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Arquivo mensal: fevereiro 2012

Seleção Brasileira: sem time, sem rumo e sem identidade. Até quando?

Ninguém está feliz com a Seleção Brasileira. Seus amistosos caça niqueis viraram um espetáculo de tortura a ceu aberto e o pior é que ninguém liga. O torcedor não liga para a equipe e nem tem disposição para cobrar. Péssimo sinal para quem será anfitrião da Copa do Mundo.

Fácil é culpar Mano Menezes, que no comando do escrete canarinho tornou-se um profissional mediano, sem criatividade e sem disposição para ousar. A safra de jogadores também é preocupante. Não pela qualidade, porque Neymar e Paulo Henrique Ganso possem condições de desequilibrar qualquer disputa. O detalhe é falta lastro, experiência, vivência de uma competição complexa como a Copa do Mundo.

Mas existe um fator pior: o futebol brasileiro está sem referência. Pesquisa e verá que nos títulos conquistados pela Seleção Brasileira sempre existiu um time que era usado como base ou na pior das hipóteses, como modelo do que deve ser seguido. Em 1958 e 1962, estava na moda cultuar Santos e Botafogo; Em 1970, Santos e Cruzeiro eram as duas melhores equipes do Brasil. Incontestável. Em 1994, a dupla São Paulo e Palmeiras se constituíam na vanguarda administrativa e esportiva. Já o título na Coréia e no Japão abriu portas para que Santos exibisse o futebol de Robinho, Diego e Elano.

Estamos em 2012 e o Santos poderia exercer novamente esse papel. Mas a goleada para o Barcelona tirou o glamour do time comandado por Muricy Ramalho. Mesmo Fluminense, Flamengo, Internacional, Corinthians e Vasco estão longe de empolgar, mesmo no rol de favoritos da Copa Libertadores.

Ou seja, além de não possuirmos um time técnico, gabaritado e um treinador competente, o nosso futebol está sem rumo. Uma lástima.

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Publicado por em 29 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

Serra Candidato. Boa noticia para o PT…

Encontro petistas nas ruas e todos mostram temeridade em relação ao pleito de São Paulo. A entrada de José Serra na disputa faz reviver espirito conservador devastador, a troca de ideias baseada no insulto e no obscuro, cenário presente em 2010. O ex-ministro da educação Fernando Hadad, por sua vez, terá que contar com Lula como cabo eleitoral, especialmente porque fatalmente Serra estará no segundo turno, apesar do alto índice de rejeição.

Mas penso de modo diferente. A candidatura de Serra é uma ótima noticia ao PT. Em primeiro lugar, porque independente do resultado, o ex-governador de São Paulo está fora do pareo presidencial de 2014. Mesmo se estivesse no cargo de prefeito, uma nova renúncia seria sua morte política.

Além disso, com Aécio Neves sendo candidato, as dificuldades para viabilizar uma candidatura tucana seriam imensas. Não que Aécio seja desprovido de conteúdo, mas uma eleição presidencial é complexa, cheia de nuances e a mensagem precisa chegar aos grotões. Hoje, apenas três políticos são conhecidos em todo o país: Lula, Dilma e Serra. É a pura verdade.

Outro lado positivo é que o PT terá uma oposição de verdade. Isso não é ruim. Pelo contrário. Pode ser usado para corrigir erros, rumos e estabelecer alianças mais calibradas com o seu espectro ideológico. O que é importa é o seguinte: o Brasil não sai da dualidade entre petistas e tucanos. E sinceramente, não sei se isso é bom.

 
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Publicado por em 29 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

Ponte Preta: uma derrota também pode ser atalho para o futuro

A Ponte Preta está na berlinda. A derrota por 6 a 1 diante do Santos deixou a sua torcida ferida e arrasada. Como era de esperar, os rivais começaram a espalhar piadas pelas redes sociais. É do jogo e o que não deve (e nem pode) é descambar para a violência. Mas a função da crônica esportiva agora é fugir do fanatismo e do julgamento precipitado. Entender as razões que levaram a uma derrota tão acachapante e o que fazer para a Macaca retornar a rotina de vitórias e exibir perspectiva para um bom campeonato brasileiro. De certa forma, os fatos ocorridos na Arena Barueri são apenas uma série de fatos e acontecimentos que já ocorriam em rodadas anteriores e que agora precisam ser combatidos e reciclados. Vejamos:

– O esquema tático: em 2011, Gilson Kleina demorou mas conseguiu armar uma estratégia eficiente. Os laterais tinham bom poder de marcação e apoio e seus volantes além da marcação conseguiam mostrar versatilidade para ajudar em momentos difíceis. Pense torcedor pontepretano em quantos jogos a Ponte Preta no ano passado teve Renato Cajá e Renatinho em jornadas péssimas e o time foi salvo por gols de Mancuso, Josimar e João Paulo Silva. Nesse ano tudo mudou. Os volantes simplesmente são uma decepção. Xaves caiu vertiginosamente de produção assim como João Paulo e William Magrão ainda mostrou a que veio. Detalhe: Agenor, uma aposta para cabeça de área não foi utilizado por Kleina. Resultado do quadro: com um meio-campo tão débil o Santos não teve dificuldades para dominar o setor. Mas convenhamos: esses problemas já aconteciam nas rodadas anteriores.

