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Violência no futebol: e o poder público? Não vai aparecer?

Matéria oportuna do Jornal Lance e que relata sobre o histórico de violência no futebol brasileiro. Desde 1988, 155 torcedores foram mortos em atos de violência. Um descalabro.

As descrição é minuciosa e traz um dado alarmante: a falta de programas públicos para combater essa chaga que arrebenta o futebol brasileiro.

Infelizmente, dos clubes não podemos esperar nada, já que alguns são até financiadores de algumas agremiações responsáveis por atos de selvageria nos estádios. Aliás, um detalhe: 83% de entrevistados em uma pesquisa disseram que este fator é primordial para afastar o público dos estádios. Que fique claro: o blogueiro não acha que a extinção das torcidas organizadas é a solução que poderá proporcionar dias de paz. Mas a apatia do poder público em relação ao tema chega a ser tão ou mais acintoso do que os paus e pedras utilizados em batalhas campais.

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Publicado por em 3 de abril de 2012 em Uncategorized

 

Neymar e Leandro Damião permanecem no Brasil. Que bom…

Matéria publicada hoje no jornal “Folha de São Paulo” enfoca o esforço de Santos e Internacional, que atuam amanhã na Copa Libertadores para manterem os seus astros principais, Neymar e Leandro Damião. E que isso muitas vezes gera a venda de atletas ou revelações que poderiam gerar até dividendos em médio e longo prazo.

Pois bem, de imediato é algo que pode até não agradar ao torcedor, mas é inegável que existe o aspecto saudável que é a formação de novos torcedores e conquista de títulos.

Pergunto: se os dois já estivessem em campos europeus, será que as duas equipes receberiam tamanho tratamento da mídia ou seriam usados como referência de administração esportiva?  Moral da história: perdem-se algumas medalhas até de ouro, mas as jóias estão preservadas. Que bom!

 
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Publicado por em 3 de abril de 2012 em Uncategorized

 

Copa do Mundo: os problemas crescem. E ninguém faz nada…

Duro constatar que não conseguimos pensar a Copa do Mundo de modo global. Não temos a capacidade de medir as consequências de obras contratadas e estádios construídos com nosso dinheiro. Bom exemplo disso estão nos jornais desde domingo, dia 01º de abril. No Estado de São Paulo, uma reportagem de duas páginas mostra que alguns estádios contarão com alto padrão técnico e de conforto após a finalização das obras. As arquibancadas e os gramados serão de primeiro mundo. Ao mesmo tempo, o povo brasileiro assiste ao dinheiro escorrer por entre os dedos ao pressentir que a dispensa de licitação passará a fazer parte da rotina na reta final da construção. Registre-se: apesar da rigidez do BNDES para liberar qualquer tostão. Mas não é suficiente.

Já na Folha de São Paulo, o foco ficou sobre o drama de moradores que sofrerão processo de desapropriação para viabilizar a construção de ruas, avenidas e sistemas de transportes. O que fica da reportagem é constatar o desespero das pessoas, sem noção e perspectiva do que irá acontecer no futuro. O Estado não esclarece, informa, determina, planeja ou concede uma luz. O desespero é legitimo.

Perceba: são problemas reais e que só ganham relevância por causa da fiscalização da imprensa. Pergunta: onde estão os gestores públicos para cuidar desses problemas? Resposta: estão sentados, tranquilos, no aguardo da bola rolar. Oremos.

 
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Publicado por em 1 de abril de 2012 em Uncategorized

 

Neymar, o diferenciado. Em tudo…

O Jornal Agora São Paulo traz um levantamento interessante, que é de que nos últimos três anos Neymar atuou em 173 partidas e apenas uma oportunidade ficou fora por contusão. Suas ausência, na maioria das vezes, foram geradas por convocações da Seleção Brasileira ou por decisão da comissão técnica santista de poupá-lo.

Uma prova de que estamos diante de um caso raro no futebol mundial não só em termos técnicos, mas no aspecto físico.

Basta fazer uma comparação doméstica. Romário e Ronaldo foram os últimos dois craques de estirpe do futebol brasileiro. Ao lado de Rivaldo foram reconhecidos como gênios da bola.

Mesmo assim, nunca escaparam das contusões e do cansaço gerado pela maratona de jogos. Aliás, Ronaldo terminou sua carreira ao perceber que as dores no joelho já eram insuportáveis. Romário, por sua vez, esticou sua trajetória na bola calcada muito mais na malicia, malandragem e no posicionamento do que no rendimento físico.

Se Neymar manter a produção técnica e escapar de lesões graves, já é certo que vai encontrar no rendimento físico um dos principais aliados para apresentar um alto rendimento por grande período. Que o Santos e a Seleção Brasileira aproveitem um presente tão singelo.

