissionalismo como consequência natural.

Tal quadro apenas revela o cenário triste que podemos nos deparar em 2016: presença em todas as modalidades, mas com poucas possibilidades de medalhas substanciosas e talentos gerados a partir de uma estrutura azeitada. Aula de educação física nas escolas públicas e particulares deveria servir para fomentar e descobrir talentos. Se o garoto não tivesse aptidão, que fosse um instrumento para formar cidadãos. Nem precisa forçar a memória. Isto está muito longe de acontecer.

 
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Publicado por em 29 de janeiro de 2012 em Uncategorized