A saída: está na cara que Gilson Kleina precisa reformular tudo. Começar do zero. E o sistema defensivo deve merecer atenção especial. Atenção: não falo da zaga porque a do ano passado também tinha sérias dificuldades e foi suficiente para subir. O máximo que dá para fazer é colocar Diego Sacoman, esperar a recuperação de Wescley e dar motivação para uma virada. Mas nada disso adiantará se os volantes não concederem proteção. Diante disso, Kleina precisa pensar em alterações com seus volantes. Hoje, na atual conjuntura, a solução seria uma guinada radical. Sugestão: a escalação de Agenor e quando cumprir suspensão, a colocação de Guilherme como volante ( e a escalação de Cicinho na lateral)  e quem sabe até a concessão de uma chance para Sandro Silva ou até para Gerson, o polivalente. Meia? Renato Cajá. Esse, porém, merece um tópico á parte.

O meia de criação: Deixo claro: gosto de Renato Cajá. Acho seu futebol técnico e de rara beleza. Decidiu jogos importantes no ano passado e arrebentou com o Guarani no último clássico. Mas existem dois problemas que lhe atormentam. O primeiro é a irregularidade e o desaparecimento em alguns jogos de grande envergadura. Segundo, o seu estado físico que cai em alguns jogos. Não é caso de tirá-lo do time, mas se necessário intensificar o seu trabalho de preparação física e verificar se acontece algo em termos emocionais que faz Renato Cajá decepcionar em algumas (repito: algumas!) partidas. Mas não é o caso de rifá-lo e sim até de tentar negociar sua permanência para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Os atacantes: Existe um problema de ordem tática. Gilson Kleina ainda não encontrou ninguém para substituir a versatilidade de Ricardinho, que era um atacante com problemas de definição, mas exibia um fôlego incomum para marcar e puxar os contra-ataques. Rodrigo Pimpão não tem essa característica. Ele tem maior habilidade e até um melhor poder de conclusão, mas não tem o de solidariedade quando ocorre a posse de bola. Talvez esse tenha sido o motivo de Márcio Diogo conseguir apresentar bom rendimento em alguns jogos neste ano, especialmente por seus lampejos de solidariedade.  Solução: a Macaca tem duas saídas. A primeira seria abrir mão de um atacante, escalar um novo meia e postar esses meias pelos lados do campo e com Roger como único atacante isolado.Um autêntico 4-5-1. Leandrão? Sua grande característica é a trombada dentro da área, a jogada pelo alto e o atual elenco não oferece tais alternativas.

Gilson Kleina: Dos integrantes da nova geração é um dos melhores. Culto, estudioso, educado e sabedor das características de uma equipe popular como a Ponte Preta.

Mas ele precisa entender que a formula de 2011 precisa ser colocada no passado. Uma nova configuração tática deve ser formatada e com vistas ao Campeonato Brasileiro. Campeonato Paulista? Excetuando-se o derbi, o resultado pouco importa. Fora ser campeão, terminar em segundo ou oitavo dá na mesma. O que importa é reciclar e montar uma equipe que seja a cara e o jeito da torcida. Que não merece sofrer tamanha humilhação.

 
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Publicado por em 26 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

Os dilemas da Ponte Preta

Almocei nesta quinta-feira com um amigo meu pontepretano, que atua em uma empresa de distribuição de ração para animais. Estava feliz com a vitória sobre o Ituano por 1 a 0 e tinha esperança de que aparecesse um bom resultado contra o Santos. Assíduo do alambrado, acompanha os jogos da Macaca, seja em casa ou em outras cidades. Após a conversa com ele,  tirei algumas conclusões.

A primeira: sinto que Gilson Kleina ainda possue crédito com a torcida. Ela xinga? Sim! Cobra? Com certeza! Mas tem noção de que o esquema de trabalho de 2011 colheu frutos saborosos, sendo que o principal foi o acesso á divisão de elite do futebol nacional.

Por outro lado, percebo que os torcedores pontepretanos estão mais conscientes. Exemplo prático: este amigo de longa data não condena o goleiro Lauro, pois sabe de suas virtudes e limitações desde sua primeira passagem. Sua preocupação é com a produção dos zagueiros e volantes, que deixam o arqueiro muitas vezes em situação perigosa.

Diagnóstico correto. Quando iniciou o ano, Gilson Kleina apostou que William Magrão substituiria Josimar com naturalidade e que Xaves e João Paulo Silva manteriam a pegada e a versatilidade no meio-campo. Não aconteceu nada disso. O primeiro convive com problemas físicos e dois remanescentes entraram em uma má fase técnica inexplicável e que só o tempo produzirá a cura definitiva. O duro é que o futebol não dá tempo e a cobrança acaba sendo inevitável.

Moral da história: a filosofia de trabalho da Ponte Preta é correta e os terremotos são normais na trajetória. Tragédia será modificar tudo e cair em uma caminho escuro e sem destino.