 
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Publicado por em 1 de abril de 2012 em Uncategorized

 

Recado para Falcão: no Brasileirão, a realidade será outra…

Técnico do Bahia, o ex-volante e comentarista Paulo Roberto Falcão retornou aos holofotes. Depois da demissão abrupta do Internacional, conseguiu fazer do tricolor o melhor ataque do futebol brasileiro com 51 gols em 14 jogos.

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo deitou falação e descreveu em pormenores os conceitos de marcação, posicionamento e de busca do gol.

Mas queria encaminhar uma péssima noticia aos presentes: o primeiro semestre não serve de parâmetro. Até agora, o Bahia está inserido em um campeonato regional de parca expressão, em que possue apenas um adversário de gabarito, o Vitória (BA). Pode surpreender na Copa do Brasil? Pode, lógico, mas nunca é demais lembrar que a competição é curta, imprevisível, cheia de armadilhas e que muitas vezes uma equipe mediana pode chegar longe.

O teste real para Falcão será no Campeonato Brasileiro, quando sua equipe, antes da bola rolar, entra com o peso de lutar contra o rebaixamento ou provar que pode figurar pelo menos na zona intermediária da tabela. Por enquanto, o que Falcão deve fazer é apenas comemorar a boa fase. Com moderação.

 
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Publicado por em 1 de abril de 2012 em Uncategorized

 

Futebol brasileiro: grandes ou quatrocentões falidos?

Nas suas entrevistas coletivas, os técnicos Gilson Kleina e Oswaldo Alvarez alertam sobre a impossibilidade de Ponte Preta e Guarani lutarem contra o poderio dos grandes clubes. Para eles, a distância econômica é absurda e fica difícil pensar em vôos mais altos no Campeonato Paulista e no Campeonato Brasileiro no segundo semestre.

Respeito a opinião dos treinadores, mas acredito que alguns conceitos não se constituem em verdade absoluta no futebol.

Penso que a distância será abissal e intransponível se os grandes clubes administrassem seus orçamentos de modo competente e realizando contratações bombásticas e com alto grau de retorno.

Isso está longe de acontecer. Se o dinheiro pode comprar a eficiência, como explicar o Corinthians, que torrou dinheiro por seis meses com um jogador do quilate de Adriano ou que conta no elenco com jogadores de boa qualidade  mas que chegaram como apostas como William e Edenilson? Como entender o fato do Santos contar com Neymar e Ganso, mas possuir uma dupla de zaga formada por Durval e Edu Dracena, que estão longe de serem altamente confiáveis?

O que quero dizer é que o futebol brasileiro está cheio de clubes ricos, mas que gastam pessimamente o seu dinheiro. Abre-se espaço aos clubes médios e pequenos, que com orçamento enxuto, mas com muito critério nas contratações podem colher frutos saborosos. A própria Ponte Preta é exemplo deste cenário, pois no ano passado foi a equipe de orçamento mais modesto entre aqueles que conseguiram o acesso à primeira divisão. Na primeira divisão, o Figueirense mostrou que com um time humilde, mas muito bem montado era possível chegar longe. Por muito pouco não beliscou uma vaga para a Copa Libertadores.

Resumo da ópera: possuir dinheiro é ótimo. Saber gastar é uma arte.

 
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Publicado por em 31 de março de 2012 em Uncategorized

 

Copa do Mundo: palavras ao vento e dinheiro no bolso…

Quando foi anunciada a Copa do Mundo no Brasil, juro que fiquei exultante ao pensar que os gramados brasileiros seriam palco para o desfile dos principais craques do futebol mundial. Mas os desmandos, os atos de incompetência e os vacilos são tomanhos que dá para refletir se realmente foi um bom negócio.

Para começar os estádios estão com seu cronograma atrasado, aeroportos sem ampliação e para piorar o quadro algumas cidades não tem leitos suficientes para atender a demanda.

A Fifa considera que a saída é adotar um paliativo e pedir para que as pessoas retornem assim que as partidas sejam realizadas. Assim como se fez na África do Sul.

A comédia pastelão é completada com a troca de farpas entre os dirigentes da Fifa e as autoridades brasileiras, tal qual como crianças mimadas que não aceitam receber medidas de enquadramento.

Bem, em qualquer outro cenário, a decisão mais lógica seria ou diminuir o número de sedes ou até mudar o local da Copa do Mundo, que não estaria fora de propósito. E porque nada disso acontece? Simples: só no ano passado, o lucro da Fifa com a competição foi de R$ 910 milhões. É, nossos ouvidos terão que aturar bobagens por muito tempo.

 
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Publicado por em 31 de março de 2012 em Uncategorized