 
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Publicado por em 23 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

Jogadores de futebol, esses alienados…

Nunca escondi de ninguém que considero o atual formato do Globo Esporte um péssimo serviço ao esporte brasileiro. Considerar o futebol apenas uma área de entretenimento e solenemente ignorar as disputas de bastidores é algo que passa perto de crime lesa pátria.

Qual a consequência disso? Os personagens principais não são cobrados pela maior emissora do pais em relação a um comportamento que exale cidadania.

Querem um exemplo? Neymar afirma sem pudor que Ricardo Teixeira sempre fez bem a ele e Ronaldo Nazário presta-se ao papel de escudo do cartola, sem medir as consequências de sua atitude. Agora, pergunte: será que a postura desses caras não seria diferente se a líder de audiência mostrasse uma postura mais incisiva e a cobrança fosse enfática?

Duro é constatar que perdem o futebol brasileiro com tantos jogadores alienados e sem postura critica. Afinal, se a atitude dessas figuras fosse diferente será que teríamos tantos atletas convivendo com salários atrasados, infra-estruturas precárias e sem respaldo para lutar por seus direitos. O jogador de futebol brasileiro não pensa no semelhante e no bem do espetáculo. E uma parte da crônica esportiva prefere deixar o jornalismo esportivo de lado e praticar o circo inconsequente. Triste.

 
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Publicado por em 23 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

E Luxa dessa vez dará certo???

Wanderley Luxemburgo assumiu o comando do Grêmio. Terá uma nova oportunidade de reacender a sua carreira após as gestões medianas no Santos, Palmeiras, Atlético Mineiro e Flamengo. Chega em hora adequada, pois o tricolor gaúcho parece perdido, sem rumo ou foco definido.

Pode dar certo? Se focar apenas no treinamento, a resposta é sim. Gostemos ou não de Luxemburgo, ele foi responsável pela última grande inovação do futebol brasileiro, que foi o segundo volante com capacidade e força para chegar ao ataque. Vampeta e Rincon são seus modelos mais bem acabados.

Tem boa leitura de jogo, sabe fazer boas substituições e nos áureos tempos tinha fome e sede de títulos. O que impede então de retornar aos bons tempos?

Simples: Luxemburgo vive dominado pelo vírus da arrogância e da soberba. Muitas vezes, não tem capacidade para admitir um erro ou um vacilo. Nessas atitudes perde até a credibilidade junto ao grupo. Quanto a sua vida particular, não cabe a mim julgar ou decretar. Até porque é função da Justiça fazer o serviço “sujo”. Além disso, não consta que o futebol é um local de pessoas santas e ilibidas. Infelizmente, Luxemburgo é apenas mais um que foi atraído para o lado “negro” da força. j

Por seus movimentos iniciais, parecer querer apenas trabalhar no banco de reservas. Se isso acontecer, o Grêmio ganha um reforço e tanto.

 
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Publicado por em 23 de fevereiro de 2012 em Uncategorized

 

A tensão domina o futebol campineiro…

 

O carnaval nem esfriou e os times campineiros retornam aos gramados neste meio de semana. Não há como negar: a tensão ronda as duas agremiações e por motivos diferentes. Na Ponte Preta, o técnico Gilson Kleina sabe que não tem saída: ou vence ou começa abrir espaço para especulações em torno de sua saída, o que seria lamentável.

Lamento porque o treinador da Ponte Preta foi atropelado pela adversidade. Explico: no ano passado, na maior parte dos jogos, a Macaca atuava com três volantes, sendo dois com capacidade para chegar como elemento surpresa. Cansei de assistir a jogos da Ponte Preta em que o então camisa 10 Renatinho ou Renato Cajá estavam marcados e aparecia Josimar ou João Paulo para definir o quadro. Para completar, quando ocorria a perda da posse de bola, o atacante Ricardinho tinha folego e disposição para auxiliar na marcação. Um sistema forte na pegada e com contra-ataques mortais. O que aconteceu? Simples: William Magrão não supriu a saída de Josimar e João Paulo encontra-se em péssima fase. Para completar a tragédia, Xaves passa por instante de irregularidade. Ah! Sem contar que Rodrigo Pimpão e Márcio Diogo não mostram o mesmo apetite de marcação de Ricardinho. Pode-se dizer que o destino de Kleina está nos pés de quem encarar o Ituano.

Já o Guarani passa por outro tipo de tensão. Vai jogar com o XV de Piracicaba e Guaratinguetá nesta semana e pode ficar próximo da classificação. Mas existe o temor da derrota. Afinal, desde o revés com o Mogi Mirim que o alviverde não sente o sabor amargo. Nas entrevistas coletivas, os jogadores são indagados de como vão se comportar se o inevitável acontecer. Nesse caso, penso que o Guarani precisa pensar jogo a jogo. Não pode transformar em tragédia mesmo se tropeçar diante do Nhô Quim. Não pode perder de vista o básico: para aquilo que foi estabelecido antes da bola rolar, o Guarani está indo longe demais.

 
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Publicado por em 22 de fevereiro de 2012 em Uncategorized